Assim como o Teatro Carlos Jheová e outros equipamentos que já fazem parte do nosso patrimônio cultural e precisam de atenção especial para que não pereçam, a obra do “Cristo de Mário Cravo”, lá no ponto mais alto da Serra do Periperi, necessita, com urgência, de uma reforma em sua estrutura para que não venha a ser corroído pelo tempo. Quer chova, faça frio, neblina, calor e sol, lá está o monumento ao Cristo nos oferecendo uma visão privilegiada da cidade, principalmente o pôr-do-sol deslumbrante. Por várias vezes já esteve abandonado ao ponto do local não ser recomendado a visitantes por causa do perigo de assaltantes. Passaram-se governantes e vários projetos foram propostos, como até a construção de um bonde ligando o Cristo ao centro da cidade, mas, a maioria ficou no meio do caminho. Era para ser o cartão postal mais visitado de Vitória da Conquista, inclusive com a implantação de um restaurante e outros serviços, como existe no Rio de Janeiro. Fizeram alguns reparos, mas o tempo está a exigir uma reforma mais completa, pois corre o risco de ser completamente deteriorado.

O maior Cristo crucificado do mundo, com 33 metros de altura, foi instalado, em 1980, na data do aniversário de Vitória da Conquista (9 de novembro). Com o abandono, o local chegou a se transformar num covil de ladrões. Até hoje continua sendo pouco visitado pelos moradores e turistas que passam por Conquista. Devido ao seu isolamento, ainda persiste aquele receio de assalto. Por isso, não se trata apenas da reforma do Cristo, que não é do artista Mário Cravo, mas de todo Planalto da Conquista e sua região. É também de todos baianos e brasileiros. Além da estátua, o local carece de urbanização e projetos de infraestrutura ambiental e turística.