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:: ‘Notícias’

FRAUDES NAS ELEIÇÕES DA VENEZUELA E A POSIÇÃO DO GOVERNO BRASILEIRO

Não se trata de dizer que é uma questão política do capitalismo ocidental que não aceita mais um socialismo na América do Sul. As fraudes nas eleições da Venezuela, segundo observadores, já vêm ocorrendo há muito tempo, com um Maduro podre que não cai porque tem nas mãos toda Justiça e as forças armadas, manipuladas através das benesses, mordomias e privilégios. Ninguém estabelece uma ditadura, seja de direita ou esquerda, apenas na base do discurso e do papo.

O presidente Lula criticou algumas declarações ditatoriais do Maduro de que iria haver um banho de sangue caso ele perdesse. Isso já poderia constituir crime eleitoral e ameaça à democracia. No mesmo tom, ele negou a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro, por ironia se juntando ao ex-presidente Capitão Bozó.

Agora o Lula passa uma vaselina, ou óleo de peroba, contemporizando o processo e ainda dizendo que tudo foi normal. Será que o Maduro se aliou ao Bozó e vice-versa? Vejo tudo como uma loucura! O Maduro fica repetindo que vai mostrar as atas eleitorais e, com isso, vai ganhando tempo. Por que não divulga logo?

Outra ação, de certo modo sofista do Lula, é que está esperando a apresentação das atas eleitorais para reconhecer o Governo da Venezuela, e aí é só a oposição recorrer à Justiça. Faltou o repórter ou a repórter indagar se essa Justiça de lá é independente quando o próprio procurador geral e o Conselho Nacional Eleitoral estão nas mãos de Maduro, sem falar no Supremo.

Não estou aqui defendendo as tramoias e intervenções territoriais do capitalismo maldito ocidental dos Estados Unidos e de países europeus, mas qual moral têm o Putin, da Rússia, o Xijimpin, da China e o Aiatolá, do Irã, sem deixar de citar Cuba, para apoiarem o Maduro, se todos adotam a ditadura para manterem a opressão do o poder?

O Putin sempre foi suspeito de fraudes e mandou matar seu grande opositor. Na China, o sistema eleitoral é por via indireta de uma assembleia, bem como em Cuba. Que eu saiba, não são democracias. Isso é a verdade incontestável. Defendo o socialismo democrático e humano, como já existe em alguns países europeus através da democracia social.

Existe nessa questão um emaranhado e um conjunto de ideias contraditórias e paradoxais, numa mistura maluca de direita e de esquerda, ambas de cunho ditatorial. Não dá mais para aceitar as ditaduras que oprimem e massacram o povo com a força das armas.

No caso específico da Venezuela, com sua economia destroçada, inflação nas alturas e uma pobreza que alcança o índice de até 60% da população, não dá para dizer que tudo foi tranquilo, como expressou o Lula, ademais levando em consideração que a máquina governamental atuou escandalosamente desde o início do processo eleitoral. Depois vieram as revoltas, inclusive nos redutos chavistas mais pobres. Sou socialista, mas sem sujeiras e ditaduras para se ter o poder.

O Partido do PT soltou uma nota de apoio, declarando que tudo ocorreu de forma democrática e soberana. Lamentavelmente, o PT continua cometendo os mesmos erros do passado. Isso não foi nada bom numa véspera de eleições municipais onde o país está polarizado, e a extrema direita só faz avançar com um povo sem consciência política que deixa muito a desejar em termos de esclarecimentos.

É um cenário confuso, cheio de controvérsias e sofismos, sem falar nas fake news trazidas pelos ventos do sul e do norte. Por que o Maduro não publicou logo as atas eleitorais, deixando para depois das revoltas e prisões? A realidade é que isso cheira mal, do tipo manipulação e fraude, não que eu esteja colocando este ponto de vista como verdadeiro.

Tudo é uma questão geopolítica onde a democracia é a maior vítima, e logo o Brasil que sofreu uma tentativa de golpe em oito de janeiro do ano passado! Sobre o que está ocorrendo na Venezuela, será que todos noticiários mentem quando se divulga a expulsão de observadores internacionais, os esquemas de Maduro para ganhar o pleito e a situação em que vive o próprio país com os milhões de refugiados pelo mundo?

Tem muita coisa suja nesta história que a própria história um dia vai nos contar nos livros que falam dos tiranos e tiranetes da América Latina. Nessa história, os militares sempre estão com suas mãos enlameadas de sangue em troca de muito dinheiro e privilégios.

 

UM COMPROMISSO PARA COM A CULTURA

Esse assunto tem sido muito debatido por mim aqui em nosso canal e em eventos diversos. Até entendo que deveria estar na ordem do dia porque é de suma importância para nossa terceira maior cidade da Bahia com mais de 300 mil habitantes. A verdade é que a nossa cultura foi enterrada pela administração atual, sem rituais fúnebres.

