:: maio/2020
NEM ESTÃO AI PARA A COVID-19 E FAZEM PROPAGANDA DO ENEM
O governo federal está mais preocupado em podar a liberdade de expressão e atacar os veículos de comunicação do que com as mais de oito mil mortes da Covid-19. Prossegue com sua linha fascista do tipo Mussolini, quando a Itália estava devastada pela Primeira Guerra Mundial e pregava o combate ao anarquismo e ao comunismo.
O Ministério da Educação, com um chefe da pasta de nome impronunciável, está fazendo propaganda da realização do Enem para novembro, enquanto milhares de brasileiros morrem, e seus familiares choram a perda de seus entes queridos nas portas dos hospitais, sem contar as pás que não param de jogar terra nos caixões dos cemitérios lotados.
A propaganda, com o dinheiro do contribuinte, manda que os jovens estudem em casa para o Enem do final do ano. Sabemos que o ensino no país já é precário. Imagine agora quando as escolas e os cursinhos estão fechados! É uma tremenda insensatez em meio a todo esse caos do coronavírus, quando não se sabe o que pode acontecer até lá. Como estes alunos vão fazer as provas?
A Justiça Eleitoral, também com dinheiro público, faz sua propaganda em nome da democracia, enquanto milhões dormem nas filas desumanas das agências da Caixa Econômica Federal para sacar um auxílio social e matar a fome. Milhares não conseguem e entram em desespero, de barriga vazia. Prefeitos, como o de Vitória da Conquista, tocam obras eleitoreiras em plena pandemia.
A Justiça deveria baixar uma liminar proibindo qualquer governo de fazer propagandas pagas enquanto perdurar essa crise do coronavírus, por considerar uma insensatez, um gesto de indiferença e deboche para com a população. Toda essa montanha de verba jogada em publicidade deveria estar sendo investida na saúde, podendo, inclusive, ser utilizada para campanhas institucionais relacionadas a orientações e informações sobre esse vírus mortal.
QUEREM SANGRAR A DEMOCRACIA
O Brasil não merece ver essas cenas de estupidez, como se fosse um país primitivo de volta às trevas da Idade Média. Um bando de bárbaros e um presidente apoiador querem sangrar a democracia e beber o seu sangue no cálice da morte.
Não temos palavras de revolta para externar o que vem ocorrendo nos últimos dias em frente do Palácio do Planalto, em Brasília, com uma tropa de nazistas lunáticos aglomerados em plena crise do coronavírus, levantando a defesa de uma intervenção militar no país seguida do fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. É estarrecedor porque faz lembrar a ação de grupos nazistas no início do regime hitlerista.
Neste domingo último, ultrapassou todos os limites com agressões à imprensa, como aos jornalistas do “Estadão”, diante do apoio do capitão-presidente que foi lá intimidar o povo brasileiro de que as forças armadas estão ao seu lado, no entender dele, para atender o pedido dos “manifestantes” baderneiros, verdadeiros bandidos que não respeitam os mais de oito mil mortos da Covid-19.
UMA BOFETADA NA DEMOCRACIA
O capitão sim, é um Catilina que há mais de um ano vem abusando da nossa paciência, cometendo atentados contra a nossa ainda frágil democracia de cerca de 30 anos depois da macabra ditadura civil-militar que torturou e matou muita gente. Ele sim, neste domingo foi além dos limites, falando de um imaginário povo que não mais o apoia nesse suicídio. Lembra mais o filme “Terra em Transe”, do cineasta Glauber Rocha.
Não contente com seus atos de brutalidade e arrogância, nesta terça-feira, na rampa do Palácio, mandou aos berros, por várias vezes, jornalistas da Folha de São Paulo se calarem. Na verdade, o presidente desequilibrado estava dando uma bofetada na cara da democracia. Será mesmo que “suas forças armadas” apoiam e comungam de suas atitudes contra a nação? O cara mais parece uma besta fera do fim do mundo!
De tanto condenar e atirar suas brutas pedras, o cara quer sim, transformar o Brasil numa verdadeira Venezuela vestida de extrema-direita, como um tirano ditador. É irônico quando ele diz que em nosso vizinho existe uma ditadura e age do mesmo modo, mas abre a boca para dizer que é um “defensor” da nossa democracia. Além do destemperado contestar a ciência, mandando todos para as ruas enfrentar o vírus, ele agora pretende derrubar o conceito de democracia criado na Antiga Grécia.
