:: 18/fev/2020 . 0:20
ESTACIONAMENTOS EXPLORAM CLIENTES E A SUJEIRA NOS RESTAURANTES
Como os postos de combustíveis de Vitória da Conquista que cobram um dos preços mais altos de todo o estado, com suspeitas de formação de cartel (a CPI da Câmara nada resolveu), assim trabalham também os estacionamentos particulares de veículos da cidade, que cobram taxas exorbitantes por hora, mesmo que o usuário fique apenas cinco minutos ocupando uma vaga.
Estive hoje no Shopping Conquista Sul (raramente vou ali), para resolver um problema e comprar um produto, e tomei um baita de um susto. Paguei R$5,00 e fiquei cerca de 30 minutos. Se ficasse cinco ou dez minutos era a mesma coisa, conforme informação do cobrador.
Foto de José Silva
Considero isso um absurdo e uma falta de consideração para com o cliente, mas o Procon, Ministério Público, o Condecon, a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores e a própria Prefeitura Municipal nada fazem para coibir esta exploração. No Aeroporto Glauber Rocha é um escândalo se pagar R$24,00 por pouco mais de uma hora, como ocorreu comigo.
Aliás, está faltando em Conquista um conjunto de ações por parte dos órgãos que se dizem competentes, para conter essa ganância capitalista selvagem. Quando aqui cheguei, há 29 anos, Conquista era uma cidade bem mais barata e melhor para se viver. Hoje ficou uma cidade de custo muito alto, talvez um dos maiores do interior da Bahia. Não dá mais para pobre morar aqui.
Se não me engano, existe uma lei municipal para que os estacionamentos cobrem preços fracionados, de acordo com o tempo de ocupação na vaga, mas os prestadores desses serviços não obedecem e nem colocam placas com as tabelas por minutos utilizados. É mais uma lei morta, como muitas outras, a exemplo dos 15 minutos nas filas dos bancos, porque não existe fiscalização.
Outra calamidade é a falta de vigilância sanitária em bares e restaurantes. Dia desses estava conversando com uma pessoa que trabalhou, temporariamente, num bar no Bairro Brasil e me contou horrores com relação a sujeiras que acontecem na cozinha do estabelecimento.
Neste local em referência, os empregados (todos irregulares e sem proteção) trabalham em meio a baratas, insetos, vazamento de água, fiação elétrica estragada (até torneiras dão choque) e equipamentos enferrujados.
Tem comidas que ficam até duas semanas nas geladeiras e são servidas aos consumidores. Pela sua precária situação de funcionamento, o bar-restaurante teria que ser fechado imediatamente, se houvesse fiscalização dos poderes públicos.
Antes de sentar para comer num restaurante, principalmente de classe mais popular, peça para conhecer a cozinha. Tenho certeza que você vai sair correndo, se não vomitar ali mesmo. Os banheiros seguem a mesma linha de sujeiras.
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