O candidato da oposição nestas eleições tem que ter um compromisso forte em seu programa de governo para com a nossa cultura, não apenas uma referência secundária, para dizer que não falou no tema. Existe uma expectativa muito grande por parte dos artistas em geral, dos intelectuais e da população quanto ao resgate da nossa cultura.

Por dois anos, de 2021 a 2023, fui presidente do Conselho Municipal de Cultura e sei muito bem das carências e das necessidades urgentes para colocar a cultura em seu devido lugar de antes, à altura de Vitória da Conquista que, por muito tempo, viveu sua efervescência cultura nos anos 50, 60 e 70.

Muitos quando falam do tema em encontros e reuniões costumam sempre citar os nomes de Glauber Rocha, Eliomar Brasil, Elomar Figueira e tantos outros para justificar que aqui é a capital da cultura, mas não podemos ficar preso a este passado, porque na atualidade, Conquista deixa muito a desejar em termos de cultura. O que sobrou foi apenas a fama.

Pelo porte e tamanho de Conquista, é uma vergonha que a nossa cultura praticamente se resume em dois calendários, o São João, que foi descaracterizado, e o Natal, que está até deixou de existir em alguns anos.

Por incrível que pareça, não temos um Plano Municipal de Cultura, aprovado pela Câmara de Vereadores e que se torne lei obrigatória para cumprimento do executivo. Esse Plano, com uma Fundação, seria um norteador de rumos e diretrizes para uma política séria para a nossa cultura, com a realização de festivais e outras tantas atividades, especialmente de inclusão da nossa juventude em várias linguagens artísticas do conhecimento e do saber.

Outra questão de urgência para o novo governo, dentro do seu programa, é providenciar, de imediato, a reforma e a abertura dos equipamentos culturais do Teatro Carlos Jheovah, fechado desde a pandemia, o Cine Madrigal onde pode ser transformado num cineteatro, e a Casa Glauber Rocha, na rua Dos de Julho, que está sendo destruída pelo tempo, podendo ser uma cinemateca e projetos audiovisuais.

Durante nosso mandato no Conselho de Cultura lutamos pela elaboração e aprovação do Plano e a abertura desses locais, inclusive tivemos uma audiência com a prefeita, mas nada foi feito, a não ser promessas.

Os artistas (música, dança, teatro e outras linguagens) estão sem um local apropriado para realizar seus ensaios e fazer suas apresentações e espetáculos para o povo. Eles estão recorrendo ao Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, do estado, que está com sua demanda cheia para agendar os pedidos.

Existem outras questões para estruturar e resgatar nossa cultura, mas estes são os pontos chaves para atacar e colocar nosso setor no local que merece. Outro problema é a criação do projeto do Museu Cajaíba, cujas obras do artista estão se acabando no alto da Serra do Periperi.

Temos ainda outros itens a serem tratados, como a questão da preservação do nosso patrimônio arquitetônico que foi destruído ao longo da nossa história. O que resta precisa ser preservado. É imprescindível reativar o núcleo que cuidava dessa área.

Revitalizar nossa capoeira; criação da Casa dos Conselheiros; tombar antigos e tradicionais terreiros de candomblé (são cerca de 100 em Conquista); estruturar os ternos de reis e outras expressões da nossa cultura popular também devem fazer parte do programa de governo da oposição.

Está na hora de colocar a cultura no seu devido patamar e ser lembrada durante toda campanha como compromisso de trabalho. Nas outras campanhas para prefeito, pouco ou quase nada se debateu sobre a nossa cultura, sempre colocada na mesa dos prefeitos como um simples jarro de decoração. Alguns chegam a dizer que cultura não dá voto, mas deixam de olhar o outro lado de que também pode tirar.

 

 

E SE A MORTE TIVESSE UM PRAZO?

Um assunto que pouco se fala nas rodas de amigos é sobre a morte, só quando rola uma questão filosófica no meio ou sobre alguém conhecido que veio a falecer. Ela está também na literatura na figura de uma caveira ou como uma vilã da nossa existência.

A vida é bem mais louvada e quase todos preferem dizer que ela é bela e quem dela fala mal é tido como gente amargurada, frustrada, depressiva e carrega consigo uma energia negativa. Os gananciosos, corruptos e ambiciosos que só pensam em juntar mais e mais dinheiro esquecem até que ela existe.

Costumo afirmar que quando nascemos já trazemos a morte debaixo do braço, quer queira ou não, mas procuramos evitar comentários sobre ela e mais sobre viver a vida. No entanto, numa dessas prosas, uma pessoa veio de lá e me indagou: E se cada um tivesse um prazo para morrer?

Primeiro, achei uma ideia bem maluca; fiz uma viagem no tempo e como seria o comportamento da humanidade. Segundo, haveria um protesto e revolta geral porque uns iria se sentir menos privilegiados que outros que iriam viver mais. Terceiro, a violência e as matanças seriam bem maiores.

