UMA MONARQUIA BRASILEIRA
Tanta nobreza e luxo no funeral da rainha da Inglaterra, e tanta fome e miséria no planeta! São as contradições da humanidade que perduram a milênios. São coisas de uma democracia ocidental onde até os pobres choram pela morte da monarca, e ai de quem protestar porque logo cai no pau.
As imagens são da era medieval dos tempos dos reis e rainhas absolutistas onde eles se consideravam enviados de Deus. Seus súditos fazem filas quilométricas e choram para tocar no caixão da rainha, sem contar as sujeiras que deixam com flores, plásticos e bichos de pelúcia que depois serão desenvolvidos à natureza.
Na verdade, somos todos insanos numa terra que, aos poucos, está se acabando com o aquecimento global. Os incêndios engolem as florestas; as guerras matam e escorraçam milhões de seus lares; e as catástrofes deixam rastros de destruição. Quem importa com tudo isso? As pessoas são hipnotizadas e inebriadas pelo poder e pela luxúria.
Como o Brasil sempre foi um imitador de outras nações desde os tempos coloniais quando a França servia de espelho dos costumes e hábitos dos senhores coronéis escravistas, seguida depois pela própria Inglaterra e pelos Estados Unidos na atualidade, bem que o nosso país poderia criar a sua monarquia ao molde do Reino Unido!
Imaginou construirmos palácios e castelos para abrigar e sustentar os monarcas? Fazer as devidas venerações e realizar aqueles rituais medievais? Só assim entraríamos no rol das nações civilizadas. Ora, já não temos um dos Congressos de parlamentares mais caros do mundo? Ah, já temos também palácios habitados pelas nobres castas!
Enquanto não chega essa monarquia propriamente dita, vamos nos contentado com os reis, rainhas e príncipes que temos no futebol, nas corridas de fórmula I, nas olimpíadas, na música entre cantores e cantoras, sem contar os heróis que vez por outra dão uma de honestos devolvendo carteiras de dinheiro perdidas nas ruas.
Para acabar com toda essa fuzarca entre os três poderes que recebem salários milionários e gozam de vida nababescas, teríamos um monarca ou uma monarca que faria o papel de conciliador e todos viveriam felizes para sempre.
Os súditos que temos já são conformados com a situação há muitos anos. Portanto, não seriam problema e iriam até agradecer por ganhar uma realeza para adorar, mesmo com a barriga vazia. Esqueci de dizer que já temos uma monarquia disfarçada. Falta somente incorporar o rito e aprender as etiquetas.











