NEM ESTÃO AI PARA A COVID-19 E FAZEM PROPAGANDA DO ENEM
O governo federal está mais preocupado em podar a liberdade de expressão e atacar os veículos de comunicação do que com as mais de oito mil mortes da Covid-19. Prossegue com sua linha fascista do tipo Mussolini, quando a Itália estava devastada pela Primeira Guerra Mundial e pregava o combate ao anarquismo e ao comunismo.
O Ministério da Educação, com um chefe da pasta de nome impronunciável, está fazendo propaganda da realização do Enem para novembro, enquanto milhares de brasileiros morrem, e seus familiares choram a perda de seus entes queridos nas portas dos hospitais, sem contar as pás que não param de jogar terra nos caixões dos cemitérios lotados.
A propaganda, com o dinheiro do contribuinte, manda que os jovens estudem em casa para o Enem do final do ano. Sabemos que o ensino no país já é precário. Imagine agora quando as escolas e os cursinhos estão fechados! É uma tremenda insensatez em meio a todo esse caos do coronavírus, quando não se sabe o que pode acontecer até lá. Como estes alunos vão fazer as provas?
A Justiça Eleitoral, também com dinheiro público, faz sua propaganda em nome da democracia, enquanto milhões dormem nas filas desumanas das agências da Caixa Econômica Federal para sacar um auxílio social e matar a fome. Milhares não conseguem e entram em desespero, de barriga vazia. Prefeitos, como o de Vitória da Conquista, tocam obras eleitoreiras em plena pandemia.
A Justiça deveria baixar uma liminar proibindo qualquer governo de fazer propagandas pagas enquanto perdurar essa crise do coronavírus, por considerar uma insensatez, um gesto de indiferença e deboche para com a população. Toda essa montanha de verba jogada em publicidade deveria estar sendo investida na saúde, podendo, inclusive, ser utilizada para campanhas institucionais relacionadas a orientações e informações sobre esse vírus mortal.