Imaginou a pessoa saber que aos 50 anos acabaria sua vida? Quando faltasse meses, semanas ou dias, a angústia tomaria conta e ela, ou ele, sairia por aí assassinando gente aleatoriamente porque nem estaria para punição de cadeia ou mesmo pena de morte.

Isso de a morte ter prazo definido remete infinitas elucubrações sobre crianças ainda bebês que morrem de doenças incuráveis estranhas ou de fome, sobre as mortes não maturais, como acidentes, guerras e até suicídios.

Essa morte, então, seria uma espécie de deus que teria que controlar tudo isso, carimbando cada nascido. E como ficaria quem tivesse menos e mais? Haveria religiões, e se houvesse, o que diriam sobre essas sentenças? As pessoas teriam interesse em deixar algum legado em termos de riqueza, cultura, conhecimento e saber para os outros? As perguntas são as mais variadas.

Se você for queimar os neurônios sobre essa loucura, melhor deixar como está, assim mesmo misteriosa, traiçoeira, macabra e que praticamente ninguém quer ver a cara dela. Existem aqueles que até têm o poder de enganá-la e adiar o dia.

Já que é assim, com esse negócio de prazo, eu também deixo a minha loucura: E se ela não existisse, como seria a humanidade na terra? Fim de papo, porque o assunto dá muito pano para manga e me veio à mente o nosso “maluco beleza”.

PSIQUIATRIA: A CURA PELO CANDOMBLÉ (1)

(Chico Ribeiro Neto)

Esse é o título da matéria que fiz para a revista “Manchete”, publicada em 07/03/1976, número 1.250, com fotos de Artur Ikissima e do arquivo da revista. Aqui, o médico Álvaro Rubim de Pinho, ex-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria e professor titular de psiquiatria na Universidade Federal da Bahia, afirma: “De um modo geral, o médico apresenta uma tendência para supervalorizar o caráter de onipotência e infalibilidade de sua profissão, quando na realidade deveria ficar mais aberto, sobretudo no caso de desequilíbrios que afetam a mente, para poder avaliar com exatidão a influência real dos recursos religiosos”.

Diante da atualidade do tema, reproduzo essa matéria, cuja primeira parte está postada hoje:

“Em todas as regiões do Brasil, os terreiros de candomblé, os centros espíritas ou mesmo algumas tendas de caboclos sempre receberam com frequência a visita de pacientes atacados das faculdades mentais. Até pouco tempo, as famílias um pouco mais abastadas que levavam seus doentes hospitalizados em clínicas psiquiátricas aos pais-de-santo, nos dias de folga, procuravam esconder esta apelação dos médicos e dos amigos. Na realidade, todos os iniciados tinham pleno conhecimento dessas práticas. Mas todo mundo concordava em manter os fatos em segredo.

Há cerca de 10 anos, o médico baiano Álvaro Rubim de Pinho, ex-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria e professor titular de psiquiatria na Universidade Federal da Bahia, decidiu romper a cumplicidade do silêncio e tornar públicas tais práticas. Rubim de Pinho se recusa a aceitar a qualificação de pioneiro no assunto. Explica que, antes dele, três grandes figuras já se haviam interessado de perto por estes estudos: Nina Rodrigues, Artur Ramos e Estácio de Lima. As pesquisas de Rubim de Pinho têm sido apresentadas em congressos médicos de nível internacional, e, apesar da hostilidade inicial de alguns psiquiatras da escola ultra-racional, a própria Organização Mundial da Saúde já tomou consciência da “utilidade social de certos tipos de curandeiros no tratamento das doenças mentais”.

Rubim de Pinho parte dos fatos concretos: no Brasil, quando um indivíduo acusa um desequilíbrio mental grave, é muito mais comum do que se poderia pensar o recurso a uma estranha simultaneidade de terapias. A família confia o doente ao psiquiatra, mas, ao mesmo tempo, procura consultar o médium espírita mais famoso ou uma mãe-de-santo conhecida.

O médico, segundo Rubim de Pinho, não pode desconhecer essa psiquiatria folclórica. “É necessário distinguir, no quadro clínico, o que é patogênico daquilo que é patoplástico, sabendo compreender, nesse conjunto, os elementos espirituais valorizados pelas seitas.”

De um modo geral, afirma o professor, o médico apresenta uma tendência para supervalorizar o caráter de onipotência e infalibilidade de sua profissão, quando na realidade deveria ficar mais aberto, sobretudo no caso de desequilíbrios que afetam a mente, para poder avaliar com exatidão a influência real dos recursos religiosos.

É interessante conhecer a opinião das mães-de-santo a respeito do assunto. Olga de Alaketu, senhora de um dos terreiros de candomblé mais célebres da Bahia, coloca o problema em termos bastante simples, mas que, no fundo, apresentam grande interesse para um estudo científico.

“Quando o problema é puramente nervoso”, diz ela, “aí só o médico pode resolver. Mas quando se trata de negócio de espírito, isto é, de entidades perturbadoras que penetram na vida do indivíduo, aí não existe médico no mundo que dê jeito. Aquele nervoso aparente não é nervoso; é coisa espiritual que só se resolve no terreiro”.

