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É TUDO UMA DEMAGOGIA PARA NÃO CORTAR AS MORDOMIAS DOS PODERES

Grande coisa o governo federal isentar do imposto de renda quem ganha até R$2.600,00 e promete chegar até R$5.000,00. Para os tempos bicudos atuais de inflação em alta, essas cifras não passam de merrecas. É tudo uma demagogia para encobrir as mordomias  e benesses dos três poderes (os servidores do executivo vão ter aumento de 9%).

Numa economia como a nossa, que cambaleia pra lá e pra cá, dar aumento do salário mínimo acima da inflação, com mais a média do PIB (Produto Interno Bruto) pode ser uma faca de dois gumes. O capitalista empresário, que só visa o lucro, vai repassar esse índice para os preços de seus produtos e aí tudo se dilui no custo de vida. Com inflação, a economia não gira, retrocede.

Acima dessa reforma tributária, o Brasil precisa é de uma administrativa, política e eleitoral, mas eles lá de cima não querem nem saber falar nisso. São 513 deputados e 81 senadores que consomem 15 bilhões de reais por ano, sem falar nas assembleias e nas câmaras de vereadores que estão entupidas de parlamentares. No judiciário tem magistrado com bônus e outras regalias ganhando 200 e 300 mil mensais

Os maiores problemas do Brasil estão no Congresso Nacional e no sistema eleitoral arcaico coronelista. Jogam tudo isso por debaixo do tapete e enganam o nosso povo com essas reformas que mantém o nosso país na mesma situação, ou até pior. O povo sempre paga o pato e carrega toda carga nas costas.

Um exemplo claro foi a reforma trabalhista, ou melhor escravista, que deixou o trabalhador garroteado. Na época, toda classe do empresariado aplaudiu, porque amordaçou e escravizou o empregado.  Por que o Governo Lula não toca nesse assunto? Quem não é “burro” sabe muito bem o motivo.

O valor dessa isenção do imposto e aumento do mínimo são irrisórios diante dessa inflação em alta. É o mesmo que dar com uma mão e tirar com a outra. Por que eles lá de cima não cortam na própria carne através de uma reforma administrativa? É o poder que está em jogo, meu camarada! A direita, o centro e nem a esquerda querem saber disso. Preferem deixar tudo como está mesmo e, enquanto isso, vamos enrolando a população com migalhas e demagogias.

O que o trabalhador tem nos dias de hoje para comemorar o Dia do Trabalho? Até as conquistas da era de Getúlio Vargas e Jango, com a CLT, mesmo fascista, foram roubadas e vilipendiadas com a reforma escravista no Governo Temer, o mordomo de Drácula. Milhões se sujeitam a trabalhar sem carteira assinada, em regime temporário, em situação precária e com ganhos abaixo do mínimo.

Tudo não passa de conversa para boi dormir, e o pior de tudo é que os sindicatos e as centrais pelegos ficam calados. Na França os trabalhadores têm uma jornada menor, mais benefícios e se aposentam mais cedo. Mesmo assim, eles estão lá brigando por mais. Aqui nos contentamos com o pouco e até aceitamos cortar muitos direitos obtidos há anos.

CULTO À MEDIOCRIDADE

Um marqueteiro virtual em uma palestra disse que para você passar uma mensagem só precisa saber o mínimo de português. O que mais interessa é transmitir a mensagem, não importa se truncada, com erros ortográficos, pronominal ou de concordância.

Sua visão vesga não é nenhuma surpresa para os tempos atuais do endeusamento das novas tecnologias que pregam o culto à mediocridade. Você não precisa mais saber de história, de conhecimentos gerais, de geografia e nem da tal filosofia que afina seu raciocínio do penso, logo existo.

A tendência é que as escolas passem a abolir essas disciplinas porque, como muitos já dizem, elas na prática não lhe servem para nada. O negócio é apenas ser um técnico numa determinada profissão para ganhar dinheiro no mercado on-line da internet.

O culto à mediocridade despreza o saber desenvolver uma redação, uma dissertação, interpretar um texto, ser argumentativo e opinativo. Hoje o usual é o copiar e colar. Não precisa entender. Por que o português é o bicho papão nas provas do Enem?

Em todas as redes sociais, com linguagens codificadas que eu não consigo captar, as tais “mensagens” estão cheias de erros bárbaros. O nome disso é assassinato da nossa língua. Nas portas das lojas os nomes e as propagandas são todos em inglês. Até parece que você está na Inglaterra ou nos Estados Unidos.

Esse culto à mediocridade não está tão somente no ensino público, cada vez mais em decadência. Está visível nas pessoas e em todo país onde tudo se copia e nada se cria, como nos eventos e festas comerciais. De autêntico só temos mesmo o forró e o samba.

No Brasil colonial, o charme era imitar os franceses em tudo, e de lá vinham as etiquetas, os costumes, hábitos, os talheres, xícaras, pratos e, principalmente, a moda. No Brasil República passamos a trazer tudo dos Estados Unidos.

A mediocridade também está impregnada na política, na vida social, na falta de cordialidade para com o outro, na falsidade quando você diz ser amigo-irmão do outro somente por interesse. Basta você dar as costas ou cair em desgraça que a pessoa nunca mais lhe procura. Está até na “falta de tempo” para dar um alô e saber como o outro está passando.

No emprego ou no cargo do “quem indica”, não mais importa a meritocracia. Vale muito mais a bajulação e que você seja servo em tudo, como um vassalo ou súdito do rei. O assessor do político não mais corrige seu comportamento, apenas diz amém a tudo. Isso também é prestar culto à mediocridade.

Nem vou mais me alongar porque, como bem sabemos, quase ninguém se dedica à leitura. No mínimo passa as vistas numa manchete ou num título. E é tão rápido que a pessoa ler errado e sai por aí falando besteiras e fazendo perguntas idiotas. Não passamos de uma ilha cercada de mediocridades.





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