LA VIE EST AUSSI
Poeminha do jornalista e escrito Jeremias Macário
La vie est aussi,
Comme toujours, c´est fini.
O venal é um avestruz avarento,
Como se não existisse finitude,
Quer mudar a direção do vento,
E imola os ideais da juventude.
La vie est aussi,
Comme toujours, c´est fini.
Tem o passageiro farsante peru,
Almofadinha na linha do metrô,
Que imagina ser do capital guru
E não passa do sistema um gigolô.
La vie est toujours aussi,
Feita de sonho e de amor,
Às vezes nascida da violência,
Nas favelas dos morros da milícia,
Ou no fuzil rasante da polícia,
Que rouba da criança a inocência,
Suga o seu sangue até o fim,
E vota no patrão, sim senhor.
La vie est toujours aussi,
Vinda do campo ou da cidade,
Com seu tempo limite de idade,
Uns sofrendo na danada seca,
Outros no torpeço da travessia,
A vida é assim na máquina moída,
Do império ao marechal Fonseca,
Nessa república nua sem saída.