Mãe Olga revela que já curou dezenas de casos de doenças do espírito. “Em primeiro lugar, quando a pessoa chega às minhas mãos, vou trabalhar para procurar sentir aquilo de que ela está mais precisando. Trato o doente com muito carinho e, se for o caso, até guardo a pessoa em minha casa o tempo necessário”.

Olga explica que, durante as sessões de tratamento, fica observando os momentos de “volta da consciência”, para poder fazer com que o paciente recobre o mais possível essa consciência “sem agitação e sem aperreio”.

Ela acaba sempre descobrindo qual é a entidade sobrenatural (espírito) que está perturbando o indivíduo. Nesta fase, às vezes é necessário recorrer a um ebó, isto é, trabalho de despacho que comporta sacrifício de aves, oferenda de farofa de azeite de dendê, charutos, pipocas e velas, colocados em certos locais especialmente indicados para o ritual, sobretudo as encruzilhadas.

Olga de Alaketu cita um exemplo recente: “Há algum tempo chegou a minha casa uma moça de 17 anos atacada de histeria. Na casa dela, dava ataques frequentes, durante os quais ficava dura e se urinava todinha. Ela chegou no terreiro levada pelo psiquiatra, acompanhada de seu pai e de um tio. Ficou sendo tratada ao mesmo tempo pelo psiquiatra e por mim. O médico curou de um lado e eu, do outro, amansei a entidade. Esta moça hoje vive tranquila em sua casa, nunca mais teve ataques e já retomou até os estudos”.

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

 

 

 

 

 

PESSOAS QUE FALAM DEMAIS…

 

Em lançamentos de livros, homenagens, solenidades e eventos políticos, principalmente, sempre existem aquelas pessoas carimbadas que quando são chamadas a se pronunciar uns começam a cochichar nos ouvidos dos outros:

– “Agora você pode tirar uma cochilada ou ir tomar umas no bar mais próximo e voltar depois que ainda está no meio do discurso”.

Sobre uma pessoa conhecida que batia o recorde no falatório, um amigo soltou essa um tanto exagerada:

– Cara, se você quiser pode ir ao motel com a mulher, fazer aquela brincadeira numa boa, sem pressa, e retorna ao recinto para ouvir a outra metade da explanação, isto se você ainda conseguir aturar.

Pois é, para essa gente que fala demais com rodeios e detalhes, inclusive numa conversa chata, muitas vezes recheada de elogios e bajulações, deveria haver um aparelho denominado de desconfiometro para dar um sinal de alerta de tolerância após um determinado tempo.

Seria, ao meu modo de ver, uma grande invenção, útil para quem está falando e também para a plateia que começa a se remexer nas cadeiras, abrir a boca ou ficar no celular, ao mesmo tempo rezando para quem está lá na frente fechar a boca e dizer: “Muito obrigado a todos por me suportar”. Agora, imagine isso para as pessoas idosas!

Eu, às vezes, faço o “mea culpa” quando dou uma esticada na fala e não percebo, mas sou repreendido pela mulher ou um amigo mais próximo. Tento argumentar que foram somente 10 minutos quando ultrapassei os 20. Estou procurando me policiar nessas ocasiões.

Falar muito tempo é até uma falta de respeito para quem está ali em pé ou sentado escutando. O falador só vê o seu lado. Quando alguém assim procede, lembro logo do cubano Fidel Castro que ficava oito, dez ou mais horas discursando numa praça para seus súditos, numa espécie de lavagem cerebral.

Nessa mesma linha, os falastrões nos fazem também fazer comparações com os pastores evangélicos que passam horas com a bíblia na mão esconjurando o satanás e convencendo os fiéis a darem o dízimo se não quiserem ir para o inferno. Usam o diabo como maior arma de convencimento.

Em todos os lugares existem sempre aqueles que são os terrores quando pegam um microfone numa solenidade, e coisa são os políticos em comícios. Para quem gosta, estamos entrando na temporada das eleições onde os candidatos costumam sair roucos de seus falatórios para conseguir seus votos.

 

 

A CAMPANHA DO PT TEM QUE FOCAR SUAS AÇÕES EM OUTRAS CAMADAS SOCIAIS

Não vejo muito sentido essas reuniões, encontros e realização de eventos voltados, em grande parte, para as entidades e militantes que são da esquerda, isto é, grupos de eleitores que já estão definidos em quem vão votar. No início serve como motivação e estratégias de trabalho no sentido de multiplicar a militância.

Outra coisa é acreditar que a vinda do presidente Lula, de Jaques Wagner, Ruy Costa, do governador Jerônimo e outros caciques do partido a Vitória da Conquista é decisiva para ganhar a eleição municipal. Dão mais brilho, força e visibilidade, mas é preciso que o povo chegue junto nesse apoio.

