Que coisa horrível, ver uma corte chamada de Supremo e ainda de Guardião da Constituição num lamaçal! O que se viu foi um comitê político dividido em correntes diferentes, num bate-boca onde todos falam ao mesmo tempo. Uma vergonha para a nação!
O tumulto me fez lembrar daqueles “babas” ou “rachas” de várzeas de pontas de ruas que viram total confusão na disputa da bola quando alguém comete falta na pequena área e o juiz perde o controle da situação.
Foi pênalti, ou não foi? Para uns sim, para outros, não. Muitos entraram solando na dividida, com chuteiras de pregos. “Saíram faíscas” para todos os lados” dos brutamontes pernas de paus.
Lembram do julgamento do “Mensalão”, em 2012/13, quando o relator da Ação Penal 470 Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Melo bateram boca? Os dois trocaram ofensas verbais durante uma votação sobre a dosimetria de penas dos réus.
Num momento de tensão e exaltação, a palavra “salafrário” foi usada no plenário, no que foi repreendido pelo colega Barbosa. As farpas também aconteceram entre Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski que era revisou do processo e chegou a ser acusado de praticar “chicana”.
Pelo visto, o Supremo Tribunal Federal (STF) é, por assim dizer, reincidente no crime, mas a sessão desta terça-feira superou todos os limites, ao ponto de ter ocorrido dedo em riste, um chamando o outro de mentiroso, sem contar os palavrões, como se fossem moleques de rua.
O bafafá foi tão grande que a ministra Carmem Lúcia, atualmente a única mulher a fazer parte do STF, se disse envergonhada e pediu desculpas aos brasileiros pelas cenas tão tristes. Dessa vez, o Supremo abriu suas vísceras contaminadas e sujas para toda nação.
O presidente Edson Fachin, como árbitro da “pelada”, aparentemente sério e sóbrio, não teve pulso para conter os baderneiros e deixou o falatório correr solto. Não tiveram a mínima decência de seguir a máxima do ditado popular de que “quando um burro fala, o outro fica calado”.
O pior de tudo é que o “jogo” não terminou e tudo indica que vem aí mais imoralidades, impropérios e xingamentos, e quem sabe, tabefes e murros. Pelo andar da carruagem, os próximos capítulos prometem e vão se tornar no programa de maior audiência na televisão.
Os cidadãos sérios se sentem envergonhados, mas o ser humano em geral adora assistir esse tipo de espetáculo ao estilo comédia-trágica grega e até torce para quem grita mais. Como no decorrer da Revolução Francesa, a assembleia se dividiu entre esquerda e direita. Me recuso a entrar neste recinto.
Se essa turma tivesse respeito, tiraria suas togas e pediria para sair de campo, mas isso não vai acontecer porque eles se acham intocáveis e que não devem ser investigados em suas sujeiras e tramoias.
Quem deve mesmo estar dando risadas e gargalhadas da cadeia é o tal do Vocaro que, com seu dinheiro sujo, saiu por aí espalhando lambanças e conseguiu criar todo esse furdunço. Ambição, dinheiro e poder são irresistíveis, do jeito que o satanás gosta!