ENTRE ENGAÇOS E BAGAÇOS (Final)
Por essas plagas baianas fui estradeiro-poeira entre os municípios,
Nasci em Mairi e sou filho da querida Piritiba do meu amigo Aragão;
Fui pra Amargosa ser padre e por muitos anos orei como seminarista;
Terminei jornalista onde revisei em Salvador e cobri sobre economia;
Passei para outra via fria da Conquista que me deu o título de cidadão,
Onde abri fronteiras e quebrei viola com o poeta Camilo de Jesus Lima,
Com Laudionor Brasil, duelei em saraus e nas manchetes dos jornais.
Quando menino perambulei nas matas virgens da Serra do Periperi;
Vi Imborés e mangoiós nos arredores fugindo do homem branco,
Que depredou toda terra da Serra, que dela só restou a Mata Escura,
E o Cristo de braços abertos roga aos seus por mais amor e ternura.
Quem sou eu?
Sou um velho secular,
Que viu tudo se passar,
Viajante desse agreste nordestino
Nas picadas das trilhas fiz destino,
Com os sábios do Maranhão a Bahia,
Nordeste rica de cultura e de etnia,
Onde fiz história e abri caminho pro Norte,
No Sul construí o capital de gente forte.
Quem sou eu? Não importa!
Sou de terra firme e bom de corte;
Gosto de uma prosa de repente trote,
Com intelectuais e cabra da peste,
Nessa paisagem de tanto contraste,
Desse meu amado sertão Nordeste,
Onde catei todos engaços e bagaços
Pelas estradas poeirentas que vaguei,
E conversei com matutos e com rei.











