INGRATA
De autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Quando te conheci
Pedra reluzente ametista,
Arco-íris do horizonte,
Me encantou teu olhar cigana:
Foi amor à primeira vista,
Religiosa e profana,
Solene nos beijamos;
Bebi da tua fonte,
Como amantes viajantes.
Te cobri de ouro e prata,
Entreguei minha alma a ti;
Tudo fiz para te ver,
No jornal, na rádio e na TV,
Como deusa rainha,
Mas com o tempo,
Não passastes de ingrata,
Individualista,
Com teu ego narcisista,
Moça nordestina,
Com ar de sulina.
Doei minhas veias,
Para pulsar teu coração;
Ajudei a tecer tuas teias,
E esquecestes, afinal,
De ao menos,
Afagar minha mão,
Impávida Ingrata,
Depois de farta,
Me tratas como anormal.











