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BURACOS NO TURISMO DA CHAPADA

Quem visita a Chapada Diamantina e passa pelo trecho entre as cidades turísticas de Andaraí e Mucugê, na BA-142, vai se deparar com uma surpresa desagradável de doer com os buracos por todos os lados numa estrada estreita, sem acostamento e muitas curvas sinuosas e perigosas. Por ser uma região de turismo, principalmente agora com a entrada do verão, a pista é bastante movimentada e requer a maior intenção dos motoristas.

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A situação é crítica próxima da cidade de Mucugê, um contraste com as belezas naturais que só o Governo do Estado não vê por causa dos recursos despejados em propagandas enganosas de obras e serviços que já foram realizados há anos. No trecho mais esburacado, de dois ou três quilômetros, os motoristas são obrigados a atravessar os carros na estrada que não tem mais asfalto.

Ainda na Chapada, de Barra da Estiva até o cruzamento para Ibicoara, os buracos que estão lá há muito tempo foram “tapados” com terra e estão se abrindo. Tudo indica que foi um trabalho de mutirão feito pelas prefeituras locais para minimizar o problema dos produtores rurais já que se trata também de uma região agrícola de intenso escoamento de produtos, como café e hortigranjeiros.

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Outro trecho complicado e que exige muito cuidado dos motoristas locais e de turistas visitantes é o que liga as cidades de Tanhaçu a Ituaçu onde já ocorreram vários acidentes. A pista estreita de 25 quilômetros, sem acostamento e cheia de lombadas, precisa ser toda refeita, mas está lá há 20 anos. Em Ituaçu tem a Gruta da Mangabeira, uma das mais lindas e movimentadas da Bahia e do Brasil justamente neste mês de setembro. A Chapada é por demais linda, mas as estradas estão feias, sem sinalização e esburacadas, senhor governador que só viaja de avião!

macariojeremias@yahoo.com.br

 

UM AGRADO DOS 16 HIPÓCRITAS DO SENADO

Ninguém tem mais dúvida de que a votação pelo impeachment de Dilma foi eminentemente política (pelo conjunto da obra) e a história já pode imprimir este capítulo. Este fato ficou bem evidente e confirmado no final da sessão do Senado (Destaque de Votação em Separado) quando decidiram dividir o processo do afastamento e o da inelegibilidade da presidente, passando por cima da Constituição.

O ato denota que, com dor de consciência, os 16 hipócritas (61 pelo sim do impeachment e 42 pela inelegibilidade na segunda etapa da votação, com três abstenções), puxados pelo hipócrita-mor, Renan Calheiros, quiseram simplesmente fazer um agrado à ex-presidente. Na verdade, os mesmos vampiros que morderam, depois assopraram. Foi como assinar embaixo que não houve crime que justificasse a cassação.

Ora, reza a Constituição que consumado o impeachment, o presidente da República fica automaticamente inelegível (perda dos direitos políticos por oito anos). Dito isto, por questão de coerência do voto, coisa que eles jogaram no lixo há muito tempo, os senadores não tinham mais que abrir brecha esdrúxula e casuística, ou precedente, para dar uma de bonzinhos e de peninha da julgada.

Não vou entrar aqui no mérito da questão dos equívocos cometidos pelo Governo do PT desde o segundo mandato do ex-presidente Lula, com o Mensalão, Petrolão, indicação de Dilma e as alianças com as piores figuras mais diabólicas da República, erros estes que levaram ao desfecho do dia 31 de agosto (olha aí o mês agourento!). No entanto, a atitude final do Senado (da Câmara também) foi uma tremenda molecagem de moleques vadios de ponta de rua. Ah, isto foi!

A emenda final de preservar os direitos políticos da ex-presidente foi digna do processo circense mambembe tupiniquim começado lá atrás pela maior excrecência abortada pela política brasileira que foi o Eduardo Cunha, capaz de ainda se livrar da cassação do mandato. O The End foi de um tremendo cinismo de mau caráter, tamanho daquele onde o torturador assassino paga o funeral e vai ao velório da vítima.

