Foi inaugurada, ontem, (dia 6/12), a iluminação de Natal da Praça Tancredo Neves, a antiga conhecida Praça da Borboleta, ou para quem quiser, Praça da Catedral, com as presenças do secretário de Cultura, Xangai, e do coordenador Alexandre Magno, entre outras autoridades. Logo cedo, por volta das 18 horas, muitas famílias com suas crianças já estavam na expectativa das luzes se acenderem, e não demorou muito para o local se transformar no espírito natalino.

No entanto, é bom que se diga e que se registre que a Prefeitura Municipal não pode apenas pontuar a realização dos eventos natalinos e do São João como como feitos culturais. É preciso que o poder público, e aqui merece menção a outros governos passados, entenda que a cultura não se resume apenas a esses atos. Ela clama por muito mais que isso e seja extensiva às diversas linguagens artísticas.

A nossa cultura, como um todo no município, a bem da verdade, está abandonada e carece de incentivos por parte do executivo. A literatura, o teatro, as artes plásticas em geral, a dança, o audiovisual e, principalmente, a cultura popular estão esquecidos, e os respectivos artistas vivem de cuia na mão. A cultura sempre foi renegada, e nesses tempos de retrocessos, ela está sendo jogada na cesta do lixo.

O novo Conselho de Cultura, empossado nesse final de ano, em suas primeiras seis reuniões, está disposta a resgatar a nossa cultura, de forma que ela volte à efervescência dos anos 50 e 60, quando grandes nomes se tornaram reconhecidos nacionalmente. Vitória da Conquista de ontem e de hoje sempre teve e ainda tem grandes talentos que carecem de apoio para divulgar seus trabalhos.

Agora mesmo, o Conselho vem discutindo a questão do Teatro Carlos Jheovah e o Mercado de Artesanato que se encontram em péssimas condições, inclusive com ameaças de demolição. As reformas desses equipamentos demandam urgência, bem como a reativação do Cine Madrigal e da Casa Glauber Rocha.

O Conselho por si só não pode fazer muita coisa sem o apoio da classe artística, da sociedade e dos empresários que podem ser beneficiados com esse mercado criativo que, até então, tem sido desprestigiado. Precisamos de um plano cultural para dar mais solidez às prioridades do setor, e este é mais um objetivo do Conselho a partir do próximo ano. Estamos apenas começando um árduo trabalho de retomada da nossa cultura com vistas a colocá-la no lugar merecido.