:: 14/set/2022 . 22:51
CENTRO CULTURAL, DE CONVENÇÕES OU ADMINISTRATIVO PARA A CIDADE?
Quando aqui cheguei em 1991 para chefiar a Sucursal do Jornal A Tarde, o Clube Social, em frente à Praça Sá Nunes, foi um dos primeiros lugares que visitei e onde recebi as boas vindas por um grupo de empresários. A unidade de lazer, esportes e entretenimento gozava de fama, e muitos ainda se sentiam privilegiados e orgulhosos em ter uma carteirinha como sócio.
Trinta e dois anos depois lá está um terreno vazio de pouco mais de um campo de futebol e que se tornou alvo de discussões sobre o que deve ser construído ali, de forma que Vitória da Conquista seja beneficiada. O que se sabe é que a Prefeitura Municipal adquiriu a área através de uma permuta com outro espaço. Localizado no centro, sem dúvida é um ponto bem valorizado e, por isso, deve ser bem aproveitado.
Correm as conversas que o local será transformado numa espécie de praça de lazer e entretenimento, o que seria um total desperdício, tendo vista que entre o finado Clube Social já existem as praças Sá Nunes e a Tancredo Neves. Numa matéria jornalística, entre os entrevistados, uns concordam e outros apontam outras utilidades.
CENTRO CULTURAL OU DE CONVENÇÕES
Estou no segundo grupo que tem a opinião de ali ser construído um Centro Cultural ou um Centro de Convenções Multiuso, duas edificações carentes em Conquista. Alguém aí lembra do projeto anunciado no Governo do PT quando se falou de criar naquelas imediações um Centro Cultural, numa parceria com o Banco do Nordeste? A instituição, inclusive, entraria com todos recursos. Sobre o assunto, nunca mais se falou.
Outra opção, no meu modesto entendimento, era edificar um Centro de Convenções à altura do porte da cidade, para realização de seminários, congressos e até servir de shows musicais. Com certeza, esse Centro iria atrair grandes eventos empresariais e de lazer, de forma a atrair turistas da região e de outros estados.
CENTRO ADMINISTRATIVO
Outra ideia vem de Armênio Souza Santos, membro do Conselho Municipal de Cultura, no sentido de que no local seja construído um Centro Administrativo Municipal, ao citar Ismael Santana Bastos quando afirma que “cidade sem memória apaga sua história”, ao se referir ao Clube Social.
Ainda em sua defesa, Armênio ressalta que se trata de uma “área muito ampla possibilitando edificar o Centro Administrativo com espaço de estacionamento no térreo e 1° pavimento e, nos demais, setores administrativos e, no último andar, mirante, restaurante, centro de convenções, teatro e base de teleférico circulando pelo Cristo e Poço Escuro
“Neste momento, dentro do contexto do Programa “VITÓRIA DA CONQUISTA – CASOS E CAUSOS DA NOSSA HISTÓRIA COM H”, estamos a sugerir à gestão municipal, a construção do CENTRO ADMINISTRATIVO na área do Clube Social Conquista, para unificar todos os setores da administração em um só local”.
UMA MONARQUIA BRASILEIRA
Tanta nobreza e luxo no funeral da rainha da Inglaterra, e tanta fome e miséria no planeta! São as contradições da humanidade que perduram a milênios. São coisas de uma democracia ocidental onde até os pobres choram pela morte da monarca, e ai de quem protestar porque logo cai no pau.
As imagens são da era medieval dos tempos dos reis e rainhas absolutistas onde eles se consideravam enviados de Deus. Seus súditos fazem filas quilométricas e choram para tocar no caixão da rainha, sem contar as sujeiras que deixam com flores, plásticos e bichos de pelúcia que depois serão desenvolvidos à natureza.
Na verdade, somos todos insanos numa terra que, aos poucos, está se acabando com o aquecimento global. Os incêndios engolem as florestas; as guerras matam e escorraçam milhões de seus lares; e as catástrofes deixam rastros de destruição. Quem importa com tudo isso? As pessoas são hipnotizadas e inebriadas pelo poder e pela luxúria.
Como o Brasil sempre foi um imitador de outras nações desde os tempos coloniais quando a França servia de espelho dos costumes e hábitos dos senhores coronéis escravistas, seguida depois pela própria Inglaterra e pelos Estados Unidos na atualidade, bem que o nosso país poderia criar a sua monarquia ao molde do Reino Unido!
Imaginou construirmos palácios e castelos para abrigar e sustentar os monarcas? Fazer as devidas venerações e realizar aqueles rituais medievais? Só assim entraríamos no rol das nações civilizadas. Ora, já não temos um dos Congressos de parlamentares mais caros do mundo? Ah, já temos também palácios habitados pelas nobres castas!
Enquanto não chega essa monarquia propriamente dita, vamos nos contentado com os reis, rainhas e príncipes que temos no futebol, nas corridas de fórmula I, nas olimpíadas, na música entre cantores e cantoras, sem contar os heróis que vez por outra dão uma de honestos devolvendo carteiras de dinheiro perdidas nas ruas.
Para acabar com toda essa fuzarca entre os três poderes que recebem salários milionários e gozam de vida nababescas, teríamos um monarca ou uma monarca que faria o papel de conciliador e todos viveriam felizes para sempre.
Os súditos que temos já são conformados com a situação há muitos anos. Portanto, não seriam problema e iriam até agradecer por ganhar uma realeza para adorar, mesmo com a barriga vazia. Esqueci de dizer que já temos uma monarquia disfarçada. Falta somente incorporar o rito e aprender as etiquetas.
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