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:: 14/abr/2022 . 23:42

A REFORMA DO “CRISTO”

Assim como o Teatro Carlos Jheová e outros equipamentos que já fazem parte do nosso patrimônio cultural e precisam de atenção especial para que não pereçam, a obra do “Cristo de Mário Cravo”, lá no ponto mais alto da Serra do Periperi, necessita, com urgência, de uma reforma em sua estrutura para que não venha a ser corroído pelo tempo. Quer chova, faça frio, neblina, calor e sol, lá está o monumento ao Cristo nos oferecendo uma visão privilegiada da cidade, principalmente o pôr-do-sol deslumbrante. Por várias vezes já esteve abandonado ao ponto do local não ser recomendado a visitantes por causa do perigo de assaltantes. Passaram-se governantes e vários projetos foram propostos, como até a construção de um bonde ligando o Cristo ao centro da cidade, mas, a maioria ficou no meio do caminho. Era para ser o cartão postal mais visitado de Vitória da Conquista, inclusive com a implantação de um restaurante e outros serviços, como existe no Rio de Janeiro. Fizeram alguns reparos, mas o tempo está a exigir uma reforma mais completa, pois corre o risco de ser completamente deteriorado.

O maior Cristo crucificado do mundo, com 33 metros de altura, foi instalado, em 1980, na data do aniversário de Vitória da Conquista (9 de novembro). Com o abandono, o local chegou a se transformar num covil de ladrões. Até hoje continua sendo pouco visitado pelos moradores e turistas que passam por Conquista. Devido ao seu isolamento, ainda persiste aquele receio de assalto. Por isso, não se trata apenas da reforma do Cristo, que não é do artista Mário Cravo, mas de todo Planalto da Conquista e sua região. É também de todos baianos e brasileiros. Além da estátua, o local carece de urbanização e projetos de infraestrutura ambiental e turística.

 

MINHA FILHA DOWN

Poema inédito do jornalista e escritor Jeremias Macário

Sou continente e ilha;

Navegante errante,

Dessa insensata nau.

Esse meu verso e canto,

É para minha filha Down,

Que perdoe meu egoísmo,

Por tanto lidar com esse ismo,

Que me deixa confuso,

Mas seu olhar de ver,

Acalanta o meu ser.

 

Sou deserto e mar,

Horizonte finito e infinito;

Você é facho de luz,

Ternura que me conduz;

Desculpe esse meu ego conflito;

Sou como vento cortante;

Você rosa perfumante.

 

Minha filha Down!

Sou dúvida do sentido sentir;

Você é certeza do existir,

Sem pecado, imaculada,

Pedra reluzente preciosa,

Alma de encanto formosa,

De pura beleza sideral:

Down estrela da natureza,

Do ventre da mãe Tereza.





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