NÃO SÃO DIGNOS DA NOSSA BANDEIRA
Ele está sim, cercado de generais de pijama que jogaram suas carreiras de anos de trabalho na lata do lixo e já deveriam ter saído de lá do Planalto antes que se queimem ainda mais, ou sejam despejados. Não acredito que as forças armadas embarquem numa loucura dessa, principalmente agora nesse caos da pandemia, da economia e de um total desgoverno, sem liderança.
A tropa de choque de imbecis, que ele chama de meu povo, não é digna de se enrolar na bandeira brasileira porque são um bando de marginais da sociedade e uns covardes que agridem até a área da saúde. Como cães raivosos de dentes afiados, mostraram suas garras contra um grupo de enfermeiros que faziam um protesto pacífico, apelando por melhores condições de trabalho. Eles torcem pelo aumento de mais mortes e calamidades.
Como um presidente da República comete tanta insensatez de participar de um manifesto de nazifascistas que querem detonar com o Brasil? Que eu saiba, na história brasileira nenhum presidente eleito chegou a agir dessa maneira atabalhoada, colocando-se acima da lei e da Constituição. O pior de tudo é que ele ainda conta com muitos seguidores da morte. Ele já foi além do limite, e creio que os comandantes das forças armadas não o acompanham nesse suicídio, ou estaria profundamente enganado e equivocado.
Como jornalista, fica aqui o meu repúdio à tamanha agressão desses brucutus primitivos contra a liberdade de expressão, contra a democracia, contra a mídia e contra a vida. Com a senha de um presidente insano, eles acham que já têm a licença para matar. É necessário, com urgência, que as instituições e a sociedade em geral deem um basta nisso tudo e coloquem esses nazistas na cadeia.
FUTEBOL DE LUTO COM A MORTE DE SCHMIDT
Carlos González – jornalista
“Nunca mais o despotismo regerá nossas ações, porque com tiranos não combinam. Tricolores, corações”. No dia 9 de setembro de 2013, ao tomar posse na presidência do Esporte Clube Bahia, Fernando Roth Schmidt, em seu discurso, parafraseou o Hino da Independência da Bahia, de autoria do alferes Ladislau dos Santos Titara, numa alusão ao grupo que impôs ao Tricolor um regime ditatorial que durou 19 anos. Democrata, esportista, administrador, advogado, político e professor universitário, Schmidt faleceu na madrugada de hoje (dia 4), aos 76 anos, no Hospital Jorge Valente, em Salvador, vítima de complicações neurológicas.
Primeiro clube brasileiro a realizar eleições diretas, após anos de batalhas na Justiça, os sócios do Bahia elegeram Fernando Schmidt, com 67% dos votos válidos, para um mandato tampão de pouco mais de um ano. A Arena Fonte Nova recebeu no dia 7 de setembro de 2013, numa democrática festa cívica, mais de 5 mil torcedores. Sócio remido desde outubro de 1983, orgulho-me de ter participado do processo eleitoral do meu clube e de ter sido eleito membro do Conselho Deliberativo.
Foto bahianoar
Cavalheiro, afável no trato social, Schmidt conseguiu reunir em torno de sua administração aqueles que lhe fizeram oposição no pleito de 2013. Apesar do pouco tempo no cargo, conseguiu colocar a casa em ordem, tirando praticamente o clube do zero, pois até uma parte do seu valioso patrimônio, os troféus, estavam no lixo. Além do título de campeão baiano de 2014, Schmidt recuperou o Fazendão, que estava na iminência de ir a leilão, e deu continuidade à construção do novo centro de treinamento, em Dias d’Ávila.
“Em 15 meses pavimentou o processo de recuperação e ampliação do patrimônio azul, vermelho e branco”, registrou hoje o Bahia em nota oficial. Nos anos 70, a década de ouro do heptacampeonato baiano, Schmidt ocupou a presidência entre 1975 e 1979. Durante sua gestão foi adquirido o CT do Fazendão Tricolor, que deu a estrutura necessária para que o Bahia conquistasse seu segundo título brasileiro, em 1988.
Estudante universitário, Fernando Schmidt participou de atos pacíficos contra a ditadura militar (1964 a 1985). Com a volta do regime democrático foi eleito vereador por Salvador. Posteriormente, foi secretário municipal (1986 a 1988), diretor da Codeba, ministro interino do Trabalho (2003) e secretário do governo do estado (2013).
