OS LIMITES DO CENSO DO IBGE
Pelo que me lembre, pela primeira vez fui entrevistado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na semana passada na porta da minha casa. Não demorou cinco minutos. Confesso que fiquei decepcionado com o limite da pesquisa que não chegou a dez perguntas, coisas que qualquer órgão do governo ou uma instituição financeira não saiba.
Esse censo já deveria ter sido realizado há dois anos, mas foi prorrogado pelo contingenciamento de verbas desse governo que não dá a mínima importância para a ciência, o conhecimento e o saber. Sempre foi negacionista. Por pressão, a realização do censo foi autorizada com limites de recursos.
Os resultados não vão ser satisfatórios para o que se pretendia extrair, no sentido de estruturação de políticas públicas nas áreas educacional, social e de saúde, principalmente. Aliás, há muitos anos que temos um país sem planejamento. Tudo é feito na base do improviso.
O pesquisador quis saber do meu CPF, da minha cor, quantas pessoas moram na casa (nem indagou se era própria ou não), se aqui faleceu alguém nos últimos anos, se tinha serviço de esgotos e quanto ganhava. Não mais que isso.
Quanto ao nível de escolaridade, fiquei intrigado quando o agente só perguntou se eu e minha mulher sabiam escrever e ler. Ora, como criar um projeto para o setor da educação se o governo não tem nenhuma ideia do percentual de pessoas com grau fundamental, médio e do ensino universitário (graduação, mestrado e doutorado).
Em minha opinião, considerei uma pobreza quanto a apuração de dados no censo, os quais deveriam ser bem mais abrangentes, de modo que as apurações oferecessem mais subsídios sobre o país e os brasileiros que nele habitam.











