MUDANÇA NO COMANDO DA TAL
Fundadora da TAL, a produtora Malu Viana Batista assume a Presidência da associação. Ela, que já atuava como diretora executiva da entidade, substitui no cargo o cineasta Orlando Senna, que passa a integrar o Conselho Consultivo da TAL como presidente honorário.
Durante sete anos, Orlando comandou com entusiasmo e sabedoria o trabalho na TAL, em busca da aproximação dos povos latino-americanos por meio do audiovisual. Na nova função, continuará contribuindo para estabelecer pontes no nosso continente, fortalecer as TVs de interesse público e estimular a produção audiovisual de qualidade.
A renovação na Presidência acontece em um momento em que o trabalho da TAL está consolidado. A rede articula hoje mais de 300 associados em todos os países da região e pelo mundo afora, colaborando de forma significativa para estimular, reconhecer e divulgar o audiovisual da América Latina.
Confira abaixo a nota elaborada por Orlando:
Um novo ciclo
Com a agradável sensação de dever cumprido e um doce travo de saudade, deixo de exercer a honrosa função de diretor presidente da TAL-Televisão América Latina. Durante sete anos trabalhei com uma equipe de excelentes profissionais, todos entregues de corpo e alma, com paixão, pelo que fazem, pela missão de manter e ampliar a Rede de Televisões Culturais da América Latina, hoje com mais de 300 associados.
Deixo de exercer a função de diretor presidente por considerar encerrada a etapa de crescimento com a qual havia me comprometido e consciente de que a instituição entra em um novo ciclo, voltado para a otimização de seus processos cooperativos e de seu paradigma de integração latino-americana.
Agradeço o apoio que recebi dos diretores, técnicos e gestores da TAL e dos dirigentes e programadores das emissoras que compõem nossa rede em expansão. Agradeço à instituição pela carinhosa homenagem de nomear-me como presidente honorário do seu Conselho Consultivo. Abraço a todos que conformam o grande contingente da TAL, um abraço continental.
Orlando Senna
FRANCISCO E A REVOLUÇÃO DE TERNURA
Blog Refletor TAL-Televisión América Latina.
Itamar indica artigo de Orlando Senna:
Durante sua viagem a Cuba e Estados Unidos, o papa Francisco tratou de definir a situação caótica da atualidade planetária. Socialmente, politicamente e economicamente caótica. Mencionou a possibilidade ou a ameaça de uma Terceira Guerra Mundial, com todas as letras, e explicitou o papel que lhe cabe como líder religioso: “romper muros, semear a reconciliação, estender pontes” (a palavra Pontífice tem a ver, exatamente, com construção de pontes). Exemplificou o “momento crítico da História” com alguns de seus aspectos dramáticos: exclusão social, migrações gigantescas, ideologias, conflitos religiosos, banalização da vida humana, indústria e comércio de armas, destruição do meio ambiente acelerando fenômenos climáticos de grande dimensão.
Pregou uma redefinição da política longe do campo de confrontos de interesses partidários e pessoais, a política como “expressão da necessidade de viver como um e construir o bem comum”. Pregou a superação de todos os preconceitos e “olhar mais além das aparências e do politicamente correto”, criticou o capitalismo (como faz desde o início de seu papado) e a “resistência à mudança” por parte dos regimes socialistas. Que nome poderia ser dado às mudanças de comportamento e visão de mundo defendidas por Francisco? Em uma de suas homilias em Cuba, juntou dois conceitos marcantes na cultura cubana para expressar uma síntese de sua nova evangelização: “revolução de ternura”. A revolução como necessidade de mudança imediata e o sentimento que seu compatriota Che Guevara adicionou a essa mudança (“sin perder la ternura”).
Nova Desordem Mundial
Francisco tenta enfrentar a crise civilizatória com a potencialização da espiritualidade. Uma crise que está sendo entendida, e é inteligente que assim seja, como uma reta final em direção à anomia, no sentido da ausência de princípios e regras, de uma sociedade global sem padrões de conduta ou submergida em conflitos e contradições entre as normas estabelecidas no passado. Ou seja, desorientação, alienação, perda de identidade, falta de objetivos claros de superação ou reconstrução. Dias atrás, referindo-se ao Brasil mas ampliando o diagnóstico à situação planetária, o deputado Chico Alencar, do PSOL, citou o conceito “interregno” utilizado por Antonio Gramsci: “o velho está morrendo e o novo não pode nascer; nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem”.