Vestindo a camiseta azul do seu time, com o escudo e as duas estrelinhas do lado esquerdo, Fernando Schmidt está agora ao lado de outros grandes tricolores, como os fundadores e diretores do clube em 1931, capitaneados por Waldemar Costa, o primeiro presidente. Lá estavam outros tricolores, que deixaram o seu nome gravado na história do clube de maior torcida do Nordeste: Adroaldo Ribeiro Costa, Teixeira Gomes, Rubem Bahia Ribeiro, Lourinho e Jones (chefes de torcida), Osório Villas Boas, Antônio Pithon, Hamilton Simões, Antônio Miranda, Alemão (massagista), Nélson Pinheiro Chaves, José Bahia Ramos, e os jogadores Biriba, Roberto Rebouças, Lessa, Tyrso, Vicente Arenari, Marito, Gílson Porto e outros que vestiram a camisa das três cores.
Fernando Schmidt foi sepultado hoje, às 15 horas, no Cemitério do Campo Santo.
O DESESPERO E A ANGÚSTIA DE UMA POPULAÇÃO NAS HUMILHANTES FILAS
Quando vejo depoimentos de pessoas na televisão que estão trabalhando nessa época do coronavírus, dizendo o quanto se sentem privados (em parte) do convívio familiar, lembro do desespero angustiante das pessoas nas humilhantes filas nas agências bancárias, milhares dormindo ao relento, enfrentando sol e chuva e ainda com fome. Quem está mesmo em pior situação?
Nesta semana tive que ir à rua, em Vitória da Conquista, e fiquei chocado quando vi de perto aquela multidão na Praça Barão do Rio Branco e na rua direita da Praça Tancredo neves em frente às agências, na esperança de sacar seu auxílio social. O pior é que muitos que não conseguiram acesso aos aplicativos do processo estão ali para obter informações, e outros tantos voltaram sem nada, levando para suas casas um tremendo vazio de frustração e decepção.
O céu está aberto
Estes milhões sofrem muito mais porque, além de se exporem ao vírus, são desempregados, sem trabalho nenhum e passando fome. Entre os grandes males, essa Covid-19 serviu também para mostrar a real cara da pobreza e da miséria no Brasil porque essa gente só estava sendo vista através dos números, cerca de 20 milhões.
Em meio àquela fila, na Barão do Rio Branco, um pastor fazia sua pregação catequética ao estilo religioso mais antigo, gritando que, enquanto o comércio estava fechado, o céu estava aberto para os que sofrem, em nome de Jesus. É a típica cultura da Idade Média do conformismo que, certamente, o Cristo não aprovaria. São palavras de consolo, mas que não resolvem o problema vital.
É muito triste e duro ser filho do Brasil e ver seus irmãos sendo tratados pior que gado em boiada, enquanto lá do alto os poderes se acham donos do país, sob o comando de um despreparado que nem está aí para o que está ocorrendo. Nos meios de comunicação, só notícias ruins com muitos choros e lágrimas. Muitos apelos desesperadores de socorro que não chega.
Temos um povo submisso, conformado e oprimido, há anos vivendo sob a chibata de uma elite que tudo faz para que os pobres não melhorem de vida. Fosse em outro país já teria acontecido uma convulsão social de grandes proporções e estourado uma guerra civil, mas tudo tem o seu limite, e a ira coletiva pode dar um basta nesse sofrimento desumano.
Uma prática comum
As instituições e seus dirigentes, no caso mais específico das filas humilhantes nos bancos, a tudo assistem sem prover uma solução, ou encontrar uma saída para minimizar esse clamor, como de um senhor que dormiu dentro de um carro e não tirou seu dinheiro só porque não tinha a carteira de identidade, mesmo apresentando cópias de outro documento com o número do RG.
São cenas dantescas, e de tanto vermos essas imagens angustiantes todos os dias, elas se tornam normais, como se a injustiça social no Brasil passasse a ser uma prática comum para quem é desprovido de recursos. No nosso país está havendo um genocídio lento através da fome, e agora mais acelerado com as mortes pelo coronavírus porque a saúde pública já estava em colapso há anos. Tudo isso é consequência da falta de educação de qualidade que sempre foi negada ao povo pelos patrões do poder.
As filas burocráticas e humilhantes a que o brasileiro pobre é submetido vão além dessa mortal do coronavírus. Elas existem diariamente nas portas dos hospitais, postos de saúde, INSS, centrais de marcação de consultas e até para matrícula de alunos na rede escolar. Alguém já deve ter esquecido das intermináveis filas que a Justiça Eleitoral criou no ano passado para o recadastramento biométrico.
Até quando vamos ter que presenciar esse massacre criminoso com gente sendo tratada como lixo? Que sociedade burguesa é essa que prefere o silêncio? Pior ainda é a esquerda, os intelectuais, os artistas e os mais esclarecidos que se calam diante de tanto desprezo para com o povo mais necessitado! Se alguém se revolta, é logo preso pela polícia repressora e é tratado como vândalo e bandido. Quem são os verdadeiros bandidos que deveriam estar na cadeia?
