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:: 17/ago/2022 . 23:29

ENTRE A DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE E A PRESERVAÇÃO, A CONTA NÃO BATE

No momento em que se planta uma árvore, milhões estão sendo derrubadas e queimadas no planeta. O mesmo acontece entre um saco de lixo recolhido numa praia com o que se joga no mar e outras partes da terra. Depois de realizar essas ações generosas, muitos pegam seus carros e vão consumir porcarias nos shoppings.

Pelos séculos de estragos que já cometeram contra o planeta e que ainda cometem, com mais violência ainda, essa conta entre a destruição e as ações de preservação nunca fecha e nem empata. Por isso que, na minha visão racional e lógica, para muitos, pessimista e negativa, não existe mais retorno para o fim.

Na semana passada estava assistindo uma reportagem feita em países da Europa, cujas imagens são chocantes, onde a equipe jornalística mostrava pessoas se banhando para se refrescar do calor de mais de 40 graus, labaredas lambendo as florestas e povoados, o gelo se derretendo nos alpes, o mar revolto e vendavais nos Estados Unidos.

Como nos filmes apocalípticos, bateu logo em minha cabeça que a ficção se tornou realidade. Pela evolução da tecnologia, somada ao aumento do consumismo, as guerras e ainda o uso de combustíveis fósseis, o meio ambiente tende a se exaurir, decretando a destruição do nosso planeta.

Ao invés de investir no combate à fome e na preservação da natureza, os bilionários estão mais interessados em cagar e mijar no espaço em seus foguetes planetários. Para estar sempre lucrando e incentivando o consumo, a indústria não fabrica mais produtos duradouros e resistentes como antigamente.

A duração de vida de um fogão, uma geladeira ou qualquer aparelho eletrônico tem que ser curta, e logo começam a dar defeitos que não compensam mais serem consertados nas oficinas. A única saída é devolver aquilo para o meio ambiente e comprar outro bem.

Ah, muitos falam no processo de reciclagem de papelões, latas, garrafas e aproveitamento de sucatas e peças no uso de artes, mas isso é ainda insignificante se compararmos a ação agressiva e predatória do homem. Nos tornamos vândalos da nossa própria casa. É uma equação que nunca fecha, e a destruição sempre leva vantagem numérica

Nas campanhas de conscientização se ouve muito falar em preservação para que as novas gerações vivam num planeta menos poluído, com uma melhor qualidade de vida. Nas entrevistas em público cada um fala isso, mas lá na frente, tudo é esquecido e lá se vai uma ação contrária com o que se pregou.

Pelo andar da carruagem, esse ideal de reverter o quadro está longe de ser alcançado quando vemos nossos rios secarem e a temperatura só elevar. Dentro de mais 30 ou 50 anos, só enxergo o pior, com mais sofrimentos, tragédias, catástrofes e mortes. Oxalá que essa visão sombria esteja errada.





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