O povo já não aguenta mais as propagandas eleitorais, da forma como elas são expostas, nas emissoras de rádio e televisão, nem dos formatos dos debates. Eles viraram motivos de chacotas e piadas. São todos enfadonhos, e a maioria das pessoas desligam essas mídias.

O debate de sexta-feira na Globo foi um exemplo claro de como esses programas eleitorais perderam a credibilidade. Não decidem mais votos, nem dos indecisos. O “padre” Kelmon foi o destaque com aquela figura dantesca como se estivesse ressurgindo das sombras da inquisição da Idade Média.

Sempre disse que o capitão-presidente era imbatível em termos de pensamentos retrógrados, anacrônicos e ações de retrocesso. No debate de sexta descobri que me enganei, tendo em vista que o “padre” laranja superou o seu mandante a se candidatar a presidente. Com aquela indumentária esquisita, ele chamou a atenção do Brasil.

Outro fato de destaque foi a avalanche de mentiras propaladas pelos dois pretendentes ao cargo que estão na ponta das pesquisas. Nesse embate, o Bozó ganhou com larga vantagem do seu adversário. Como disse num de meus versos, ele mente descaradamente.

O mais hilário de tudo isso foi a cena do “padre” impostor lado a lado com seu aliado capitão discutindo políticas culturais. O “sacerdote” fez uma pregação dos “bons costumes morais” dos tempos da inquisição, condenando as peças teatrais de nudez e tantas outras que não rezam em sua cartilha. Só rindo para não chorar!

Coitada da nossa cultura, tão pisoteada e maltratada! O capitão em tudo concordava com que dizia o “padre” e acrescentava mais outras asneiras. Falaram de pátria, família, Cristo, catequese com as crianças nas escolas e tradição, mas nada de cultura. Aliás, temos que admitir que é a cultura deles. Sobre o tal debate vergonhoso, nada mais a comentar.