COM UMA ECONOMIA DESENVOLVIDA E AINDA CARENTE EM CULTURA E LAZER
Fotos de José Silva
Se não me engano, há quatro ou cinco anos (dois somente durante a pandemia da Covid-19), a Exposição Agropecuária de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia com quase 400 mil habitantes, simplesmente deixou de existir no histórico e famoso Parque Theopompo de Almeida.
Hoje, uma enorme área, numa localização privilegiada da cidade, está subutilizada e somente abriga por ano o Festival de Inverno, ou shows musicais, evento promovido pela TV Bahia com sua filiada da TV Sudoeste. Existem algumas outras programações de menor porte que não são da Coopmac (Cooperativa Mista Agropecuária de Conquista.
Não dá para entender essa lacuna deixada pelos empresários responsáveis pelo equipamento, enquanto outros municípios da região, como Itapetinga, Jequié, Guanambi, Brumado e até nossa Belo Campo continuam a realizar suas exposições que são utilizadas na promoção de grandes negócios, sem falar no entretenimento e no lazer que proporcionam à nossa população em geral.
A Exposição Agropecuária de Conquista já recebeu vários ministros de Estado, como Allysson Paulinelli e presidentes da República, como João Goulart por volta de 1962 e viveu seu auge de prosperidade quando da introdução da cultura cafeeira em meados dos anos 70 e início da década de 80.
Lembro das memoráveis exposições com aquele parque superlotado com gente vinda de todas as partes da Bahia e do Brasil, além dos parques de diversão, leilões de gado e equinos, um grande número de animais e a Feira de Negócios e Cursos do Sebrae. Ali sempre foi local de encontro de amigos e famílias com suas crianças nos finais de semana.
Estou citando esse grandioso evento para dizer que Conquista é uma das cidades do Norte e Nordeste que mais se desenvolveu economicamente nos últimos anos e está no ranking do alto nível no setor de saneamento básico, bem como da educação, com destaques para várias universidades (estadual e federal), faculdades e na saúde no atendimento a tratamentos de alta complexidade.
No entanto, Conquista ainda deixa muito a desejar no quesito de cultura, entretenimento e lazer. Não estou aqui nem falando em turismo porque não temos muita coisa para mostrar pois não dispomos do suporte cultural para atrair os visitantes.
Sem contar alguns poucos locais e algumas raras atividades no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, nos finais de semana os conquistenses e o visitante não tem muita opção, a não ser os bares e restaurantes que oferecem músicas ao vivo.
Não vou aqui me estender porque sobre esse assunto temos muito mais coisa para falar. Cada um que faça sua análise e apresente seus argumentos de contestações, ou mesmo acrescente mais fatos. Volto a repetir, mais uma vez, que nossos equipamentos culturais permanecem fechados necessitando de urgentes reformas, sem apontar que nem temos uma feira literária em nosso calendário.













