CONSELHO DEBATE CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE CONQUISTA
Na reunião desta última segunda-feira à noite (dia 05/09), na Casa Régis Pacheco, os membros do Conselho Municipal de Cultura de Vitória da Conquista se reuniram para debater a questão da conservação do Patrimônio Histórico da cidade, propondo ações efetivas por parte do poder executivo, no sentido de revitalizar nosso patrimônio material e imaterial que vem sendo deteriorado com o tempo. Muitos prédios e casarões, inclusive, estão fechados quando deveriam estar sendo utilizados pelo setor cultural.
Para falar do assunto, como convidados, estiveram presentes o arquiteto e professor Felipe Decrescenzo e Mãe Graça, representante da Rede Caminho dos Búzios. Felipe chamou a atenção sobre a existência de um núcleo de preservação desse patrimônio conquistense, mas que não tem funcionado nosd últimos anos.
O conselheiro e coordenador da Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer- Sectel, Alexandre Magno, reconheceu a situação e afirmou que este núcleo está sendo reativado para realizar um levantamento da realidade e fazer as devidas recomendações para preservar os nossos bens culturais.
O professor destacou que há algum tempo vem colhendo material para desenvolver pesquisas sobre a arquitetura, chamando a atenção para a preservação do que ainda resta do nosso patrimônio histórico.
Na ocasião, assinalou que há alguns anos o Ministério Público provocou a prefeitura para adotar medidas quanto a preservação do patrimônio, considerando que desde 1993 temos uma lei para tratar da questão.
Mãe Graça também cobrou mais atenção do poder público no que se refere às necessidades de conservação e reconhecimento dos terreiros de candomblé, atualmente cerca de 200 unidades nas zonas urbana e rural. Segundo ela, a metade desses terreiros, pelo seu tempo de existência, mais de 50 anos, deveria estar tombada (só existe um tombamento).
Outros temas e proposições, como a formação de uma câmara temática para o audiovisual, Cine Madrigal e Casa Glauber Rocha; criação de um catálogo de artistas que vão participar das exposições na Casa Regis Pacheco no final do ano; e realização do projeto “Por Isso é que Eu Canto” no Natal, com premiações, foram discutidos e aprovados pelos conselheiros presentes.
Na oportunidade, ainda com relação ao patrimônio histórico, o Conselho questionou um possível desmonte que vem ocorrendo na Escola Normal por parte do Governo do Estado, condenando qualquer medida que termine na extinção daquele bem, símbolo educacional de Conquista, sem falar na importância da sua arquitetura. Uma comissão foi criada para averiguar os fatos e emitir parecer sobre a real situação.