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NOTAS OLÍMPICAS

Carlos González – jornalista 

Petrobras ajuda – A Petrobras cedeu aos insistentes apelos dos organizadores das Paraolimpíadas, liberando R$ 10,5 milhões para viabilizar, pelos menos, a alimentação dos atletas. Em troca, a estatal exige que o canoísta Izaquias Queiroz, a judoca Rafaela Silva, o pugilista Robson Caetano e o jogador de vôlei Serginho, medalhistas dourados, sirvam de garotos-propaganda da campanha que será inserida nos veículos de comunicação, com a finalidade de melhorar junto à opinião pública o conceito da empresa, abalado após sucessivos escândalos, envolvendo ex-diretores e empreiteiras.  

Desvio de verbas – A Operação Nemeus, deflagrada pela Polícia Federal e  Ministério Público Federal, tem como alvos as confederações brasileiras de Tae-kwon-do e de Tiro Esportivo e empresas privadas, suspeitas de terem desviado recursos públicos, num total de R$ 26 milhões, destinados à preparação de atletas para os Jogos do Rio. O Ministério do Esporte foi acusado de omissão, por não ter acompanhado a aplicação das verbas liberadas.

O lutador de tae-kwon-do Diogo Silva, campeão pan-americano em 2007, comemorou o afastamento do presidente da confederação, Carlos Fernandes. “Ele prejudicou muitos atletas. Como gastava todos os recursos e fechava sempre a conta no vermelho, os patrocinadores deixavam de investir no tae-kwon-do. As prestações de conta também nunca batiam”, afirmou o lutador.

O delegado Tácio Muzzi, da Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros, afirmou que há indícios de que outras três confederações estejam envolvidas no esquema fraudulento.

Preço da manutenção – Manter funcionando as instalações do Parque Olímpico da Barra e do Parque de Deodoro, usadas nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, custará R$ 59 milhões por ano aos cofres públicos. Essa é a previsão calculada pela prefeitura do Rio e pelos ministérios do Esporte e da Defesa, responsáveis pela administração dos locais.

A maior parte desses gastos – R$ 46 milhões por ano – será bancada pelo Ministério do Esporte e pelas Forças Armadas, que cuidarão da manutenção dos equipamentos esportivos de Deodoro. Já a prefeitura do Rio terá de arcar com R$ 13 milhões por ano para fazer a gestão e operação do Parque Olímpico da Barra, em parceria com a iniciativa privada.

Para construir os equipamentos, o governo federal e a prefeitura gastaram juntos R$ 2,8 bilhões. A União bancou R$ 2,09 bilhões e a prefeitura R$ 732 milhões. A iniciativa privada gastou R$ 4,2 bilhões para levantar as Arenas Carioca 1, 2 e 3, o Centro de Imprensa, o hotel de mídia, a Vila Olímpica e o campo de golfe.

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A CÂMARA DE CONQUISTA NÃO PASSA NO QUESITO TRANSPARÊNCIA

A questão maior das nossas câmaras legislativas não é só de despreparo na grande maioria de seus membros (baixa representatividade), mas também de falta de transparência com os gastos das casas. A quantidade não trouxe qualidade como anunciado e persistem os vícios do voto assistencialista de cabresto, bem como a inversão das funções principais. No lugar de fiscalizar o executivo, promessas de obras e ações fora das competências de um vereador.

Fala-se muito em democracia nos discursos políticos, principalmente nos tempos atuais do impeachment da presidente Dilma, mas, na mesma proporção, a palavra tem sido maltratada e vilipendiada quando se trata da prestação fiel das contas públicas para a população. A sensação que passa é que as leis foram feitas no país para serem descumpridas por eles mesmos, e dane-se a ética e a seriedade.

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Em 29º lugar com nota 1,13, a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista foi reprovada na avaliação transparência feita pelo Conselho de Cidadãos que realizou pesquisa em 27 capitais e mais três municípios escolhidos aleatoriamente (Feira de Santana e Conquista na Bahia) e Guarulhos no interior de São Paulo.

Nesta época de eleições, fica difícil o eleitor saber quanto gasta sua câmara com os vereadores eleitos pelo povo. No caso de Vitória da Conquista são 21 parlamentares, e você, por acaso, quando vai digitar seu voto na urna tem ideia sobre o custo mensal de cada um deles, incluindo salário, verba de gabinete e o número de assessores? O site da instituição municipal da nossa cidade, infelizmente, não traz estes dados que, por lei, deveriam ser exibidos.

