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ESPAÇO URBANO

Narra o Frei Vicente do Salvador: que no século XVI embora a cidade de Salvador ostentasse o título de cidade era na verdade um arraial, uma aldeia feito de palhoças. As casas eram baixas, modestas, de modo, que se podia ouvir da rua o que se conversavam dentro delas.

Naquela época, à noite, havia toque de recolher, entretanto, o governador-geral Duarte da Costa [Casemiro] que governou nos anos de 1553-1558, sucessor de Thomé de Souza, primeiro governador do Brasil que governou no período de 1549/1553; gostava de fazer passeios noturnos, depois do recolhimento da população.

Numa dessas caminhadas ouviu de uma casa que falavam a seu respeito e depois de cientificar-se do que comentavam, em voz alta, advertiu aos que estavam referindo-se sobre si: “ Senhores falem baixo, que os ouve o governador”.

Fonte de pesquisa:

Uma história da Cidade da Bahia, de Antonio Risério, com inserções nossa, sem qualquer alteração do conteúdo do texto.

Antonio Novais Torres

“CHARRETE QUE PERDEU O CONDUTOR”

Dia desses estava repassando e ouvindo meus vinis de há mais de 30 anos dos grandes poetas-letristas, cantores e compositores imortais do tipo Chico Buarque, Gil (Domingo no Parque), Edu Lobo (Ponteio), Caetano (Alegria, Alegria), Vandré (Disparada), Tom Zé, Raul Seixas, Zé Ramalho e outros do mesmo estilo, e aí bateu aquela real de como praticamente nada mudou no Brasil em termos de evolução ética, moral, social e política.

Além da constatação de que, infelizmente, há anos não se faz mais músicas tão talentosas – sinal da decadência cultural que emperrou a imaginação e a criação – as canções continuam atuais. Colei o ouvido no meu predileto fã roqueiro Raul Seixas e dele extrai pérolas como se ele estivesse cantando hoje para o nosso Brasil. Muita coisa só fez piorar.

Sem outros comentários e interpretações, vou apenas me reportar a alguns textos das suas letras musicais que ecoaram e ainda ecoam para quem tem por ele admiração. A realidade da crise está aí escancarada. Portanto, cabe a cada um fazer a sua reflexão sobre o “maluco beleza”.

Para começar, parafraseando anos 80, diria hoje anos 15 e 16, “charrete que perdeu o condutor, melancolia e promessas de amor. Varrendo lixo pra debaixo do tapete que supostamente é festa pra alegria do ladrão.” Como tudo ainda se encaixa à atualidade!

Vamos mais adiante com “há quanto tempo que o Brasil não ganha. Deus é brasileiro pra trazer progresso que não vejo aqui. Não tenho saco pra ouvir artista, comendo alpiste na mesma estação, cantando regra com o rei na barriga. Chicotinho queimado está ficando quente, e disse que Deus não deu asa a cobra”.

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ASSOCIAÇÕES SE REÚNEM EM CAETITÉ

Associações

Em um encontro promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Social, através da Associação Viva, 70 presidentes de associações comunitárias se reuniram na última sexta-feira (08/04), no Auditório Municipal. Na oportunidade, foram discutidos a distribuição de Títulos de Terra, organização da Vila para a Festa de Sant’Ana, além de convite para participação da Feira de Artesanato, que acontecerá em 04 de maio, na Praça da Catedral.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Rosival Almeida, fez um importante alerta sobre a regularização dos títulos de terra. “Caetité é o 7º município, dos 13 consorciados do CDS-Alto Sertão, a receber os técnicos que realizarão o levantamento das terras que serão regularizadas. Nós iniciamos esse trabalho ainda no mês de março e iremos emitir 460 títulos de terra. Quem tiver qualquer dúvida sobre a regularização, nos procure na secretaria de Desenvolvimento Econômico na Praça da Barriguda ou ligue no telefone 3454-2850”, informou o Secretário.

