“SOLUÇAR CATINGUEIRO”
De Carlos Alberto Lisboa Maia, extraído do seu livro “Estalos Poéticos”, editora Nzamba, que será lançado no próximo dia 14, às 19 horas, no foyer do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, durante abertura da FliConquista (Feira Literária de Vitória da Conquista, terra natal do poeta que, por conta própria, Depois de cursar Administração na Uesb por alguns anos, se enveredou nos estudos de história, sociologia, filosofia, política, economia e literatura.
Maia é um ativista político que participou do processo de criação do PT e da Central Única dos Trabalhadores. Mudou-se para São Paulo em 1985 e retornou a Conquista em 1990. Hoje é membro da Academia Conquistense de Letras, da Casa da Cultura e de outros movimentos, além de coordenar o Cepec (Centro de Estudos e Pesquisa Edmilson Carvalho).
“SOLUÇAR CATINGUEIRO”
As flores se enlutecem nos campos
Mas nos coqueiros do meu alpendre
Ainda estabelecem brotos
Quando se levam águas e terras adubadas.
É preciso entender as securas sertanejas
Nos ambientes climáticos
E nos descuidos de mérito
Com que o atiçar do fogo devasta flora e fauna.
Só no atolar das tempestades
É possível colher frutos das floradas nordestinas
Enquanto a natureza boceja pingos d´água
Nos verdejantes de mato branco.
Ah, Meu pé de aroeira
Deposite um cipó caboclo
Na beleza do teu SER
Para o estalar nos “ombros de quem mandou dar”.
Ao encantamento precioso
Dos rompantes da goela seca
Onde no galopar de cascos de gado miúdo
Peleja-se contra a miséria e a fome.
No elevar de consciências embrutecidas
É necessário galgar graus dormentes
Para um ancorar seguro
Da empatia contagiante de uma sociabilidade humana.