Hoje nós temos um país totalmente polarizado e dividido politicamente, basta observar as pesquisas de aprovação do atual Governo Lula com as de 2010, se não me engano, quando deixou a presidência com cerca de 80% de aceitação. De lá para cá muitas coisas aconteceram no país que mudaram o cenário de intenção de voto.

Não estou dizendo com isso que suas vindas não sejam importantes para reforçar a campanha, mas temos que ser realistas de que o atual Governo de Lula não tem mais aquela aprovação dos anos 2000 quando sua presença e de seus companheiros atraiam multidões de novos eleitores e até decidiam eleições.

As coisas mudaram muito dos anos 2013 para cá com aqueles movimentos e protestos de rua que criaram os monstros, como o    “Bozó” e seus seguidores, fortalecendo a extrema direita. Não se pode mais pensar que tendo o Lula lá como presidente da República e o Jerônimo aqui no Governo da Bahia vão decidir o pleito no executivo municipal que é diferente da nacional.

As realidades atuais são bem distintas. A direita e a extrema avançaram muito no campo popular, inclusive utilizando métodos ilícitos e promíscuos de forma agressiva, com suas fake news. Por sua vez, a esquerda murchou e cedeu muito espaço quando deixou de atuar mais ativamente em suas bases, como se fazia no passado.

O PT e suas coligações de esquerda não podem subestimar os adversários e acharem que tendo Lula e o Governo do Estado serão imbatíveis. É preciso focar e centrar fogo nos eleitores de centro, na juventude de estudantes, nas associações e entidades de classe, tanto nas áreas urbana como rural.

Numa carreata, caminhada ou comício, não basta apenas a participação dos militantes dos partidos e de movimentos de esquerda. Tem que arrastar o povo que está do outro lado, aquele que foi esquecido lá atrás.

Na minha simples e modesta leitura, o PT conquistense criou uma comissão e uma coordenação de campanha quase toda de notáveis professores da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e outros intelectuais, quando deveria ter mais gente representante do povo. É a minha avaliação que até pode estar equivocada.

Já ouvi falar por aí que é o núcleo duro da Uesb, e isso não é nada bom. Deu certo lá no passado. Os tempos são outros e é preciso renovar para ganhar. Seria salutar incluir gente nova nesses grupos, com menos teoria e mais prática, com programas mais claros e objetivos de fácil compreensão. Tem que falar a língua do nosso povo.

A verdade é que o pré-candidato, ou candidato Waldenor Pereira, ainda é um ilustre desconhecido das periferias e da população do campo, apesar de deputado estadual e federal por vários mandatos. É necessário que se faça um trabalho mais massivo de popularização, do tipo corpo a corpo como antigamente.

Bem, quem sou eu para estar aqui dando pitaco político em campanha, se existem marqueteiros e sábios professores que pensam totalmente diferente de mim! Só acho que se deve correr atrás de outros eleitores que estão mais para eleger o outro lado de lá. Nessa comissão e coordenação deveriam ter jovens estudantes, artistas, trabalhadores e líderes de associações e entidades.

NAS SALAS DOS PACIENTES

ESSES PROFISSIONAIS DA MEDICINA, RECEPCIONISTAS E DA ÁREA DE SAÚDE EM GERAL DEVERIAM SER CHAMADOS DE PACIENTES, E OS DOENTES DE IMPACIENTES. TEM COISAS QUE NÃO CONSIGO ASSIMILAR.

O termo paciente dado às pessoas que ficam numa sala à espera de uma consulta médica; fazer ou receber os resultados de exames, seja através do SUS ou particular, deveria ser impaciente. Numa clínica ou numa unidade hospitalar, o ambiente é tedioso, sombrio e estressante, para não falar de medo, principalmente nos consultórios odontológicos, ouvindo aquele chiado da máquina de triturar dentes. Pior ainda é uma cirurgia na boca.  Eu que o diga.

Nunca entendi esse negócio de paciente. A impressão é que essa gente da área de saúde que assim nos classifica teve a intenção de tripudiar e gozar com nossas caras. Nessas salas, fica um olhando para o outro com ar de impaciente e na expectativa da sua hora de ser chamado. O tempo parece parar.

O paciente, ou impaciente, fica naquela ansiedade danada da sua vez, principalmente quando é na base das senhas, caso das centrais de marcação do setor público. Os hipocondríacos tocam a falar como matracas, justamente de doenças, ao invés de um papo mais ameno e descontraído. Deveria existir uma lei proibindo conversar sobre esse assunto nas salas de pacientes, ou impacientes.

Você já procurou observar sobre a prosa que mais rola nessas salas de postos de saúde pública, hospitais e nas clínicas privadas, sobretudo entre aqueles (as) de idade mais avançada? Claro que existe grande diferença dos lugares (saúde pública e privada) em termos de atendimento e conforto, mas as conversas são quase todas comuns, tanto num como no outro. Ai, lá vem a questão das classes sociais, tão desiguais em tudo.