“Com o processo de titulação, os agricultores familiares passarão a contar com um crédito oferecido pelos bancos oficiais, além de terem acesso a um conjunto de politicas públicas possibilitado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)”,explicou Claudete Lélis, coordenadora do Consórcio.

A secretária de Desenvolvimento Social, Cléia Montenegro, falou sobre a importância da Associação Viva em informar. “Ficamos muito felizes nesses momentos de reunião, porque nos unimos para trazer boas notícias, para trazermos informações sobre políticas públicas que melhoram o dia a dia de cada um de vocês. E, aproveito a oportunidade para falar sobre mais uma política pública que assegura direitos: o Casamento Comunitário. Realizaremos esse ano a 3ª edição desse projeto que formaliza a união de casais em uma linda cerimônia. As inscrições já estão abertas e os interessados devem procurar o Cras”, explicou a secretária.

O projeto social Casamento Comunitário – Unindo Laços, acontecerá em 10 de junho, às 17h, na Quadra Poliesportiva Manoel Ladeia – Praça da Feira Velha.

 

 

PARAÍSO VERGONHA

Mayrion Álvares (Membro da ALAB/Brumado)

Bem-vindos ao mundo da putaria/ Na terra da hipócrita democracia,/Aqui tem roubo todo dia/E todos vivem em harmonia//Bem-vindos ao mundo da impunidade/Onde prevalece a maldade,/Aqui a justiça nem sempre é verdade/E todos vivem em cumplicidade.//Bem-vindo ao mudo da corrupção/Na terra que é normal ser ladrão,/Aqui todos adoram a Constituição/Tanto situação como oposição.// Bem-vindos ao mundo da ignorância,/Onde existem religiões em abundância,/Aqui a fé é a própria ganância/ E DEUS? Cada vez mais à distância./Bem-vindos ao mundo da puta que pariu/Onde o vencedor é o que mais mentiu,/Aqui a maioria é do mesmo covil/Bem-vindos a minha terra, bem-vindo ao Brasil.

Homenagem ao amigo Mayrion pelo lançamento do IV Ensaio Poético, Livro de poesias intitulado CICATRIZES. Evento realizado na sede do Sindicato dos Mineradores da Magnesita, em 08 de abril de 2016.

Abraços amigo e que sua inspiração poética seja sua companheira de realizações.

Antonio Novais Torres – Brumado, 09/04/2016

BIOGRAFIA RESUMIDA (DOMÍNIO PÚBLICO)

WILLIAM SHAKESPEARE

William Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1564 e morreu no mesmo dia em 1616, em Stratfor-Avon, na Inglaterra. Até os 12 anos, sua vida foi controlável, mas com a falência do pai, foi obrigado a trocar os estudos pelo trabalho pesado, para sustentar a família. Mesmo assim, conservou o conhecimento adquirido na escola, estudando, por conta própria, os autores clássicos. Aos 18 anos, casou-se com Anna Hathaway, oito anos mais velha que ele. Teve duas filhas, Susanna e Judith. A tragédia também marcou esta união. Seu único filho, Hamnet, morreu aos 11 anos de idade.

Não se sabe ao certo o motivo, mas o jovem Shakespeare resolveu seguir sozinho para Londres quando tinha 23 anos. Nessa cidade teve vários empregos. O mais significativo foi o de guardador de cavalos em um teatro. Tempos depois, atuou em alguns papéis, na época em que já escrevia as primeiras peças. Mais tarde, virou sócio do teatro e, depois, tornou-se dono do lugar.

Suas peças teatrais garantiram-lhe a imortalidade. Entre os seus dramas, destacam-se Otelo, Romeu e Julieta, Hamlet, Rei Lear, Macbeth, Henrique V, Ricardo III. Entre comédias, todas memoráveis, incluem títulos como A megera domada, Muito barulho por nada, O mercador de Veneza e Sonhos de uma noite de verão.