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UMA MÁ COMPARAÇÃO

Carlos Albán González – jornalista

Com a arrogância que tem caracterizado suas atitudes à frente, desde 1995, do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman tem procurado, nos contatos com a imprensa, atribuir à sua gestão, o que ele chama de sucesso, o desempenho dos nossos atletas nos XXXI Jogos Olímpicos da Era Moderna. Vaidoso, o vitalício dirigente faz planos de continuar no cargo até 2024, deixando bem claro que não concorda com o projeto de lei que limita o mandato nas entidades esportivas. “Eu não vejo ninguém mais preparado para ocupar meu lugar, embora não me considere insubstituível”, afirma, sem querer revelar quais são suas fontes de renda.

A meta do Brasil de ficar entre os dez primeiros no quadro de medalhas da Rio 2016 não foi alcançada. Para Nuzman, isso não importa. Depois das competições, o que mais tem abalado seu estado nervoso é tentar mostrar para seus críticos que o 12º lugar (sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze) conquistado foi “o resultado de sete anos de luta e trabalho, mas valeu a pena cada segundo, cada minuto, cada dia e cada ano”.

Um dos argumentos de Nuzman na defesa de sua fantasiosa tese foi a de comparar o desempenho, nas arenas cariocas, dos atletas brasileiros com o dos espanhóis. Meu caro presidente, a Espanha (área de 505.954 km² e população de 46,77 milhões de habitantes), que ficou uma posição abaixo do Brasil, também com sete medalhas douradas, nunca teve a pretensão de se tornar uma potência olímpica. Ao passo que, o nosso país (área de 8,5 milhões/km²; litoral com 7.491 km; população de 206 milhões de habitantes), na voz do COB, levou o brasileiro a crer que os bilhões de reais injetados pela União, pelas estatais e pela iniciativa privada, somados ao vibrante incentivo da torcida, alvo da revolta dos adversários, iria dourar o nosso ego.

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O PONTO DA QUESTÃO

SERRA DAS ALMAS

O Complexo Eólico Serra das Almas (Jacaraci, Licínio de Almeida e Urandi) já está pronto e vai entrar no segundo leilão de Energia Reserva em dezembro próximo, se sair vencedor do certame. O passo seguinte é obter a licença de instalação e iniciar a construção do empreendimento com previsão de conclusão em 2018. O investimento estimado é de 1,5 bilhão de reais, com 168 turbinas, 14 subparques e uma potência de 386,4MW.

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Foi assinado também, com o governador do Estado, protocolo para início das obras do Complexo Eólico Campo Largo, em Umburanas e Santo Sé, no norte da Bahia, com investimentos de 1,7 bilhão, com capacidade para gerar 1,2 mil empregos diretos na fase de implantação. O presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Satamini assegurou que o projeto começa a funcionar em junho de 2018.

Na primeira das três fases serão 326 megawatts de capacidade, com 121 aerogeradores. Com 68 usinas em operação, atualmente a Bahia é o segundo maior estado brasileiro em produção de energia eólica e está transformando o semiárido, como em Caetité, onde hotéis, lojas, restaurantes e outros serviços se ampliaram. Em Jacobina já existe uma fábrica de torres.

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AEROPORTO

Mais uma vez foi anunciada pelo governador do Estado, no dia 22 de agosto, a licitação para construção do novo aeroporto de Vitória da Conquista. Depois de mais de um ano, disse que vai sair agora em setembro. “Gato escaldado com água quente tem medo de água fria”. A obra vai custar 45 milhões de reais. A pista de 2.100 metros por 45 de largura está concluída, mas por hora está sendo utilizada para pouso de urubus. Na sua última visita a Conquista, Ruy Costa foi vaiado e não pode terminar seu discurso. Depois vem o silêncio até o próximo pleito como fizeram com a construção da barragem de abastecimento de água. Hoje a população está sofrendo o racionamento constante.