OS ABSURDOS E AS “PÉROLAS” DE UM PRESIDENTE QUE ENVERGONHA O BRASIL
Desde que assumiu a presidência da República, há pouco mais de um ano, o capitão coleciona mais de uma centena de frases e palavras absurdas que vão de encontro às normas de conduta inerentes a um chefe de Estado, muitas das quais de cunho racista, homofóbicas e misóginas que deixam a nação estarrecida, menos os seus fiéis seguidores fanáticos.
A mídia vem registrando esses impropérios, denominando-os de “pérolas” que já podem se transformar num best-seller, coisas que prefiro chamá-las de deboches e outras de desdém contra o próprio povo. Até a ciência é contestada e ironizada por ele.
Em toda história brasileira, nenhum presidente ousou proferir tais barbaridades. Essas “pérolas” deixam o Brasil aqui e no exterior (envergonha o país) com uma imagem de brucutus primitivos do tempo da pedra lascada. Parece termos voltado à Idade Média, diante de tantos retrocessos.
Suas tiradas, muitas delas tiranas e grosseiras, de deixar qualquer um de “queixo caído”, não são novidades porque ele já era useiro e vezeiro quando deputado federal. Com seu tom agressivo e preconceituoso, ofendeu muitos colegas, correligionários e até quem votou nele. “Mudou até o curso da história” quando disse que não houve ditadura no Brasil no golpe civil-militar de 64, e sim uma democracia.
No cargo, se posicionou contra o meio ambiente (exonera quem faz o trabalho correto de repressão contra os depredadores), sugerindo transformar Angra dos Reis numa Cancun mexicana; estimulou o desmatamento e o garimpo na Amazônia e quer acabar com as reservas indígenas; discriminou os negros quilombolas, chamando-os de arrobas que não serviam nem para reprodutores; e restringiu a fiscalização do Ibama.
Foi deselegante com a esposa do presidente francês e criou vários atritos diplomáticos com outros países. Seus ministros da Educação e das Relações Exteriores seguem suas pegadas racistas atacando governos da China e de Israel, com o qual fez acordos de parcerias, sem resultados. É um desastre que leva o país ao deboche e a ser uma piada no exterior.
Reportagem do “Estadão”, autoria de José Fucs, diretor do blog do Fucs, destaca que desde que a pandemia do coronavírus desembarcou para valer no Brasil, no início de março, com a multiplicação do número de casos graves e de mortes, (hoje mais de cinco mil), o presidente Jair Bolsonaro produziu uma série inesgotável de “pérolas” sobre a crise.
“Suas declarações ironizando a gravidade do problema, defendendo a massificação de medicamentos não aprovados pela comunidade científica e se insurgindo contra o isolamento social determinado por governadores e prefeitos em todo o País, tornaram-se tema recorrente dos principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo. A revista The Economist, por exemplo, chamou-o de “Bolsonero”, e o jornal Washington Post o “elegeu” como o pior líder mundial a lidar com o coronavírus”.
“A seguir, você poderá conferir as principais frases de Bolsonaro sobre a pandemia. Neste período, outras compilações do gênero surgiram por aí. Mas, como a produção de “pérolas” presidenciais cresce em ritmo acelerado, o blog resolveu fazer uma nova compilação, atualizando a lista e incluindo uma breve retrospectiva do que Bolsonaro já falou sobre o assunto”.
Nessa compilação, estou acrescentando as mais novas, mas como o homem é um desastrado nato e “prodigioso”, existem muitas outras tiradas absurdas. Ora ele repele quem se manifesta a favor do fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, dizendo fiel seguidor da Constituição, ora ameaça fechar as instituições quando é contrariado. Em seu rompante, acha-se acima da lei e não um súdito dela.