Uma boa forma de “imaginar” como foi a trajetória de Shakespeare na vida teatral da Inglaterra do século XVII é a partir do filme Shakespeare apaixonado, lançado em 1988 e dirigido por John Madden. O filme mostra como se fazia teatro naquela época, a importância da aprovação da rainha sobre o espetáculo e a rivalidade que existia entre certos dramaturgos.

UMA COLABORAÇÃO DE ANTONIO TORRES PARA O EATRÓLOGO RUI LÔBO.

Antonio Novais Torres

antoniotorresbrumado@gmail.com

 

CONTEÚDO, APURAÇÃO E TENDÊNCIA

“Os processos de comunicação de massa, com suas estruturas de controle interno, assim como seu papel de apoio aos negócios e aos sistemas políticos, são tão eficazes que dispensam os tanques dos regimes ditatoriais. A propaganda está para a democracia assim como a tortura e a repressão estão para os regimes totalitários”.

O comentário é do comunicólogo e filósofo Aran Noan Chomiskv que precisa ser refletido e debatido nos dias atuais do nosso Brasil de crise política, econômica e moral onde os partidos ditos de esquerda, artistas e intelectuais taxam a mídia de um modo geral de “golpista e tendenciosa”, tirando ai, é claro, a generalização e os exageros de quem defende a permanência do poder a qualquer custo.

A liberdade de imprensa tem que ser defendida e não deve morrer nunca, mas, exige-se também que os autores e usuários dela tenham responsabilidade. Sempre digo que o direito à liberdade de imprensa acaba quando não se tem ética, moral e responsabilidade.

Bem, toda esta introdução foi para dizer que no dia 7 de abril se “comemora” o Dia do Jornalista, conforme estabelecido pelos sindicatos da categoria e pela Federação Nacional dos Jornalistas. Antes de qualquer outra discussão, até há pouco tempo se homenageava a data com reportagens, entrevistas, eventos, seminários, painéis e encontros, mas ontem (dia 7), houve apenas algumas citações. Tem-se uma sensação de decadência e desvalorização da profissão, especialmente após o advento da internet.

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EÓLICAS AVANÇAM NA BAHIA

EÓLICA E SECA 003 - Cópia

No primeiro trimestre deste ano, mais 18 usinas eólicas, representando investimentos de R$1,7 bilhão e 458.500 MW acionados à rede elétrica, entraram em funcionamento no semiárido baiano nos municípios de Santo Sé, Campo Formoso, Caetité e Igaporã.

Com as novas unidades, a Bahia agora completa 60 usinas em operação e mais 1,53 GW em potência instalada na produção de energia eólica, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda.

Atualmente, a Bahia é o terceiro maior estado brasileiro em produção de energia eólica, abaixo do Rio Grande do Norte com 97 usinas e 2,6 GW e o Rio Grande do Sul com 67 usinas e 1,55GW. No Brasil, a Bahia é o território que mais avança nessa modalidade energética e o que mais possui unidades em construção, com um total de 46 empreendimentos.

EÓLICA E SECA 004 - Cópia

Os investimentos totais na Bahia já somam R$18,5 bilhões em 186 usinas, com 4,5GW de potência em 22 municípios. No semiárido é uma paisagem dos chamados cata-ventos nunca vista. Em Caetité e Igaporã, na região, os aerogeradores se erguem como gigantes da caatinga

 

NÃO ADIANTA ARREMEDIAR

“Quem com o ferro fere, com o ferro será ferido”.

O médico passa um remédio para aliviar a dor do portador de câncer, mas não extrai o tumor do paciente. Outro toma um analgésico para a dor de cabeça que é consequência de uma infecção intestinal grave. Assim acontece com a crise política, econômica, moral e institucional levando o país a uma divisão entre lado A e lado B, cada um destilando mais ódio e intolerância.

