Tem muita gente e até me arriscaria a dizer que milhares ou milhões pelo Brasil a fora que já colocaram na cabeça que Lula nunca mais, são os chamados antilulistas e antipetistas por natureza, mas que precisam raciocinar dentro da lógica e mudar de posição nesta reta final das eleições.
A questão não está no ser, ou não ser Lula, mas na soberania e no bem do país. Nesse caso atípico, a campanha deveria focar também, entre outros argumentos, de que o brasileiro deve votar pela preservação da soberania da nação e em defesa da continuidade dos seus programas sociais e democráticos.
Sei que é difícil para o eleitor que não quer ver mais Lula no poder fazer essa leitura, de que mesmo não gostando dele e tendo suas críticas e diferenças, o mais correto é votar nele para livrar o Brasil das garras dos Estados Unidos e de um fascismo bolsonarista.
Mesmo sendo contra seu gosto, deposite seu voto nele e depois se você quiser prossiga com seus xingamentos e até fazendo suas oposições porque o Lula passa e a defesa da nação está acima dele. Na realidade, é o país que está em jogo neste momento crucial.
Se a grande maioria dos brasileiros pensar por este prisma, podemos mudar o virote e não entregar o Brasil a um bando de usurpadores que quer mutilar nossos direitos conquistados há anos com muito sacrifício.
Diz o ditado popular que “não adianta chorar pelo leite derramado”, um modo de aconselhar que não vale a pena sofrer ou ficar guardando arrependimento por algo que já aconteceu. O ideal é aceitar o erro, consertar e seguir em frente.
Sabemos que o poder que recebe aplausos é o mesmo que se desgasta e é reprovado com o tempo, este cruel que derruba até impérios. As pesquisas, por exemplo, comprovam que a pessoa entrevistada rejeita o nome e o partido que os representa, não levando em consideração se seu governo é bom, ou não.
Por muito tempo fui assessor na área econômica conduzindo a comunicação de muitas empresas e órgãos, como na Federação das Indústrias da Bahia, mas nunca fui um marqueteiro político, embora tenha sido convidado e não aceitado.
No entanto, se me permitem, deixo aqui a minha modesta visão. No cenário atual de tanto ódio e intolerância, as redes sociais não podem ser a ferramenta principal para mudar este quadro onde até as famílias estão divididas e alguns parentes não se falam entre si.
Fico aqui imaginando como você vai encaminhar um áudio ou uma mensagem para um filho, um irmão, um primo, um pai, uma mãe e até um amigo de muitos anos que é decididamente de direita extremada bolsonarista? Além de não mudar sua posição, você não vai querer que seu filho ou seu pai se torne seu ferrenho inimigo.
Entendo que as redes socais têm sua importância, mas não é a virada de chave se não vierem acompanhado de um discurso convincente de que nesta hora a soberania nacional está acima de qualquer causa, sem falar nas mobilizações nas ruas através de manifestos de intelectuais, artistas, professores, estudantes e trabalhadores.
Por falar nisso, cadê nossos sindicatos, a União Nacional dos Estudantes e suas representações, o movimento do MST e outras tantas entidades e associações que iam para as ruas com suas bandeiras em defesa da liberdade e da democracia? Num paralelo com a natureza, mais parecem animais e espécies em extinção, mas isso é outro assunto a se comentar.