É bom rever as “pérolas”:
- – “Eu não sou coveiro, tá certo?” (20/4)
“‘Não tem que se acovardar com esse vírus na frente” (18/4)
- “Os Estados estão quebrados. Falta humildade para essas pessoas que estão bloqueando tudo de forma radical.” 19/4
“Quarenta dias depois, parece que está começando a ir embora essa questão do vírus” (12/4)
- – “Ninguém vai tolher meu direito de ir e vir” (10/4)
- – “Esse tratamento (com hidroxicloroquina), que começou aqui no Brasil, tem que ser feito, segundo as pessoas que a gente tem conversado, até o quarto ou quinto dia dos primeiros sintomas” 8/4
- “Há 40 dias venho falando do uso da hidroxicloroquina no tratamento do covid-19. Cada vez mais o uso da cloroquina se apresenta como algo eficaz” (8/4)
- “Se o vírus pegar em mim, não vou sentir quase nada. Fui atleta e levei facada” (30/3)
- “O vírus tá aí, vamos ter de enfrentá-lo, mas enfrentar como homem, pô, não como moleque” (29/3)
- “Alguns vão morrer? Vão, ué, lamento. É a vida. Você não pode parar uma fábrica de automóveis porque há mortes nas estradas todos os anos”. 27/3
- “Não estou acreditando nesses números de São Paulo, até pelas medidas que ele (o governador João Doria) tomou” (27/3)
- “Sabe quando esse remédio (hidroxicloroquina) começou a ser produzido no Brasil? Ele começou a ser usado no Brasil quando eu nasci, em 1955. Medicado corretamente, não tem efeito colateral” (26/3)
- “O povo foi enganado esse tempo todo sobre o vírus” (26/3)
- “O pânico é uma doença e isso foi massificado quase que no mundo todo e no Brasil não foi diferente” (26/3)
- “O brasileiro tem de ser estudado, não pega nada. O cara pula em esgoto, sai, mergulha e não acontece nada.” (26/3)
- “São raros os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos” (24/3)
- “Não podemos nos comparar com a Itália. (…) Esse clima não pode vir para cá porque causa certa agonia e um estado de preocupação enorme. Uma pessoa estressada perde imunidade” (22/3)
- “De forma alguma usarei do momento para fazer demagogia” (21/3)
- “Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar, tá ok?” (20/3)
- “Tem certos governadores que estão tomando medidas extremas. Tem um governo de Estado que só faltou declarar independência do mesmo” (20/3
- “Não se surpreenda se você me ver (sic) no metrô lotado em São Paulo, numa barcaça no Rio. É um risco que um chefe de Estado deve correr. Tenho muito orgulho disso” (18/3)
- “O que está errado é a histeria, como se fosse o fim do mundo. Uma nação como o Brasil só estará livre quando certo número de pessoas for infectado e criar anticorpos” (17/3)
- “Tem locais, alguns países que já tem saques acontecendo. Isso pode vir para o Brasil. Pode ter um aproveitamento político em cima disso” (17/3)
- “Eu não vou viver preso no Palácio da Alvorada com problemas grandes para serem resolvidos no Brasil” (16/3)
- “Muito do que falam é fantasia, isso não é crise” (10/3)
- “ E daí? Quer que eu faça o que? Sou Messias, mas não faço milagres” – ao responder a pergunta de um repórter sobre o que ele achava do Brasil ter atingido a marca de mais de cinco mil mortes do coronavírus.
“O isolamento social foi inútil” – em ataque aos governadores e prefeitos que não seguiram sua intenção de manter as atividades econômicas em pleno funcionamento no país.
DA SERRA JORRAM PEDRAS
Fotos aéreas de José Silva
Durante muitos anos, desde a construção da BR-116 (Rio-Bahia) na década de 1960, depredaram a Serra do Periperi, em Vitória da Conquista, e dela retiraram areia, cascalhos e pedras para edificação de casas e prédios. Eu e meu companheiro de trabalho jornalístico José Silva fomos testemunhos ainda na década de 90 quando aqui cheguei para a chefiar a Sucursal do jornal A Tarde. Fizeram um tremendo estrago na natureza, como os exploradores que dizimaram os índios e derrubaram as florestas. Na época fiz um trabalho de pesquisa sobre o problema, relatando tudo isso e contando a história de Conquista e da Serra, palco de muitas batalhas de derramamento de sangue, mas, infelizmente, o estudo não foi publicado por falta de patrocinadores. Quando existe agressão, o meio ambiente sempre dá a sua resposta à perversidade do homem. Hoje, quando chove jorram pedras e cascalhos da Serra do Periperi e tudo desce das enxurradas, alagando a cidade. Além da depredação criminosa, inclusive da parte do poder público, as invasões irregulares de casebres, sem nenhum ordenamento, contribuíram mais ainda para destruir a natureza e fazer desaparecer a fauna e a flora. Até início do século passado, há 100 anos, toda Serra era coberta por uma densa floresta. Hoje só existe um capão chamado de Mata Escura, também maltratada pela população. Com a exploração predatória, todos os minadouros desapareceram e poucas espécies de plantas e animais sobreviveram, mas estão em extinção.
















