Há um mês que o Lula vem preenchendo seus ministérios (36 ou mais) e secretarias para atender aos seus apoiadores onde cada um quer levar seu quinhão no bolo que lhes pertencem. Na política pode até ser natural “presentear” quem também comeu “poeira” nas eleições, mas será válido inchar a máquina do Estado mais ainda?

Calma gente, vai ter vaga para todo mundo, não briguem! Acontece que nessa repartição já apareceram os descontentes porque as maiores e as melhores fatias vão ficar para a turma do PT. Para atender a todos os gostos, o negócio é criar novas pastas esquisitas com cargos comissionados por todos esse país de mais de 30 milhões de famintos.

No governo da Bahia, o estilo é o mesmo de distribuição de secretarias, inclusive da Juventude. Por que não do idoso? Esta categoria nem é lembrada pelas políticas públicas que se resumem no Bolsa Família. Até o momento não vi falar num projeto sequer para reduzir a miséria através da geração de emprego e renda para esse contingente populacional.

Na verdade, o Brasil é um país rico que se dá ao luxo de ter um dos Congressos mais caros do mundo. De acordo com estudos, a Justiça no Brasil tem quatro vezes mais funcionários em relação ao tamanho da população e gasta quatro vezes mais em relação à sua economia do que nos países ricos.

Essa bagunça não é de hoje, vem de séculos quando o reino de Portugal, mesmo nos anos mais cruciais e difíceis mantinha seu luxo com as riquezas das suas colônias, especialmente o Brasil que sempre foi a maior galinha dos ovos de ouro, literalmente.

Nessa hora, todos partidos esquecem de suas ideologias quando disseram lá atrás que entraram no jogo apenas para defender a democracia e que não iam participar diretamente do governo. Falam de independência crítica, mas na hora dos postos de primeiro e segundo escalões, mudam de ideia.

É uma penca de ministérios e secretarias que vão faltar sedes, salas e cadeiras para tanta gente. Haja grana para montar toda essa estrutura pesada. É o chamado elefantismo estatal que poderia ser reduzido à metade, provavelmente funcionando melhor com menor custo.

Estamos falando apenas nos ministérios, sem contar os cargos de gabinete dentro do Palácio do Planalto onde todos são chamados de ministros, com direito a todas as mordomias e benesses pagas pelos contribuintes. Haja cartões corporativos!