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:: 11/jul/2023 . 22:20

O CELULAR NAS ESCOLAS INCOMODA E FAZ CAIR O RENDIMENTO DO ALUNO

Pesquisas feitas em países mais desenvolvidos comprovaram que o não uso do celular, do tablete e outros tipos de aparelhos da internet nas escolas aumentaram o rendimento dos estudantes. Um desses estudos foi realizado pela London School of Economics, na Inglaterra, cujos alunos baniram os smartphones e melhoraram em 14% suas notas em exames de avaliação nacional.

Costumo dizer que o Brasil em termos de inovação tecnológica, na moda, nas mudanças das ideias, hábitos e tantas outras criações novas é um dos últimos países a adotar as novidades e também um dos últimos a excluir quando elas caducam e não estão dando mais resultados. É o caso do uso exagerado do celular que chega a causar doenças físicas e mentais.

Nesse item, o Brasil ainda parece um adolescente empolgado com seu novo “brinquedinho” de estimação que não larga o bicho por nada, desde o acordar ao dormir, nas refeições, nas mesas de bares, no bate-papo “descontraído” com os amigos, nas reuniões e outras atividades, incluindo a escolar.

Estava lendo o comentário de um cidadão num jornal da capital sobre o uso do celular onde ele dizia que tanta tecnologia empregada de forma equivocada é um inibidor do conhecimento. “Diversos países que no passado liberaram o uso dos celulares, tabletes e smartwatches para os estudantes e atacavam os professores que tentavam proibir o uso, se renderam à sabedoria dos mais velhos de que esses aparelhos em sala de aula atrapalham mais do que ajudam”.

O Brasil ainda resiste, mas muitos países modificaram suas leis para que os alunos fiquem longe de seus aparelhos no período em que estiverem em sala de aula, a não ser quando estritamente necessário e excepcional para fins educacionais de pesquisa.

A Holanda, por exemplo, anunciou que irá banir celulares das salas de aulas, como tentativa de limitar as distrações durante o ensino. Há dois anos a Finlândia, um padrão tecnológico que deve ser seguido no quesito educação de qualidade, já adotou a prática. O país passou a repensar seu modelo diante da era digital. Tem procurado focar seus esforços no ensino de habilidades e de matérias.

Na França existe uma lei proibindo o celular em aulas desde 2020. Não pegou muito, mas a norma proibitiva permanece. O uso em sala de aula é vetado. A província de Jiangxi, na China, tomou a iniciativa de emitir a primeira proibição para estudantes universitários de levarem dispositivos eletrônicos para as escolas. Outras unidades de ensino usam sacos para recolher os aparelhos. Quem se recusar vai ter pontuação menor nos exames.

Em Madri, o Ministério da Educação diz que exceções somente serão aceitas caso sejam expressamente previstos no projeto educacional. O Brasil, que já tem uma grande deficiência na educação (poucos brasileiros sabem ler e interpretar um texto), precisa rever seus conceitos, se os celulares devem ficar nas mãos dos estudantes durante as aulas ou pensar em outra alternativa.

No Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde lá estão instaladas as grandes empresas tecnológicas, as escolas também voltaram praticamente aos métodos tradicionais de ensino com o consentimento dos pais, deixando afastado dos alunos esses aparelhos eletrônicos.

De forma contrária a tudo que escrevi neste texto, acabei de ler num jornal impresso a opinião de um educador onde ele afirma que essa tecnologia pode ser usada para melhorar a capacidade de leitura de várias maneiras, seja para sustentar os níveis de interesse da geração que nasceu conectada, bem como o vocabulário, a fluência e até mesmo a compreensão de palavras visuais por meio da leitura em um computador ou tablete.

Não sou especialista da área educacional, mas confesso não entender essa posição se a grande maioria dos navegantes de redes sociais “assassinam” o nosso português quando escreve, com graves erros de ortografia e concordância, principalmente, sem falar no vício da codificação das palavras. Como melhorar essa capacidade de leitura e vocabulário dos quais ele fala? Vejo nisso tudo um contraditório.

 





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