Quero ser livre como o Condor;

Não seja dor e ódio, seja amor;

Seja semente com a sua mente.

 

Voa, voa mente inteligente!

Voa como no rasgo do falcão,

Cortando a linha do horizonte

Entre o céu azul daquele monte;

Voa mente dessa sofrida gente,

Do nascente ao vermelho poente;

Clareia toda a nossa imaginação.

 

Voa minha mente peregrina,

No meu intrincado pensamento;

Nas asas do gavião e do carcará,

Desta terra guerreira nordestina,

Onde lá vou eu plantando vento,

Para soprar as velas desse tempo,

De volta às raízes do meu luar.

 

Voa, voa mente em seus fragmentos;

Faz-me meditar como aquele monge;

Leva bem pra longe meus tormentos,

Pra o Olimpo da antiga sábia Grécia,

Onde possa desvendar a controvérsia;

Me tira desse caminho curvo escuro,

E ilumina meu presente para o futuro