LEMBRANÇAS DOS BABAS!
Oh, que bons tempos de moleque quando não se tinha as preocupações da vida, e qualquer terra batida servia de várzea para “bater um baba” de futebol! Lembro dos tempos de menino na minha querida Piritiba, lá no Piemonte da Chapada Diamantina, quando a cidade ainda nascia para a vida como eu, e a Praça Getúlio Vargas, hoje o ponto do forró, balançada pelo meu amigo Wilson Aragão com suas cantorias, era só poeirão! Nas tardes, principalmente, a meninada aproveitava para bater aquele baba de “bola murcha”, mas dele saíram até craques, como acontece até hoje nas baixadas e planícies das zonas urbana e rural. O futebol é o maior esporte popular que não exige muita estrutura para praticar. Talvez por isso não esteja na lista de prioridades do poder público. As tais escolinhas são particulares, e existem poucos lugares estruturado para juntar a meninada para uma “pelada”, como ainda se diz no popular até hoje. Naqueles tempos, e ainda agora nas pobres periferias, pedaços de pano, couro velho, bexiga de boi e outros objetos serviam para se fazer uma bola. Quem tinha uma de verdade, era mais “rico” e tinha lugar garantido no time, mesmo que fosse um “perna de pau”. O mimado, quando começava a perder, botava a bola debaixo do braço e lá se ia com a nossa gostosa brincadeira. Havia brigas, xingamentos e palavrões, como até hoje, que as mulheres de família daquela época não podiam ouvir. Lá mesmo, na antiga Getúlio Vargas, de Piritiba, onde o dono de um bar em frente sempre ameaçava cortar a nossa “redonda” quando a mesma adentrava ao recinto, é testemunha das nossas molecadas inocentes e divertidas. Lembranças dos memoráveis babas!













