A SERRA QUE SE MOVE
Reza a lenda que durante o nevoeiro do frio rigoroso, principalmente nos séculos passados, a Serra do Periperi se movia lentamente como se fosse um navio no mar, daí a explicação do sumiço dos índios quando em combate com o colonizador João Gonçalves da Costa que se perdia no meio da mata. Essa movimentação deixou de ser perceptível depois que depredaram e depenaram cruelmente a Serra com a retirada de árvores, terra, areia, pedras e outros materiais para a construção civil. Anos atrás alguém a apelidou de “Serra Pelada” depois de tanta exploração do homem pela ganância do dinheiro, sem contar as invasões dos mais pobres em suas encostas para erguer seus casebres. Depois do seu tombamento, por volta de 1996, bem que houve certa recuperação do seu ecossistema, mas muitas feridas continuam abertas, tanto que do seu alto descem toneladas de detritos que invadem e alagam as ruas mais localizadas ao centro de Vitória da Conquista. Ainda se paga caro pelas depredações do passado. Lendas a parte, a Serra exibe toda sua beleza com o que ainda restou da sua fauna e da sua flora, como o pedaço da floresta do Poço Escuro, sem considerar o monumento do Cristo, do artista Mário Cravo. Proporciona belas fotografias e imagens, principalmente durante o pôr-do-sol, quando ela para de se mover e entra na escuridão da noite para depois despontar no alvorecer com aquele bom dia a todos conquistenses.













