Nova versão, de autoria de Jeremias Macário

SalvaBoa, navegar de saveiro!

Conhecer um Terreiro;

Velha e antiga Lisboa,

Onde nasceu o fado;

Misturar Amado com Pessoa;

Em Belém, com muita fé,

Mirrar a Torre, comer pastel,

Ou passear pelo Sodré.

 

Da Piedade, São Bento/Pelourinho;

Chile, Praça de Thomé,

Na Salvaboa, em todos cantos,

Olhando cada pedacinho;

O mar de Todos os Santos;

Soledade a Liberdade,

Pode-se ir a pé, numa boa,

Vendo Lacerda/Catedral da Sé.

 

Do Contorno da Gamboa,

Lembro da minha Lisboa,

Dos azulejos no casario;

De Nazaré, como quiser,

Ou do Canela a Paralela,

Corre-se noite e dia,

Pra preencher o vazio,

Desse PIB que diluiu.

 

De Ondina-Amaralina, coroa,

Passe uma “Tarde em Itapuã”,

Do poetinha, o seu fã,

No céu azul da Salvaboa.

 

De lá, vá ao Abaeté;

O avião rasga o vento;

Esqueça o senhor tempo;

Ouça o samba e o axé,

Ou o relincho do jumento;

Siga até o aeroporto,

Pelo túnel do bambuzal,

E leia notícias do jornal.