A XENOFOBIA E O RACISMO NO BRASIL CONTRA OS REFUGIADOS
“ E o que acho mais chocante é que a gente sofre racismo não só dos brancos, mas dos próprios negros brasileiros”. O desabafo é da advogada congolesa Hortnse Mbuui, que chegou ao Brasil em 2014, destacando que desde as últimas eleições presidenciais, foi nascendo um ódio contra os imigrantes. Para ela, o imigrante branco se mistura com os brasileiros e é mais respeitado.
Como se vê, quando se trata de xenofobia, até os próprios negros brasileiros discriminam os negros refugiados de outros países, como do Haiti e do continente africano, principalmente aqueles que mais cobram que sofrem preconceitos internos. É uma tremenda hipocrisia e falsidade! É preciso separar o que é verdadeiramente racismo daquilo que se tornou uma fábrica de racismo no Brasil.
Em uma entrevista num jornal da capital, vários refugiados fizeram essa observação que a congolesa destacou na reportagem. Pode-se dizer que é uma vergonha. Qual moral existe naquele negro que pratica a xenofobia contra um outro irmão vindo da África, ou de um país negro, e se queixa que é vítima de racismo aqui?
A congolesa Hortnse disse muito bem, e é uma verdade, quando ela assinala que esse ódio se acentuou mais ainda no governo do capitão-presidente, porque ele, com sua estupidez e barbaridades, induz as pessoas à intolerância e à violência.
Com relação ao meio ambiente tem acontecido o mesmo quando ele flexibiliza as leis e abre as porteiras, para a passagem dos grileiros e mineradores derrubarem nossas florestas. O mesmo ocorre com a homofobia, quando, com suas palavras, repudia os homossexuais, e assim por diante no caso da vacinação contra a Covid-19, dizendo que não vai imunizar sua filha.
No caso da questão anterior que nos reportamos, é claro que não restam dúvidas que o maior racismo parte do branco, mas existem muitos negros racistas, e movimentos que, ao invés de unir, terminam por separar e dividir, quando criam ambientes hostis por causa das diferenças de cor.
É muito triste ainda termos que falar nisso (xenofobia, racismo, diferenças de pele, cor e outros tipos de discriminação) em pleno século XXI, quando todos deveriam ser tratados como iguais, mesmo cada um com suas diferenças e potencialidades. Nesse quesito específico, e em outros também, a humanidade não se evoluiu, embora se ache civilizada porque possui um celular na mão para falar merda e propagar mentiras.
Agora mesmo está aí essa guerra entre Rússia e Ucrânia que nos serve de exemplo. Os refugiados de lá têm tratamento diferenciado, bem melhor, que quaisquer outros que sejam árabes, sírios, afegãos, africanos ou iraquianos. É horrível ver como há uma seleção de entrada nas fronteiras da Polônia, da Romênia, Hungria e outras nações europeias.
Na verdade, ainda somos brucutus dos tempos primitivos onde humanos jogavam pedras contra outros. Até quando ainda vamos falar de racismo, xenofobia, misoginia e outras formas de preconceito? Tem aquele ditado que diz: “Quem tem telhado de vidro, não deve jogar pedra no do outro”.











