:: 10/mar/2022 . 23:11
HOMENAGEM ÀS MULHERES
Mais uma vez, como em todos os anos, a Câmara de Vereadores realizou uma sessão especial em homenagem às mulheres conquistenses pela passagem do Dia Internacional da Mulher, nesse 8 de março. Na ocasião, fez a entrega de diplomas “Loreta Valadares” a diversas personalidades femininas da cidade. A sessão foi proposta pela vereadora Lúcia Rocha que falou sobre a participação da mulher na sociedade, mesmo tendo muito ainda a conquistar em vários setores, principalmente na política. Outra questão abordada durante o evento foi o aumento da violência doméstica, que deve ser combatida diariamente. Nos últimos anos, houve mudanças de mentalidades sobre o potencial da mulher em diversos setores, mas, infelizmente, o machismo ainda persiste, dificultando o alcance do ideal igualitário entre os homens. O Brasil ainda é um país patriarcalista, com raízes fincadas nos tempos coloniais, onde o lugar de mulher era na cozinha e só servia para procriar. No entanto, como na antiguidade, a nossa história está repleta de grandes mulheres, inclusive em Conquista e na Bahia. A lista é extensa que serve de exemplo para mostrar que esse pensamento arcaico tem que ser mudado. A maior luta ainda é a conquista da equidade.
O MOCHILEIRO
De autoria de Jeremias Macário (uma nova versão)
Pelas brenhas do mundo,
No recanto mais profundo:
Sou mochileiro do agreste,
Água caindo das cachoeiras,
Rasgando todas fronteiras,
De norte-sul, leste-oeste.
Gira-planeta do tempo!
Mochileiro do vento!
Na hora do aqui e agora;
Sandália do asfalto-poeira,
Cruzando cancela e porteira,
Sempre um passo à frente,
Nessa multidão de tanta gente,
De ideário valente libertário.
Por estrada estranha diferente,
Como caravana cigana;
Latino-americano, euro-indiana;
Cantante mochileiro romeiro,
Com sua milenar filosofia,
Mochileiro da travessia.
Filho do mar, ondas de areias,
Sem intolerâncias nas veias;
Bravo andante, tocha amante;
Cometa de alma universal;
Estrela do Cruzeiro sideral;
Poente vermelho e nascente.
EMPODERAMENTO E BORDÕES
Entendo não ser somente eu, mas todos nós da sociedade estamos fartos dos discursos repletos de bordões, aqueles saídos da boca de certos políticos (não apenas deles) que sempre são repetidos com as mesmas palavras, tipos “enrroleiçhãos” que não saem do lugar e não apresentam novidade. Ouve-se hoje muito os termos empoderamento e resiliência, mesmo sendo mal-empregados. A maioria não compreende muito bem o que sejam.
O que quero dizer é que existe uma escassez de imaginação e criação quando se trata de determinados assuntos e temas, inclusive da própria mídia na repetição de matérias e notícias (novidades). Na maioria das vezes, a gente sente que já ouviu o mesmo arranhado filme, e pede para que mude de faixa. São os mesmos chavões que chegam a doer em nossos ouvidos. Pouco ficam de prático em suas “mensagens”.
Vamos diretos ao nosso ponto da questão. De acordo com Michaelis (2000), Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, empoderamento vem de empoderar, apoderar, meter-se na posse de; senhorear-se; deixar-se possuir. Exemplo: A saudade apoderou-se dele. Existe ainda apoderamento – ato ou efeito de apoderar-se. Posse violenta de alguma coisa.
O termo resiliência significa ato de retorno de mola; elasticidade. Ato de recuar (arma de fogo); coice. Poder de recuperação. Trabalho necessário para deformar um corpo até seu limite elástico. O sentido maior é poder de recuperação do indivíduo diante das adversidades que se agigantam nos momentos mais difíceis de nossas vidas.
Nesse Dia Internacional da Mulher (8 de março), o que mais ouvimos das entrevistadas e entrevistados foi a palavra empoderamento. Sinceramente, prefiro muito mais o uso de equidade e igualdade entre mulheres e homens na conquista dos espaços na comunidade. Gostaria de saber se rebolar num palco, exibindo-se como objeto sexual, é em si um ato de empoderamento?
Quem quiser pode me chamar de conservador, arcaico ou outra coisa como machista. No entanto, é bom pensar e refletir antes de falar, porque nesses tempos atuais da tecnologia e a da internet do celular na mão, as pessoas ficaram meio preguiçosas para praticar esses atos tão importantes para chegarmos à lógica, sem deturpações.
Empoderar, em minha opinião, remete a ter poder para subjugar os outros, como há séculos fazem nossos governantes no Brasil contra nosso povo. Não se deve tentar alcançar um alto posto, usando seu poder de opressão através de métodos inescrupulosos, e tenho certeza que mulher nenhuma age assim, como atualmente fazem os homens, inclusive guerreando. A mulher não precisa ser como o homem, apenas ser ela mesma com seu potencial e capacidade de atuar em qualquer função. Não precisa colocar a placa de feminista.
Então, sou mais a busca da igualdade entre todos, sem distinção de cor e gênero. Não interessa a pele, raça e nem o sexo. Esse negócio de empoderamento pode até criar animosidade e divisão. Devemos lutar com serenidade e cobranças de políticas públicas, para chegarmos ao tempo onde todas sejam iguais, não importando se é negro, branco, gay, LGBT, mulher ou homem.
Estão chegando as eleições, e os discursos das mesmices começam a bater em nossos ouvidos, com promessas de mudanças que se emperram sempre no empoderamento do poder, não importando os meios. Muitos movimentos, ao invés de unir num só objetivo que é a igualdade, terminam separando porque se apresentam com viés de ódio, racismo e intolerância, na base dos xingamentos e do fanatismo.
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