A MÍDIA E SUA CRISE DE IDENTIDADE
Hoje no país só se fala de crise econômica, política e moral e se esquece de outros segmentos, instituições e até expressões artísticas da nossa sociedade que vivem no limite da decadência. A educação e a cultura não conseguem retomar o seu fio condutor de conteúdo e de qualidade que deram bons frutos no passado.
Vive-se em tempo de banalização da estética do inútil e do fútil. Trocou-se a ética pela inversão de valores, e o que era anormal virou normal. As famílias se desestruturaram e a disciplina foi banida do cardápio. O corpo aquece nas academias para se afinar, enquanto a mente se atrofia na ausência do pensar e refletir. A lógica racional cede espaço para a desvalorização do ser humano.
Bem, são temas que rendem boas discussões. No entanto, minha matéria-prima específica aqui é sobre a crise de identidade que sofre a nossa mídia, seja a escrita, falada, televisada e a “internetada” nas redes virtuais. Se me permitem fazer algumas classificações adjetivadas, a imprensa atual está desbotada, desfigurada, amassada e perdeu o fio da meada.
Ela também está atravessando momentos de crise ao se acomodar em ser mera repetidora de notícias, a maioria extraída do factual dos boletins oficiais de ocorrências. Sem entrar na questão do monopólio da informação por alguns poucos grupos, não estou me referindo apenas da mídia de papel que se baratinou com o surgimento da internet. Esta também anda desandada e ainda atordoada.
No âmbito da grande mídia, sem apontar os pequenos e alternativos veículos que lutam para sobreviver com parcos recursos humanos e financeiros, de uns tempos para cá foi-se esvaziando a principal função de caçadora, apuradora e investigadora dos fatos para se acomodar como simples repassadora de notícias oficiais.
GOLPE BAIXO
Agora escancarou mesmo! A presidente Dilma não entregou só os anéis, mas os dedos, a cabeça e o resto na negociação de ministérios com o fisiológico PMDB. Mas, quem deu esse golpe abaixo da cintura não foi ela, mas o Lula que acha que ainda está por cima da carne seca.
Não é nenhuma surpresa se Lula sair candidato a presidente da República nas próximas eleições de 2018 com o PMDB na cabeça! Neste país tudo pode acontecer e tudo é possível. Quem na década de 80 diria que o PT se alinharia a Maluf, Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros e companhia?
Com o troca-troca de cargos sob barganha de votos, agora Dilma e o PT passaram de protagonistas para coadjuvantes do poder. Precisa saber se esse golpe vai nocautear mesmo a crise moral, econômica e política. Em toda minha vida nunca vi uma situação tão crítica e vexatória.
Depois dessa, quem está mesmo governando é Lula e o PMDB com Dilma sendo apenas uma porta-voz, ou secretária. Nesse tudo ou nada, um ou o outro pode se afundar de vez. Diante de tamanha tempestade, o serviço meteorológico perdeu a previsibilidade do tempo, se vai esfriar, nevar, chover ou fazer muito sol.
Pena desse tão rico e grandioso país, mais uma vez envolto nesse tsunami, sem contar com um presidente da Câmara Nacional atolado de denúncias de corrupção por todos os lados! Ah, ia me esquecendo do presidente do Senado que também está sendo acusado de roubo. Só resta rezar bastante e apelar para o Papa!
PARA-CHOQUE DE CAMINHÃO
Só para relaxar, veja algumas frases do livro de crônicas “O Mar na Rua Chile”, do poeta e escritor itabunense Cyro de Mattos, publicado em 1999 pela Editus, a editora da Universidade Estadual de Santa Cruz. Para-Choques de caminhões carregam pelas estradas do Brasil frases populares filosóficas, irônicas, engraçadas e temperadas com a sabedoria secular de gerações.
Leia o que o poeta da terra anotou em sua obra para nos deleitarmos:
– Fé em Deus, pé na tábua e nenhuma mágoa.
– Por favor, não me acompanhe que eu não sou novela.
– Livre-me Deus dos amigos, que dos inimigos eu me defendo sozinho.
