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:: 5/maio/2021 . 23:37

A BARBÁRIE NO BRASIL

TENTO AQUI FALAR DE COISAS BOAS DO NOSSO BRASIL, MAS ESTÁ DIFÍCIL ENCONTRAR. SERÁ QUE SOU TÃO TRÁGICO COMO NAS NOVELAS GREGAS?

No momento mais complicado e difícil, com mais de 400 mil mortes pela Covid-19, que não é nenhuma “gripezinha”, faltando vacinas da CoronaVac em todos os estados para que as pessoas tomem a segunda dose, o cara volta a atacar a China, a maior fornecedora de insumos para o produto principal.

Isso é uma barbárie, e mais uma prova de que o capitão-presidente é contra a vacinação do povo e quer empurrar goela abaixo a cloroquina. Na “CPI do Fim do Mundo”, até a tropa de choque do governo federal fica de mãos atadas sem saber como defender o chefe.

A esta altura, o mandatário chinês deve estar dizendo que só vai mandar a matéria-prima quando o desastrado estiver sob controle. Não é o cara que está sendo punido, mas toda a população brasileira. Não dá mais para suportar tanta crueldade! Somos um povo que não nos indignamos contra o caos de um governo. Por menos, os nossos países vizinhos se revoltam.

A outra barbárie de Salvador onde dois rapazes que furtaram uns quilos de carne no Atacarejo e foram entregues aos traficantes para serem mortos, praticamente caiu no esquecimento. Cadè os movimentos negros, o Ministério Público, a OAB, a sociedade e outras instituições defensoras dos direitos humanos?

Não se comenta mais sobre o homem negro que foi espancado até a morte pelos seguranças do Supermercado Carrefour, em Porto Alegre, e aqui quero pedir desculpas pelo equívoco que cometi em outro comentário sobre o assunto ao citar o Pão de Açúcar.

Além do rastro de mortes que o coronavírus está deixando em nosso país, por total negligência e estupidez do governo federal, estamos chocados e estupefatos com outras barbáries, como a do vereador Jairinho, com a cumplicidade da sua companheira (mãe do menino), no Rio de Janeiro, que tirou a vida de uma criança inocente depois de cruéis torturas.

O pior é que, em pouco espaço de tempo, uma brutalidade supera a outra no Brasil, como se estivéssemos numa comunidade amaldiçoada pela ira dos deuses. Em Santa Catarina, um bárbaro entrou com uma adaga numa creche e deferiu golpes fatais em três crianças e duas professoras. Um ato sanguinário que não se lê nos registros macabros das histórias de guerras.

Infelizmente, não temos coisas boas nos noticiários da mídia brasileira do dia a dia, que juntas superem as barbaridades. Ainda hoje estava lendo o livro “a guerra não tem rosto de mulher”, da autora Svetlana Aleksiévitch, onde num trecho de sua narração sobre as atrocidades da guerra, indaga onde está a fronteira entre o humano e o desumano? Mais na frente ela diz: Por que não nos espantamos com o mal; falta em nós o espanto diante do mal?





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