MERCADO DE ARTESANATO SOB AMEAÇA DE FECHAMENTO
Tem um ditado popular que diz “onde tem fumaça, tem fogo”. Isso serve para o “boato” que correu no início do ano com relação a uma possível demolição do Teatro Carlos Jehovah e do Mercado de Artesanato Rachel Flores.
Um grupo de jovens vem se mobilizando para que esse fato não se consuma, embora o poder executivo, através de um ofício, negue qualquer coisa nesse sentido, e que a intenção é fazer uma reforma para reparar danos em suas instalações físicas.
No entanto, artesões, que preferem não revelar seus nomes, contam que de fato houve uma conversa entre três empresários conquistenses e prepostos da Prefeitura Municipal, os quais se mostraram interessados em derrubar aquele espaço e nele construir um shopping center.
Então, a ameaça de fechamento não se trata de um simples boato, mas existe a intenção do setor imobiliário de aproveitar a situação precária em que se encontram os equipamentos e ali construir lojas de departamentos.
Numa reunião para tratar do assunto, provocada pelo Conselho Municipal de Cultura, em que estiveram presentes vários artistas, o secretário de Cultura Xangai e o chefe de Gabinete da prefeita, uma artesã denunciou que no início do ano, em pleno avanço da pandemia, funcionários da prefeitura estiveram no local tentando desalojar artesãos.
Aparentemente não existem danos na estrutura do mercado, mas o telhado e o forro encontram-se em péssimas condições e, quando chove, existem pingueiras por todo canto, estragando mercadorias e prejudicando o trabalho dos artistas. De acordo com os usuários, a área precisa é de uma urgente reforma, mas basta a Defesa Civil condenar o prédio, para o mercado ser fechado.
A questão é que a Prefeitura Municipal nega a demolição, mas ainda não existe um projeto, nem no papel, para realizar a reforma, conforme prometido. O temor é que o quadro se agrave ainda mais, ao ponto do funcionamento do mercado se tornar inviável.
Com receio de serem despejados do local, um grupo de artesãos e jovens do teatro estão apelando para que a Câmara Municipal de Vereadores de Vitória da Conquista faça uma intermediação junto ao executivo, visando acelerar o processo de reforma e defenda a não demolição do edifício.
Para amenizar o problema e conter a ideia de demolição, alguns vereadores se dispuseram a alocar os recursos de suas emendas (pouco mais de 27 mil reais de cada parlamentar), previstas no orçamento, para serem investidos no projeto de reforma.
Chegou-se a aventar um pedido de tombamento do teatro e do mercado. Os artesãos também estão requerendo o apoio de outras instituições da sociedade, como da regional da OAB, em favor da reforma e não da propalada derrubada dos equipamentos.
