SEMPRE AS COTAS

Vários partidos, em Salvador, não conseguiram preencher a cota de 30% dos candidatos para as mulheres, exigida pelo Tribunal Superior Eleitoral. É só sair por aí com um megafone convidando uma mulher para participar da política. Não vejo sentido nessa medida de mais uma reserva de mercado. No meu entender, é uma norma esdruxula porque as mulheres têm tanta capacidade quanto os homens. Não é por aí que se obtém a equiparação feminina com os homens nos legislativos. É só participar, se bem que a política anda tão desacreditada! Dos 33.524 candidatos a vereador no estado, 32% são mulheres. Do eleitorado de 10,5 milhões, 51,1% são mulheres.

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DÕEM OURO PARA O BRASIL

O povo brasileiro sempre teve esperanças e acreditou nos políticos governantes nos momentos mais difíceis da nação. Acontece que sempre foi passado para trás. Sempre estamos sendo vítimas de suas vigarices, e o maior exemplo disso são as eleições. Neste Brasil de tantas mazelas e desigualdades sociais, o voto tem sido a maior vítima.

Estava aqui pensando comigo mesmo hoje e lembrei-me da campanha do doe ouro para o Brasil, feita pelos Diários Associados, de Assis Chateaubriand (sempre ele) e um bando de pilantras durante a Revolução Constitucionalista de 1932, há exatos 74 anos. Como hoje, o país estava em crise econômica e sem reservas cambiais que pudessem conter a alta do dólar.

O ouro serviria para gerar lastro e o povo contribuiu, só que até hoje não se sabe o que fizeram com as doações. Teve gente que deu alianças, correntes, anéis e até barras de ouro. Em junho de 1964, há 52 anos, no início do regime ditatorial, houve outra campanha desse tipo e forram arrecadadas 400 arrobas de ouro, o equivalente a meio bilhão de cruzeiros.

Na época o presidente do Congresso Nacional era Auro Soares de Moura, aquele que no dia 2 de abril decretou a vacância do presidente da República Jango Goulart, sendo que ele estava ainda em território brasileiro. Tancredo Neves o chamou de canalha! O general Amaury Kruel era o “Legionário da Democracia”. Bem, nem é preciso dizer que o ouro depositado nos cofres do Tesouro Nacional sumiu.

Quem sabe, uma campanha dessas nos dias de hoje pode estourar por aí e pegaria todo mundo ainda com o espírito olímpico para doar ouro para a formação dos nossos atletas, para que tragam mais medalhas de ouro nas próximas Olimpíadas de Tokyio, em 2020! Duvido que seria um fracasso!

 

 

A MÍDIA, O PÚBLICO E A FALTA DE CRÍTICAS NAS OLIMPÍADAS

Se as Olimpíadas foram programadas no Brasil com capricho para que tudo desse certo foi mais por se tratar de um evento internacional com o fim precípuo de desfazer a imagem negativa do país lá fora. O público interno foi beneficiado por consequência e não por respeito a ele. Por que, só para citar um exemplo, continua a violência nos estádios de futebol? Rezemos para que toda estrutura não comece a ser desmontada e vire um grande elefante branco logo depois dos jogos paraolímpicos!

Concordo aqui com meu amigo e jornalista Carlos Gonzalez que demonstrou através de números, sem subterfúgios, que o resultado do Brasil nas competições foi pífio, principalmente quando feito um paralelo entre os investimentos e as medalhas adquiridas. Qual o índice de produtividade de 17 medalhas para 19 em quatro anos? Aliás, em se referindo a outros setores da nossa vida, produtividade é um palavrão que não existe no dicionário do Brasil.

Passada a festa, voltamos a cair na amarga realidade das escolas com instalações precárias, do ensino deficitário, do amontoado de doentes nos corredores dos hospitais, das quilométricas filas do SUS para se marcar um exame médico, da violência nas ruas, da falta de justiça aos mais necessitados, das desigualdades sociais e do roubo escancarado aos cofres públicos, só para ficar nestas mazelas.

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NOTAS OLÍMPICAS

Jornalista Carlos Gonzalez

Constrangimento – O presidente interino Michel Temer causou um mal estar junto à comitiva japonesa, que foi ao Rio para o encerramento das Olimpíadas, ausentando-se do Maracanã na noite de domingo último, com receio de que, como ocorreu na cerimônia de abertura, houvesse uma segunda sessão de vaias. A gafe adquiriu maiores proporções porque esteve presente o primeiro-ministro do país sede dos próximos Jogos, Shinzo Abe, que recusou o convite do Planalto para ir a Brasília, alegando estar com a agenda cheia.  

