O COLÉGIO DA “ESCOLA NORMAL” ESTÁ PASSANDO POR OBRAS DE REVITALIZAÇÃO
Algumas informações deram conta de que o Governo do Estado estaria se desfazendo de mais uma escola, e esta é símbolo e orgulho dos conquistenses que ali aprenderam as primeiras letras; estudaram e se formaram rumo ao sucesso do conhecimento e do ensino. Muitos se tornaram até famosos pelos seus feitos.
Não por menos, bateu a revolta dos jovens e da velha geração em defesa de um patrimônio histórico com 70 anos de existência em Vitória da Conquista (foi criado em 1952). A notícia correu por causa dos movimentos das máquinas derrubando a fachada do prédio. Entidades, instituições, colegiados e a sociedade começaram a se mobilizar.
Estamos falando sim da Escola Normal, ou Instituto Euclides Dantas, localizada na famosa Praça Guadalajara, palco de muitas manifestações, encontros e ponto de partida para passeatas e reivindicações da sociedade. Pela sua grandiosidade e importância na cidade, não se pode desfazer de uma edificação daquele porte. Basta de destruição do nosso patrimônio!
No entanto, de acordo com a professora e vice-diretora, Margareth Rocha Lima Matos, não se trata de derrubar o prédio como muitos têm comentado. Seria um absurdo e motivo de ira, principalmente daqueles que ali frequentaram suas instalações por muitos anos.
Conforme explicou, a Escola Normal está no momento passando por obras de reforma e revitalização, especialmente do seu auditório e laboratório que já estavam a reclamar reparos para atender a demanda dos professores e estudantes.
“Os próprios professores já vinham solicitando a realização desses serviços” – disse, ao assegurou que sua estrutura arquitetônica não será descaracterizada. O ginásio coberto com quadras esportivas é outra construção em andamento bem adiantada, que deverá ser concluída ainda neste ano.
Com cerca de mil alunos nos três turnos matutino, vespertino e noturno, o Instituto absorveu estudantes do Colégio Adélia Teixeira que, infelizmente, foi fechado pelo Governo do Estado. Pela precarização da nossa educação, já não é nada correto encerrar as atividades de nenhuma escola, não importando os motivos, especialmente quando se fala em reduzir gastos.
Pelas informações da professora Margareth Rocha, desde 2009 lecionando naquela unidade, a Escola Normal hoje abriga onze turmas, sendo três do antigo colégio Adélia Teixeira. Sete turmas são de tempo integral onde são oferecidas merendas e refeições para que os jovens tenham mais tempo para aprimorar seus trabalhos e estudos.
Da formação de professores, a unidade hoje realiza cursos profissionalizantes de técnico de segurança do trabalho, de nutrição, de alimentação, de enfermagem e educação, sem contar que na parte da noite existe o programa Eja – Educação para Jovens e Adultos.















