Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Na magia do meu campo,

Na alquimia da natureza,

Das águas correntes a roncar,

Entre pedras e cachoeiras,

Em meu sertão profundo,

Escuto o canto dos pássaros,

Sem os ruídos dos corações,

Invejosos dos bárbaros,

Das traiçoeiras competições.

 

Sou o silêncio sem os ruídos,

O mergulhar em meu eu interior,

O zunido da abelha na flor,

Para nela polinizar,

Sem os ruídos dos instintos,

Egoístas da sedução,

Labirintos da exposição,

De si mesmo para divagar,

Nos toques do celular.

 

O silêncio vale ouro.

Digo ser reflexão,

Da alma o tesouro,

Absinto da razão.

 

Fortaleça seu silêncio,

Para dar voz ao silêncio,

Contra os ruídos capitais,

Das injustiças sociais,

E não ao silêncio sepulcral,

Que causa tanto mal.