Desde o início da pandemia, portanto, já são mais de dois anos que a casa de espetáculos de Vitória da Conquista, Teatro Carlos Jheová, localizado na Praça da Bandeira, se encontra interditado, privando os artistas conquistenses de realizarem suas atividades artísticas.

Durante esse período correu um boato na cidade de que aquelas instalações junto com o Mercado de Artesanato, que fica ao lado, seriam demolidas para, em seu lugar ser erguido um shopping comercial.

Atento ao problema, um grupo de jovens dos setores de audiovisual e teatro fizeram um movimento condenando essa possível derrubada do prédio e cobrando do poder público municipal uma urgente reforma das duas unidades.

Provocado pelas manifestações, o Conselho Municipal de Cultura realizou, no final do ano passado, vários debates com os artistas em torno do assunto, chegando a enviar ofícios ao poder executivo solicitando explicações em torno das especulações imobiliárias e providências para recuperar o teatro.

A prefeitura desmentiu qualquer possibilidade de demolição do conjunto artístico da cidade e reiterou que está em andamento o plano de uma reforma do Teatro Carlos Jheová e do Mercado de Artesanato. Segundo informações, a Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer está empenhada em resolver o problema e na busca por soluções efetivas.

Na ocasião, o grupo de jovens chegou a se manifestar perante à Câmara de Vereadores visando intermediar ações no sentido de que a reforma fosse agilizada em tempo hábil para a reabertura do teatro. Sensibilizados, alguns parlamentares chegaram a liberar emendas para somar recursos com fins de iniciar a obra. No entanto, com o passar do tempo, a situação só tende a piorar para uma maior degradação.

Com o abrandamento da pandemia e a flexibilização dos encontros e shows, os artistas de um modo geral, inclusive do setor musical onde existe uma maior demanda, estão sem um local apropriado, no caso um teatro específico de arena, para apresentar seus trabalhos ao público.