LIXO ANIMAL
Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Lá fora bate a garoa,
E aqui meu pensamento voa,
Nessa terra que virou lixeira,
Entulhos nos rios e no mar,
Gases tóxicos no ar,
Do lixo animal, bicho porqueira,
Que ainda não aprendeu a amar.
A natureza não perdoa,
Devolve tudo na cheia,
Do lixo animal,
Que se enrola em sua teia,
Nem respeita o sinal que soa,
Dos tempos do aquecimento global.
Vem a seca inclemente,
A fumaça da floresta a sufocar;
Derretem as calotas polares;
Sobem os níveis dos mares,
Tanto choro e ranger de dentes
Dessa estúpida gente,
A brincar de foguetes,
Pelo espaço sideral,
E o planeta a se acabar,
Com a sujeira debaixo dos tapetes,
Pelo lixo animal,
Onde o bem perde para o mal.











