De autoria de Jeremias Macário (uma nova versão)

Pelas brenhas do mundo,

No recanto mais profundo:

Sou mochileiro do agreste,

Água caindo das cachoeiras,

Rasgando todas fronteiras,

De norte-sul, leste-oeste.

 

Gira-planeta do tempo!

Mochileiro do vento!

Na hora do aqui e agora;

Sandália do asfalto-poeira,

Cruzando cancela e porteira,

Sempre um passo à frente,

Nessa multidão de tanta gente,

De ideário valente libertário.

 

Por estrada estranha diferente,

Como caravana cigana;

Latino-americano, euro-indiana;

Cantante mochileiro romeiro,

Com sua milenar filosofia,

Mochileiro da travessia.

 

Filho do mar, ondas de areias,

Sem intolerâncias nas veias;

Bravo andante, tocha amante;

Cometa de alma universal;

Estrela do Cruzeiro sideral;

Poente vermelho e nascente.