A PAUTA É COLOCAR COMIDA NO PRATO E ELOGIAR OS BARÕES DA ELITE
“SAI DAÍ, CÃO, QUE TE FAÇO BARÃO”.
A LINGUAGEM DA DIREITA E DA ESQUERDA SE CONFUNDEM. ELAS SE ACASALAM QUANDO SE TRATA DO SOCIAL E POUPAM OS AFORTUNADOS BARÕES DO AGRONEGÓCIO, BEM COMO OS EMPRESÁRIOS QUE FIZERAM A REFORMA TRABALHISTA ESCRAVISTA. SÃO OS INTOCÁVEIS. ABRAÇAM OS POBRES PARA SE BANQUETEAR COM OS MAIS RICOS.
Nos tempos do império, principalmente no segundo período, e em épocas de crise, o imperador D. Pedro II agraciou os fazendeiros do café (Vale do Paraíba), os comerciantes em geral e até os traficantes ilegais de escravos africanos com títulos de nobreza de barões, duques, marqueses, condes, viscondes e coronéis em troca de dinheiro, na base do “toma lá, dá cá”, para sustentação no poder, que foi derrubado por eles mesmos.
Dessa enxurrada de condecorações surgiu o ditado “Saí daí, cão, que te faço barão”. Muitos se passaram por “mecenas” das artes; e construíram obras de caridade e hospitais, como as Santas Casas das Misericórdias. Para eles, que praticaram crueldades e enriqueceram com a escravidão (milhares morreram na travessia do Atlântico, cemitério dos cativos), foram erguidas estátuas em suas homenagens.
Os poderosos da oligarquia e da aristocracia atual, sem mais as medalhas de nobres, mas com outros tipos de premiações, continuam sendo os protegidos dos reis a ganhar fortunas transgredindo a ordem e a lei. Parta eles, elogios e promessas de mais recursos baratos. Para o agricultor familiar uns trocados cheios de burocracias.
O “toma lá e dá cá” nunca acabou para as castas de políticos, executivos e judiciário, bem como para os barões da soja, do milho, do gado, do café, do algodão, do comércio e da indústria que recebem polpudos subsídios da União (grana do povo), e ainda exploram a mão de obra do trabalhador através de uma reforma escravista.
As campanhas eleitorais estão de vento em poupa, com a mesma linguagem chata e nojenta invadindo nossos lares com o nosso dinheiro. Todos são alinhados à direita capitalista, mas uma parte se acha sangue puro da esquerda quando a questão é fome, miséria e comida na mesa. Fazem “gracinhas” para as minorias.
No entanto, os dois lados e mais o centro saem pela tangente quando se fala em cortar as benesses dos barões das elites, como por exemplo, os donos do agronegócio e os empresários que construíram essa maldita reforma trabalhista para encherem mais ainda seus bolsos.
Outros temas também como aborto e a descriminalização das drogas são evitados, e cada um tem uma palavra “mágica” mentirosa para resolver o problema do tráfico de armas e ilícitos, os quais geram mais violência e mortes.
A saída deles é sempre de mentalidade militar, no sentido de reforçar o armamento (tanques, fuzis e metralhadoras nas ruas e nas favelas) e o número de efetivos do policiamento, as mesmas medidas direitistas retrógradas arcaicas que há séculos não têm dado resultados, só desastre e matanças. Somente alguns pequenos partidos de esquerda condenam essas políticas.
A esquerda de hoje no Brasil só existe quando se fala do social, das minorias, dos negros e indígenas para enganar e embromar essas classes. A reforma agrária nesse Brasil nunca foi levada a sério e posta em prática porque a elite não deixa. Da última vez que se tentou, os generais e os civis burgueses deram um golpe que virou ditadura com dias de chumbo.
Gritam e berram para dizer que vai acabar com a fome e a miséria, oferecendo mais esmolas, sem, no entanto, apontar um projeto socialista verdadeiro de distribuição das riquezas, que faça esses milhões de brasileiros caminhar com suas próprias pernas, sem depender dessas bolsas e doações eleitoreiras. É a perpetuação da ignorância, da falta de educação, de cultura e do aumento do analfabetismo.
Quanto mais auxílios, sem alternativas econômicas e sociais, mais filas de pobrezas e mais sofrimentos para adquirir a prometida ajuda. Entra ano e sai ano, e o quadro só tende a piorar, com choros e derramamento de lágrimas. Nessa de dar aos pobres sem tirar dos barões, a renda só faz concentrar mais ainda nas mãos dos poderosos, gerando mais desigualdade social, que envergonha a nós e ao mundo.
Esse esquema só faz afundar o Brasil numa crise fiscal sem fim, porque tudo vem do Tesouro que é sustentado pelo povo, e aborta mais inflação e desemprego. A nossa esquerda não passa de um fantasma brasileiro que vive às custas da desgraça da pobreza, da fome e da miséria. É um verdadeiro estupro explícito. O sistema eleitoral vigente não passa de um grande estelionato.