– Dinheiro é que dá conforto neste mundo torto.
– Sabida é a ovelha que já nasceu de suéter.
– Ontem pavão, hoje espanador, tá ouvindo?
– Que bom se a corrupção desse AIDS.
– Vitamina de chofer é mulher.
– Mulher feia e magra é como escova, só tem osso e cabelo.
– Mulher gorda e parafuso, eu aperto.
– Mulher é como relógio, depois do primeiro defeito, nunca mais anda direito.
– Feliz era Adão e Eva que não tinham sogra nem caminhão.
– Duas coisas matam a gente: Vento pelas costas e sogra pela frente.
– Virgindade é doença? Vacine-se aqui.
– Mulher bonita é como estrada, quanto mais boa, mais perigosa.
– Eu sou fã das escurinhas porque Deus “criou-las”.
– Saudade no jardim é flor, no coração é dor.
– Saudade é aquilo que fica daquilo que não ficou.
– Não sou rico, mas me divirto.
MISTÉRIOS DE UM AEROPORTO
Não bastassem os mistérios, incertezas, encontros e desencontros, as últimas informações envolvendo o novo aeroporto de Vitória da Conquista deixam ainda mais confusas e incertas a construção do terminal de passageiros. Na contramão do anúncio da Prefeitura Municipal, o deputado federal Lúcio Vieira Lima revelou que os recursos da ordem de 20 milhões reais para a referida obra simplesmente não existem.
Como a verba “evaporou”, o empresário José Maria, do movimento “Conquista Voar Mais Alto”, informou que o Governo do Estado decidiu, então, formar uma PPP- Parceria Pública Privada para construir o terminal e outros equipamentos necessários para a conclusão do novo aeroporto que já está com a pista e os acessos prontos para voos, o que significa mais um serviço inacabado no país. Assim fica difícil Conquista Voar Mais Alto.
Outra notícia que corre é que a Governadoria, através da Secretaria de Infraestrutura, estaria negociando a entrada da empresa de aviação Gol para operar no atual aeroporto de Conquista “Otacílio Figueiredo” se somando a Azul e a Passaredo, sobrecarregando mais ainda a precária estrutura da unidade que está mais para um galpão de pouso.
São mistérios de um aeroporto assombrado que se arrastam há mais de dez anos entre reuniões e discussões empresariais e políticas intermináveis. Em tom de ironia, já estão dizendo por aí se tratar do aeroporto do fim do mundo. Enquanto isso, o atual, cheio de transtornos, que chega a paralisar suas atividades no período do inverno, é uma vergonha para a terceira maior cidade da Bahia.
Com a nova pista e os acessos, além da unidade do corpo de bombeiros, já foram gastos mais de 80 milhões de reais sem nenhuma serventia porque nem a licitação para a obra do terminal de passageiros foi divulgada pelo Governo do Estado. Para ser mais preciso, a nova pista dentro do mato está sendo útil para pousos de urubus.
ABSURDOS E INCOERÂNCIAS
Não precisa ir muito longe porque nosso Brasil é um poço de absurdos, contradições e incoerências. Assim vem trilhando há séculos nas leis, medidas e comportamentos. Muita coisa não se diz com receio do patrulhamento ideológico, ou mesmo com o medo de ser xingado e apedrejado como preconceituoso, racista, reacionário, machista ou outro termo rasteiro qualquer.
Depois dos 60 e de já ter apanhado tanto, não mais me incomodam os impropérios e insultos. Absurdos e incoerências andam de mãos dadas. Aqui vou eu a começar pela marcação acirrada aos fumantes, tendo a mídia, que não olha para seu umbigo, como o zagueiro que entra de sola. É proibido fazer propaganda de cigarro, mas de bebidas alcoólicas em geral e de remédios pode à vontade e, além do mais, apelativas. Você já deve saber o motivo da mídia não questionar!
O álcool mata mais que o cigarro e, apesar da fumaça, incomoda menos que um bêbado chato vomitando ao seu lado, sem contar o bafo horrível. É mais chique ultrajar a figura do fumante que está mais exposta pela mídia. E o veneno poluidor das grandes cidades saído dos carros que provoca câncer? Pouco se fala e quase nada se fiscaliza dos veículos velhos e irregulares.