No setor privado, o idoso (a) já chega logo distribuindo suas queixas para a recepcionista ou o recepcionista, antes de entrar no consultório. É um rosário de lamúrias, e coisa é com o médico ou a médica lá dentro.

– Oh, minha filha (o) eu não lhe conto, estou aqui com dores em todo corpo. Dói aqui, dói acolá, e ontem não consegui dormir de noite, levantando e me revirando na cama, sempre indo ao banheiro para fazer xixi. Quase não consegui me levantar. Só na madrugada tirei uns cochilos leves.

Tem paciente que o atendente já conhece sua vida toda, de cabo a rabo, e ao entrar pensa logo consigo: “Ih, lá vem aquele chato (a) mala com suas histórias intermináveis! Haja paciência para aturar!”

No SUS não existe muito isso porque os atendentes ficam num balcão ou guichê com um monte de fichas burocráticas na mão e pouco dão atenção aos pobres coitados. Tratam com estupidez e são mal-encarados, com raras exceções.

O médico chega atrasado e é rápido na consulta, coisa de cinco, dez ou quinze minutos. Estou sendo até condescendente. Existem alguns mais conscientes do seu dever, mas são poucos. O papo é entre os pacientes, ou impacientes, mesmo naquelas cadeiras duras, sem ar-condicionado, ao contrário das salas da saúde privada.

Nas salas privadas tem aquela televisão ligada num só canal com aqueles programas horríveis. Uns ficam assistindo e, ao mesmo tempo, falando de doenças. Outro com o celular na mão o tempo todo e ninguém com um livro, só no meu caso quando vou a uma consulta. Confesso que me sinto como um estranho maluco naquele ambiente, fechado até as tampas.

O hipocondríaco sabe de tudo e anda com um monte de remédios na bolsa para todo tipo de dor. Conheci uma mulher que tinha medicação para tudo, de dor de cabeça a do dedo da mão ou do pé. Coitada, morreu entrevada de tanto tomar remédios!

Confesso até que sou um expert nesse negócio de paciente, ou impaciente em salas médicas. Lembro do tempo que estava fazendo tratamento contra a hepatite C e tomava medicações fortes do tipo Interferon na veia (acho que é o nome certo) que deixava a gente nervoso nos finais de semana e até levava a surtos psicóticos.

Sempre levava e ainda levo meu livro para ler, com cara emburrada, para não falar com ninguém, mas escutava e escuto tudo. Cada um com seu problema de sofrimento para narrar.

Lembro de uma mulher contar para os outros ao lado que, por causa dos remédios fortes, deu um surto de nervosa e quebrou tudo dentro de casa. Me achava um esquisito extraterrestre. Aquela conversa me deixava mais nervoso.

Mesmo com o livro na mão, aparecia alguém querendo entabular um papo, talvez por piedade e compaixão em me ver ali isolado, só lendo, sem interagir com os outros pacientes-impacientes.

– E aí, qual vai ser sua hora com o médico? Como está se sentindo com o tratamento? Para mim está sendo uma barra pesada, cara! Você é mesmo daqui de Conquista? E tome perguntas. Respondia monosolabicamente com ar de que não estava a fim de prosa. A pessoa se recolhia e devia me esconjurar todo em sua mente:

– “Que sujeito mal-educado. Deve ser um revoltado, egoísta, antissocial e fica aí se achando melhor que os outros com esse livro e jeito de intelectual metido a merda. Em mim era aquela agonia e tormento, não vendo a hora do médico me chamar na sala de pacientes, ou impacientes.

 

 

VOCÊ ME EMPRESTA ESSE LIVRO?

(Chico Ribeiro Neto)

“Quando a gente gosta, a gente começa emprestando um livro, depois um casaco, um guarda-chuva, até que somos mais emprestados do que devolvidos. Gostar é não devolver, é se endividar de lembranças” (Fabrício Carpinejar).

“Ela nunca me devolveu “O Pequeno Príncipe”. “O essencial é invisível para os olhos”.

A última vez em que vi o grande jornalista baiano Jorginho Ramos (que nos deixou em abril deste ano) foi na saída do Bom Preço do Chame-Chame. Ele, que era diretor da biblioteca do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, me convidou para ir lá. Falei que iria ao IGHB para conhecer os livros raros. Não deu tempo. Falamos também do saudoso historiador Cid Teixeira e Jorginho lembrou uma frase dele: “Burro não é quem empresta o livro; burro é quem devolve”.

– Você me empresta esse livro? Prometo lhe devolver em 15 dias, no máximo. (Já se vão 8 anos).

Um amigo tinha um recibo impresso (tipo de biblioteca) onde constavam nome do livro, de quem pegou emprestado e a data de devolução.

“Livro de empresta

Se vai não volta

Se volta não presta

Triste do livro que se empresta!” (Tarcísio Araújo).

“Quem empresta, nem para si presta” (ditado popular).

