Moço, nunca vi um esquema tão intrincado de produzir dinheiro, cooptar políticos e montar um bando até para matar adversários! Negócio de cangaço nos tempos modernos sofisticado. O Vocaro tinha influência até na Nasa. Fosse nos Estados Unidos já tinha gerado um filme de gangster.

  Master vem do latim magister que significa mestre, especialista e até se refere à graduação de mestrado. Tudo começou em 1974 com o nome de Máxima Corretora de Valores. Tornou-se banco múltiplo em 1990 como Banco Máxima. Em 2018 passou por reformulação societária e, em 2021, adotou oficialmente o nome Master. Em 2025 o Banco Central decretou sua liquidação.

  Se for desenrolar o novelo desde sua ponta, tem muito mais escândalo que supera a Operação Lava-Jato que, para frustração dos brasileiros, não deu em nada. Quando começou, todos diziam que o Brasil ia ser passado a limpo. Continua a epidemia de corrupção. No Rio de Janeiro, o tráfico e o crime dos morros e favelas incarnaram na nobreza do poder.

   Quanto ao Master, a teia financeira é tão complicada que poucos entendem como funcionava. No topo os investimentos em fundos de pensão e outros papéis podres, a turma dos sicários da pistola para matar adversários e os meninos do hacker para torpedear ações do Banco Central.

   A grana jorrava como água de torneira, não como da nossa Embasa que passa dias sem soltar o líquido. Mesadas polpudas para políticos, “contratos” milionários com escritórios de advocacia (a mulher do ministro), produção de filme e entranhou até no Supremo Tribunal Federal.

   Os noticiários, as conversas entre os beneficiários, as tramas financistas e todo o emaranhado de corrupções me deixam zonzo, coisa de deixar estrangeiro e especialista no assunto de boca aberta. Vocaro e seu bando atuavam como reis dos golpistas.  Porque estes da internet são pés de chinelos.

      Nesse país da corrupção, a palavra que mais se ouve é eu nego ou sou inocente. Até parece que a Polícia Federal, Ministério Público e outros órgãos estão brincando de denunciar ou fazem isso só para mostrar serviço na base do faz de conta.

  Os envolvidos se enrolam no palavreado, entram em contradições, mentem descaradamente e ainda têm a cara de pau de negar assinaturas, falas e até contestar suas imagens. São discípulos que superaram o mestre Paulo Maluf. Agora só se fala em bilhões.

  Agora com as novas tecnologias de simulações, as fake news e a IA, eles aproveitam para dizer que é tudo montagem e desmascarar a verdade. Provas nesse Brasil só funcionam para os pobres porque estes não têm advogados para desmontar os malfeitos.

  Por falar em advogados, sei que estão ali para fazer seu trabalho constitucional de que todos têm direito ao contraditório. No entanto, advogado de corrupto é indiretamente um deles porque está ganhando aquela grana milionária da própria corrupção praticada pelo seu cliente. É como se fosse cúmplice do crime.