O Nordeste, pela sua própria história de lutas de um povo sofredor sempre relegado pelos governantes, já é uma saga que faz lembrar o cangaço e as mortes severinas. Quando batem as águas vira um todo colorido sertanejo cheio de esperanças. O homem cava a terra, planta e ora na espera de outra chuva para a  colheita. Quando ela não vem, e a terra começa logo a secar, bate a tristeza, mas o nordestino nunca desiste e recomeça o trabalho na fé de que dessa vez tudo dê certo. Quando a coisa fica muito feia, parte em retirada, mas retorna quando o chão volta a molhar. Mesmo na sequidão, a paisagem desolada não deixa de ser “bonita” nas lentes das máquinas fotográficas, como esta captada pelo jornalista Jeremias Macário no norte da Bahia, onde os mandacarus ainda resistem entre o pedregulho e as secas árvores cinzentas,  cercando o povoado de pobres que insistem em continuar a saga vida