O que seria da criatividade das agências de publicidade se não fossem as lindas pernas e as bundas das mulheres nas propagandas de cervejas? Na Itaipava, por exemplo, não é o produto que é posto à venda. O que atrai o consumidor é a mulher. Nesses casos e outros, quando se fala que a mulher está sendo objeto, o argumento é que se trata de um trabalho digno. Você é que é machista e um porco chauvinista.
Por acaso, existe alguma criminalização e punição para o policial, autoridade qualquer ou funcionário público que desacata o cidadão que, muitas vezes, é agredido verbalmente e fisicamente? O cidadão que paga seu imposto e cumpre com suas obrigações pode ser desacatado e nada acontece. É crime o cidadão desacatar a autoridade, mas vice versa, não!
PONTO DE VISTA
OS ANÉIS PELO DEDO
A presidente Dilma está entregando os anéis para salvar o dedo através de uma acordão (sempre tenho falado dessa manobra) com o PMDB que já tem gente aí traduzindo a sigla como “Partido da Manutenção de Dilma em Brasília” já que o PSDB é o “Partido do Saca Dilma de Brasília” porque o PT está na Perda Total.
A crise não é só política e econômica, mas moral e ética na base do toma lá dá cá (o Ministério da Saúde agora vai para o PMDB) e tome ajuste fiscal e aumento de impostos para o brasileiro pagar. O Congresso Nacional é hoje comandado por dois suspeitos de corrupção na Operação Lava Jato e a turma do PMDB é extremamente fisiológica e conservadora.
Em quem confiar e quem está apto para nos representar no caso de um impeachment? Não temos liderança política. Não temos nomes. Estamos num mato sem cachorro. A quem apelar? Para o Papa? Já estão cogitando enfraquecer o juiz Sérgio Moro que comanda as investigações das roubalheiras das estatais.
A massa é inculta e, para piorar ainda mais a situação, a raiva canina contaminou as manifestações de ruas com gente pedindo até uma intervenção militar no país. Qual via e qual alternativa temos no momento, que nos devolva a esperança perdida?
EXEMPLO A SER SEGUIDO
Você já ouviu algum parlamentar falar em cortar custos do Congresso, de assembleias ou câmaras de vereadores? O negócio deles é arrochar o cinto do povo. São hipócritas quando vão para a televisão cobrar redução das despesas do executivo.
Alguém aí está disposto a seguir o exemplo do deputado federal por Brasília José Antônio Reguffe (PDT) que abriu mão dos salários extras; reduziu sua verba de gabinete, de 23 mil reais para 4,6 mil, e o número de assessores, de 25 para apenas nove?
Ele ainda abriu mão da verba indenizatória, de toda cota de passagens e do auxílio moradia. Sozinho vai economizar aos cofres públicos mais de 2,3 milhões. Se os outros 512 seguissem o exemplo, a economia seria superior a 1,2 bilhão. Sabe quando você vai ver isso? Nunca.
MAIS UMA SESSÃO DO AEROPORTO
Por que os projetos em Vitória da Conquista demoram tanto tempo para serem concretizados e se arrastam por longos anos em debates e sessões que terminam em bla-bla-blá? Será que é falta de coesão, firmeza nas atitudes, organização, mobilização de toda sociedade, e menos diplomacia e mais ação? Será que existe excesso de vaidades e desconexão nas políticas?
O caso mais específico é a construção do novo aeroporto da cidade que já rola mais de dez anos em discussões. As pistas, o prédio do corpo de bombeiros e os acessos estão praticamente concluídos, só que o terminal de passageiros ainda não tem nem edital de licitação, prometido em março de 2015, prorrogado outra vez para o final deste ano, conforme anunciou ontem o diretor de Portos e Aeroportos da Secretaria Estadual de Infraestrutura, Denisson Oliveira, durante sessão especial da Câmara de Vereadores.
Enquanto a novela da licitação não tem um final feliz, o Governo do Estado estampa uma propaganda enganosa anunciando que o aeroporto de Conquista está com toda força, e diz no final; “Conquista merece esta conquista”. Cadê esta conquista, já que a obra agora está prevista para ser inaugurada em 2017? Pode ser em 2018, ou ser mais uma obra inacabada no país, com uma pista perdida no meio do mato.