Agora estão falando em realizar novas eleições através da impugnação pelo Tribunal Superior Eleitoral da chapa Dilma/Temer, ou até mesmo gerais incluindo deputados e senadores para até 2018. Não adianta nada disso se o sistema político eleitoral continuar a mesma coisa com seus vícios e deformações desmoralizantes, agredindo frontalmente a nação.

Não adianta arremediar o doente com paliativos se não atacar a raiz principal do problema, sob pena dele logo aparecer lá na frente. Com novas eleições, com impeachment ou sem impeachment, o Brasil vai continuar sangrando e poderá sofrer uma hemorragia, levando-o a um estado de coma, se é que já não está. A verdade é que o paciente está seriamente enfermo e precisa de uma junta médica de qualidade, não de palpiteiros.

Por que não fazer um plebiscito para a população decidir se aceita ou não um novo regime parlamentarista e convocar, urgentemente, uma Nova Constituinte formada por uma comissão de renomados estudiosos da intelectualidade, instituições, cidadãos e os diversos segmentos representativos da sociedade, incluindo todas as categorias e classes.

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“NEGRAMAFRICAMENTE”

Das mãos do amigo e professor Itamar Aguiar li o livro de poesias “Negramafricamente” do companheiro Franklin Maxado em que, segundo ele mesmo, foi dedicado à mulher negra. Depois de passar em 1977 pelo Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia, que indeferiu o pedido de ajuda por considerar uma depreciação à mulher pelo erotismo de seus versos, e outras editoras, a obra só foi publicada em 1995 com a colaboração da Universidade Estadual de Feira de Santana.

O poeta Franklin homenageia e oferece o livro à beleza feminina, especialmente da mulher negra, à raça negra, à mãe preta, à África, à umbanda, aos poetas da “cacimba”, aos poetas marginais, alternativos e independentes, aos intelectuais, aos poetas cordelistas, João Ramos, João Barros, Bule-Bule e muitos outros.

A mulher negra ou mulata é o objeto dos seus versos, cita Clóvis Moura em “Anotações sobre Franklin Maxado”. Em sua crítica, diz que Franklin cai no descritismo vaginal. “Ai, me parece, é onde o poeta tem menos força, não sei se porque há o eterno disfarçar-se por pudor, no descrever o ato sexual, ou porque o autor não se encontrou poética e/ou psicologicamente ajustado nesses momentos ao nível de transformá-los em poesia. Isto, porém, não invalida o conjunto do seu trabalho”.

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BIOGRAFIA/VICTOR HUGO

Victor Hugo foi a figura mais expressiva do Romantismo francês, novelista e dramaturgo. Nasceu a 26 de fevereiro de 1802, revelando, desde cedo, grande talento literário. Autor do célebre romance Nossa Senhora de Paris (escrito em 11831) imortalizou nesta obra a figura de Quasímodo, o Corcunda de Notre-Dame. Poeta de grande influência, estima-se que em setenta anos de produção literária, tenha chegado à impressionante marca de um milhão de versos.

Eleito deputado em 1848, rompeu com o poder monárquico, com o qual simpatizava. Em 1851, após combater nas barricadas, é obrigado a exilar-se. No exílio em Guernsey, uma ilha localizada no Canal da Mancha, escreve sua obra máxima, o monumental romance Os Miseráveis, na qual deixa claro seu apoio aos ideais revolucionários.

Em 1859, Napoleão III concede-lhe anistia, mas o poeta recusa-se a deixar a ilha de Guernsey, onde viveria 15 anos de exílio. Retorna à França, em 5 de setembro de 1870, já reconhecido como a maior expressão do Romantismo daquele país. Por ocasião de sua morte, ocorrida em Paris, no dia 23 de maio de 1885, cerca de setecentas mil pessoas – alguns biógrafos estimam um número ainda maior – acompanham seu modesto caixão ao Panteão onde está sepultado.

Colaboração de Antônio Novais Torres





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