SÃO SALVADOR DA CIDADE BAIXA
Uma imagem da Cidade Baixa da capital São Salvador onde estão localizados o Mercado Modelo, o Museu do Som, o imponente Elevador Lacerda, a Marinha e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Saudades das festas de largo. Bem nessa encosta da montanha, as ondas das águas do mar batiam no entorno da velha “serra do índio tupinambá”, quando aqui chegou o primeiro governador Thomé de Souza. Com o tempo, o mar foi sendo empurrado para mais distante, dando lugar a moradias, e depois prédios comerciais, bancos, um porto mais moderno, empresas de exportação e importação, lojas, bares e restaurantes, a Associação Comercial e outras instituições, como a sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia. Até os anos 80, o local representava o centro comercial e financeiro da capital, mas tudo isso depois foi deslocado para as bandas da hoje Avenida Bonocô, Iguatemi e Centro Administrativo, na Paralela, destruindo boa parte da Mata Atlântica. É o progresso desumanizando a vida e impactando o meio ambiente. Lembro muito bem dessa efervescência capitalista quando era repórter de economia do jornal “A Tarde”, e era ali onde estava minha principal matéria-prima das reportagens jornalísticas do dia a dia. Conheci, praticamente, cada edifício, andar por andar onde estavam instaladas minhas fontes. Numa época, entre os anos 90 e 2000, a chamada Cidade Baixa virou uma cidade fantasma, só tomando novo impulso de atividades nos últimos anos, mas ainda de forma tímida. Mesmo assim, ali ainda reside a história da Baia de Todos os Santos da São Salvador.