Acontece que não é só o novo aeroporto que está emperrado. Há dois anos os conquistenses esperam a reforma do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, que também teve uma audiência nesta semana na Câmara. Outro equipamento, de suma importância, é a construção da barragem de abastecimento de água que ninguém mais toca no assunto, principalmente agora que Água Fria I e II estão quase cheias. É bom lembrar que esta iniciativa nasceu na Sudene na década de 60 do século passado.
Em termos de grandes projetos de infraestrutura, Conquista tem sido castigada e está ficando pra trás. Sobre o novo aeroporto já foram gastos mais de 60 milhões de reais e serão investidos mais 26 milhões no terminal. Estes recursos já foram aprovados, segundo o empresário José Maria que está à frente do movimento em defesa do aeroporto, mas falta a licitação.
Diante dos vereadores, dos deputados estaduais Jean Fabrício, José Raimundo e Hezem Gusmão, do federal Waldenor Pereira e com a Casa lotada, José Maria fez um relato histórico desde que se iniciou o movimento há dez anos. Para André Cairo, que se apresentou como tribuno romano, o Movimento Contra a Morte Prematura já tratava da questão desde 1990, portanto há 25 anos.
Sem entrar neste aspecto de quem é o pai da criança, o mais lamentável é que a terceira maior cidade da Bahia, com mais de 300 mil habitantes, não tem um aeroporto decente. O atual está mais para galpão de pouso apertado que deveria ser interditado nos períodos de inverno devido os cancelamentos diários de voos e os transtornos causados para os passageiros que são desrespeitados pelas companhias operadoras.
Identificados com o município e a região, temos três deputados (um federal), mas não estão afinados diretamente com o pensamento e a política do executivo local. O que não pode é cada um trabalhar por si, sem o sentido de equipe para pressionar os governos estadual e federal. Outro ponto que entendo ser relevante é que a mobilização não pode ser apenas local, mas estadual, em Salvador, e nacional (Brasília) através das grandes entidades empresariais, sindicatos e a mídia.
É preciso também que o movimento faça a sociedade entender que a implantação de um aeroporto moderno não é coisa apenas para servir aos ricos, mas é um benefício que vai atingir todas as camadas sociais. As entidades e todos os segmentos da sociedade têm que entender que é necessário investir profissionalmente nesta mobilização da comunidade.
OS INIMIGOS DAS REFORMAS
Na pátria roubadora, ou arrombadora dos cofres públicos, a transferência da conta é sempre para a sociedade.
Enrolam, enrolam para nos dar o mesmo prato insosso de feijão com arroz e alguma pitada de pimenta para disfarçar. É sempre assim em vésperas de eleições, e as reformas aguardadas pela população no anseio de que ocorram votações limpas não saem. No momento atual, o maior inimigo do Brasil é o Congresso Nacional (Senado e Câmara) onde não existe mais divisão entre bons e maus, bonitos e feios. No geral, todos são maus e feios.
Há muito tempo que a elite política lá do Alto do Planalto não teme a voz da opinião pública, nem tampouco as manifestações disformes. Quando a coisa aperta, é só dar um freio de arrumação e a lotação espremida pelo bruto sistema continua a mesma. Embromam pra lá e pra cá e no fim não sai reforma nenhuma eleitoral que corte a cabeça do monstro da corrupção.
As empresas no papel de mercenárias vão continuar financiando campanhas com outro jeitinho à brasileira, agora diretamente aos partidos que vão se virar quadrilhas. A prestação dos valores será em 72 horas depois das “doações”, ou melhor, dos empréstimos. Os programas nas rádios e emissoras de televisão terão menos tempo e outras “coisitas” mais que não vão ameaçar suas permanências vitalícias no poder. Floreiam e adocicam a pílula do sono da morte.
Todos festejam com pizzas e churrascos, inclusive o Superior Tribunal Eleitoral, dando uma chamuscada no eleitor, dizendo que agora ele vai ter mais condições e transparência para escolher seu candidato. Todos acreditam na anedota e repetem a papagaiada de sempre, de que o voto é o maior ato de cidadania, de muita importância para mudar o Brasil. A grande maioria é fisgada pela isca de plástico dourado.



