Tem gente que não pega o livro emprestado, rouba mesmo. Um colega do Colégio Central, na década de 60, roubava livros na antiga Civilização Brasileira, na Rua da Ajuda, em Salvador. Na hora em que a livraria estava com muito movimento, ele pegava um livro numa mesa que ficava pelo meio, entre as estantes, folheava-o com toda a calma, como quem lê o prefácio, assinava o nome rapidamente na primeira página e colocava o livro na mochila. Caso fosse apanhado no flagra ele reagiria: “O livro é meu, veja que já está assinado!” Nesse dia em que o acompanhei, deu tudo certo, mas fiquei apenas de olheiro. Acho que Deus deve perdoar quem rouba livros para ler.

Outro amigo costumava surrupiar livros da Biblioteca Pública do Estado, mas não sei qual era a tática. Por falar em biblioteca, o jornalista Alberto Oliveira resolveu recentemente doar cerca de mil livros, alguns raros. Diz ele: “Não vi destino melhor que uma biblioteca pública. Fui à Juracy Magalhães, no Rio Vermelho. Fizeram-me uma exigência: enviar, por email, uma lista de todos os livros, fotografando-os um a um, para que pudessem decidir se aceitam a doação. É evidente que não insistirei em levar livros a quem, aparentemente, deles não precisa”.

As pessoas também emprestam dinheiro, mais difícil de devolver do que o livro.

“Antes de emprestar dinheiro a alguém, verifique de qual dos dois você gosta mais” (ditado popular).

“Um banco é um lugar que te empresta dinheiro se conseguires provar que não necessitas dele” (Bob Hope).

Vamos emprestar mais beleza à nossa alma. Tomara que ela não devolva.

(Veja crônicas anteriores em leiamaisba.com.br)

 

OS MORCEGOS, INIMIGOS DA LUZ

– Hei, turma! Vamos embora que está vinda aí a nossa inimiga luz do amanhecer! – gritou o chefe do bando dos morcegos que estavam se alimentando de frutas, insetos, do néctar das flores e alguns do sangue de bois, cavalos e aves.

– Hum, pera aí que ainda estamos terminando nossas refeições para passarmos o dia abastecidos lá na nossa caverna mística! Somos apenas sensíveis à luz -responderam os mais famintos.

– Eh, mas nosso grupo aqui está vivendo em árvores, forros de casas, garagens e outros pontos escuros – falou de lá o morcegão, explicando que o grupo fica escondido e bem disfarçado por causa dos humanos medrosos.

Por fim, cada um foi para seus pontos prediletos e antes de começar a dormir deram início a um converseiro de morcego, cada um a contar suas histórias da noite. Sempre existem aqueles mais falastrões, revoltados e queixosos.

– Dizem que existimos há 50 milhões de anos e até que o nosso ancestral é o camelo. Loucura! Pode isso? Outros que somos vampiros chupadores de sangue. Nos discriminam como bichos horríveis, nojentos e feios. Todo mundo tem pavor da gente e nem sabem que também somos importantes para o meio ambiente e temos ecolocalização noturna – ressaltou um deles, dando o ar de líder sabichão.

– Êta que o companheiro aí agora falou bonito! – respondeu um amigo de lá que também compartilhava de seus protestos. É, até nos culparam do vírus da Covid-19, vindo lá dos nossos viventes chineses! Pode isso? São uns caluniadores e difamadores!

– Não conhece essa corja que somos símbolos de coragem e força e que inspiramos os humanos a enfrentar seus medos. Sabem que nos usam como lendas desde os tempos antigos? Podíamos nos unir para cobrar nossos direitos de imagem – falou o pensador e conhecedor das leis.

– Êpa, lá vem o revolucionário. Explica isso aí melhor, porque não entendi foi nada. Só sei que sou um morcego desprezível herbívora, mas tem o camarada aqui que é carnívoro e até come peixe. Temos é que brigar e nos livrar das corujas e dos gaviões, nossos maiores predadores. Se dermos bandeira nos levam em seus bicos.

– É que você é ignorante e não tem conhecimento que o tal do Drácula, lá pelos anos 1897, e o Batman norte-americano usam nossas imagens e ganham os tubos de dinheiro. Nós não levamos nada com isso, só preconceito – replicou.

– Um sai do seu assombroso castelo, lá na Pensilvânia, para apavorar e sugar o sangue dos humanos, e o outro da sua caverna com a onda propagandista de superioridade de combater o mal. Os dois estão bilionários usando nossas figuras em filmes – acrescentou em tom de raiva.

Pulou de lá o morcego hematófago brasileiro e foi logo afirmando que esse papo de reivindicação e desagravo não ia levar a nada. “No país somos cerca de 180 espécies, das quais somente três se alimentam de sangue, e sou em deles”.

– Pessoal! Vamos parar com essa conversa chata, prosa ruim, que eu estou é com sono danado depois de ter sugado um cavalo ali no pasto. O sangue estava viçoso – afirmou o morcego brasileiro, quase dormindo.

