BA-HIA
Versos de autoria do jornalista Jeremias Macário
Ba-hia, rainha do mar,
Baia de Todos os Santos,
Do índio tupinambá,
Das mitologias dos orixás,
Aprendi a fazer essa prosa,
No Seminário de Amargosa,
Ba-hia escrita com “H”.
Ba-hia dos cancioneiros,
Abençoada pela natureza,
Gil, Caetano, Novos Baianos,
Raul “Maluco Beleza”,
Do Rio e São Paulo, pioneiros,
Do Águia de Haia para o mundo,
Ba-hia encanto do canto profundo.
Ba-hia de São Salvador,
Mistérios e dos Terreiros,
Com seu manto de igrejas,
Senhor do Bonfim ou Oxalá,
Nos guie e nos protejas,
Raízes jejes, nagôs e iorubá.
Ba-hia do sertanejo catingueiro,
Resistente menino de pés no chão,
Filho do cacto e do mandacaru,
Nordestino, estrangeiro no sul.
Ba-hia de se perder de vista,
Nas histórias de Jorge Amado,
Dos coronéis de Itabuna e Ilhéus,
Tem cacau, café e o sol de Jequié,
Memórias de Vitória da Conquista,
Anísio Teixeira de Caetité,
Filmes de faroeste agreste,
Glauber, Elomar menestrel,
Repentistas versando nas feiras,
E grãos do oeste Barreiras.
Ba-hia do gado de Itapetinga e Caatiba,
Tem a Chapada Diamantina;
Foi lá que namorei uma menina,
No Piemonte de Piritiba,
Com ela fui me banhar,
Nas águas do São Francisco,
Virei pescador ribeiro,
Nas fartas frutas de Juazeiro.