Futebol – Nosso esporte mais popular está recuperado com a conquista do ouro, pelo menos até os próximos jogos pelas eliminatórias da Copa de 2018. Os “pacheco”, torcedores-símbolos da seleção, criado antes da Copa de 1982, na Espanha, voltaram a endeusar Neymar, esquecendo que o goleiro Weverton foi o maior responsável pela vitória, defendendo um pênalti, e os jogadores que converteram as outras quatro cobranças. “Vocês vão ter que me engolir”, ameaçou o “capitão” do time, repetindo Zagalo, em 1994.

100% desnecessário – Neymar aproveitou a vitória para, mais uma vez, fazer proselitismo religioso, exibindo uma faixa em volta da cabeça com a frase “100% Jesus”, o que poderá lhe causar uma punição por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI), que proíbe as manifestações  religiosas, comerciais, políticas, culturais e sociais durante os Jogos. A CBF também pune a militância religiosa em campo. O jogador, que tem uma vida social não condizente com os padrões evangélicos, ao que parece não incomoda o pastor Newton Lobato, da Igreja Batista Peniel, de São Vicente (São Paulo), mantida com as contribuições (dízimos) ofertadas pela família Silva Santos. O jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva escreveu no “Estadão”: “Sou fã de Neymar, e mais ainda de Jesus. Mas, sei que cada um deve estar no seu tempo e no seu lugar. 100% desnecessário”.

Silêncio – O COI não atendeu ao pedido feito por mais  de 12 mil pessoas, para que se realizasse na abertura dos Jogos um ato pela paz no mundo. Seria feito  um minuto de silêncio em homenagem aos mais de 300 mil japoneses, vítimas das bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos, em agosto de 1945, em Hiroshima e Nagasaki.  Por outro lado, a prefeitura do Rio lembrou os 11 atletas israelenses mortos por um grupo terrorista durante os Jogos de Munique 72. Presente ao ato religioso, o ministro do Exterior, José Serra, condenou o antissemitismo que, na sua visão, enodou o evento no Rio. :: LEIA MAIS »

PROJETO DE LEI BENEFICIARÁ O SEMIÁRIDO BAIANO

Foi aprovado na tarde desta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o Projeto de Lei nº 21718/16, de autoria do Poder Executivo, que institui a Política Estadual e o Sistema Estadual de Convivência com o Semiárido. O PL, que foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares, teve como relatora a deputada estadual Fátima Nunes (PT), agora segue para sanção do governador Rui Costa.

De acordo com a deputada, que é defensora do sertão baiano, a aprovação do projeto só trará benefícios para a população que vive no semiárido da Bahia. “Como sertaneja nata, considero essa uma grande conquista para todos que vivem no sertão do nosso Estado. Um projeto que aprovado por todos os deputados, sem nenhuma emenda, só reforça a importância dessa política para a região. O que antes era considerado terra seca, de chão rachado, hoje é visto como terra de mudanças, levando ganhos para todos”, declarou.

Para José Moacir dos Santos, presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado da Bahia (Consea-BA), faltava no estado uma política para valorizar o semiárido. “A nossa região era vista como local de fome. Faltava uma política que favorecesse a nossa população. A aprovação do projeto abrirá caminhos para realização de pesquisas, além de eliminar a insegurança alimentar e hídrica”. Maedson Araújo, representante da Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (Arcas), destacou a importância da sociedade civil na elaboração do projeto. “Elaboramos esse PL juntamente com o Governo do Estado, visando ajudar o homem do campo. Essa é uma grande vitória para o semiárido”, comemorou.

Estiveram presentes no plenário da Alba representantes Arcas, Consea, Cooperativa de Assistência à Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte (COFASPI), Fundação de Apoio à Agricultura Familiar do Semiárido da Bahia (Fatres), Território Semiárido Nordeste II (Tesane), Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (REFAISA), Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e Caritas.

Fonte: Ascom da deputada estadual Fátima Nunes (PT)-

Cláudia Fonseca

Jornalista

(71) 98800-2517 / 98121-1231

 





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