´- E bom parar com essa zoeira que a esta hora já deve estar tarde do dia, com o sol tinindo lá fora. Minha companheira aqui está grávida de cinco meses e dentro de dois deve dar luz ao nosso bebê – bradou do seu canto um sisudo morcego mal-encarado e valentão. Se continuar esse papo, vou botar todo mundo para fora.

– Ih, bicho, tu viste? Ele falou dessa tal coisa de luz! Tá doido, vamos todos é morrer tostados lá fora! Melhor é acabar com esse falatório – aconselhou do outro lado da ponta da caverna um gaiato. Foi aquela gargalhada!

Os morcegos são animais noturnos, e na Europa até existem lendas mitológicas de entes vampiros meio-humanas sobre eles, mas centenas das 1. 200 a 1, 400 espécies do mundo são polinizadoras, como o beija-flor. Muitas dessas lendas surgiram entre os séculos XVIII e XIX, e até hoje falam que todo morcego é um drácula.

No Brasil, as pesquisas falam de 138, 164 e até 180 espécies, das quais mais de 80 vivem em centros urbanos, parques, copas de árvores, porões e garagens. São exímios voadores com suas membranas, e os hematófagos são mais encontrados no Nordeste por se adaptarem bem ao clima mais tropical.

Na vida real temos milhões de humanos morcegos que preferem a escuridão do que a luz do dia, ou a virtude do bem, inclusive são destruidores do meio ambiente. Vivem em apartamentos e casas luxuosas.

Uma grande maioria se alimenta do sangue dos mais pobres com suas falcatruas e corrupções. São espécies dominadoras que usam o Estado para domesticar sua própria espécie. Esses morcegos são os verdadeiros inimigos da luz. Não têm nada de sensíveis.

MELHOR SER CACHORRO QUE HUMANO NESSA INVERSÃO DE VALORES DA VIDA

Uma agente da área de assistência social, por recomendação da Prefeitura Municipal, foi até a casa de um senhor que se encontrava doente com uma ferida na perna. Lá chegando ela se deparou com um cachorro em estado de abandono. Comovida, tirou várias fotos do animal e se esqueceu de relatar sobre a situação do homem.

Nada contra a cachorrada, meus amigos, muito pelo contrário, mas esta bicharada está levando a melhor no tratamento em relação aos humanos, principalmente quanto aos mais carentes de baixo poder aquisitivo, que vivem na pobreza e na miséria, sem educação, saúde e saneamento básico.

Nessa inversão de valores em que vivemos no cotidiano da vida, os cachorros das madamas, dos famosos e das celebridades estão tendo mais atenção, carinho e amor do que as próprias crianças que ficam lá nas mãos das babás ou nas creches.

Muitos pais quando chegam em casa do trabalho pouco se dedicam aos filhos e, para ficar livres deles, dão um celular para navegar. Nessa os cachorros estão levando a melhor e têm até planos de saúde com alíquota reduzida na reforma tributária, aniversários e funerais chiques, entre outros mimos.

Cachorros de rico não podem sofrer traumas e estresses senão são logo levados a um psicólogo, psiquiatra, nutricionista ou especialista da área, com direito a divãs e clínicas de luxo, coisa que milhões de humanos no Brasil não têm acesso, a não ser um precário SUS onde se leva de um até dois anos para se fazer uma consulta médica ou um exame de maior complexidade.

Quando uma celebridade adota um pet, ela passa a ser “mãe” e a linguagem da mídia chega a confundir até o telespectador ou o leitor de que a mulher pariu mesmo um filho de verdade. Na reportagem sobre a ginasta Rebeca, que vai às Olimpíadas de Paris, seus dois cachorros receberam mais tempo de imagem do que a própria atleta.

Como entre os seres humanos (moradores de rua), especialmente em países como o Brasil, existe também aquela classe de cachorros que vivem em estado deplorável, caso dos chamados cães de rua. Estes têm uma vida literalmente de cachorro. No entanto, os criados pelos mais endinheirados recebem tratamento especial.

Todos conhecem a música (1972) de Waldir Soriano, filho de Caetité, cuja letra dizia “eu não sou cachorro não, pra viver tão humilhado. Eu não sou cachorro não, para ser tão desprezado. Tu não sabes compreender quem te ama e quem te adora… Pelo nosso amor, pelo amor de Deus, eu não sou cachorro não…” e por aí vai. Talvez hoje poderia se inverter para: Eu não sou humano não…

De acordo com pesquisas, todos os cães descendem de uma espécie de lobos (canis lúpus familiares). Dizem que eles vieram da Eurásia (Europa e Ásia) há 15 mil anos e foram domesticados na região que hoje seria o Nepal e a Mongólia.

Em 1817, Charles Darwin, em sua teoria, propunha que o cachorro descendia de coiotes, lobos e chacais. Existem cerca de 400 tipos de raças. Estudos também indicam que o homem de Neandertal, muito tempo antes, já andava com um cachorro ao lado para lhe ajudar na caça e na defesa.

 





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