“O DIA “D” E A HORA “H”
Vários países estão vacinando seus habitantes (Inglaterra já está entrando na segunda dose), inclusive nossos vizinhos nas Américas Central e do Sul, enquanto o Brasil ainda está discutindo se a terra é plana ou redonda, ou qual é a cor da água. A angústia, as incertezas e a aflição tomam conta de um país sem rumo, com os extremistas berrando barbaridades.
O general intendente do Ministério da Saúde disse em público numa entrevista totalitária (sem perguntas dos jornalistas) que o Brasil vai começar a vacinar seu povo no “Dia “D” e na Hora “H”. Na linguagem militar de guerra, deve ser, então, no dia 6 de janeiro de 1944 quando da invasão da Normandia durante o final da Segunda Guerra Mundial. A hora não se sabe, mas pode ser num amanhecer, ou numa calada da noite. Quanto ao ano, vamos ter que voltar ao túnel do tempo.
Bem, a guerra do Dia “D” deverá ser contra a vacina da CoronaVac (a chinesa “comunista”), do governador de São Paulo, João Dórea. Não se tem ideia também do local onde as tropas vão desembarcar. Isso é estratégia logística de general. Trata-se de um segredo de Estado que não pode ser revelado. Se ocorrer vazamentos, com certeza cabeças vão rolar.
A arma do general, em combinação com o capitão-presidente (obediência total às suas ordens) será a vacina AstraZeneca, da Oxford, comprada pela Fiocruz. Tudo está dependendo de um sinal da Anvisa para que aconteça o Dia “D” e a Hora “H”, com fotos, imagens e tudo que o capitão e o general têm direito para sair na frente.
Quem será o primeiro da fila? É uma incógnita, mas não será a “gripezinha”, que não é nenhuma “marica” para se submeter a uma agulhada com seringa. Falam por aí que pode ser até um general. A agulha e a seringa serão usadas para todos, pois não existem outras no estoque. Guerra é guerra e não se fala nisso!
Nesse nosso esbofeteado país tão confuso, onde todos mandam e ninguém manda, meus amigos, só “rindo para não chorar”. Também, não é de hoje que servimos de piada para os estrangeiros lá fora. Deixando a brincadeira de lado (só para descontrair), a coisa é muito séria, pois mais de 200 mil já morreram e atingimos um pico maior que o primeiro do meado do ano 2020.
Sem querer ser pessimista, estamos entrando na segunda quinzena de 2021 e até agora nada mudou para melhor. Continuam no topo o individualismo e o egoísmo das pessoas em geral contra seus semelhantes. A violência, o ódio, a intolerância e o desrespeito só aumentam.
Acabaram-se as doações de Natal; os artistas endinheirados da Axé Music estão preparando suas lives para o carnaval cancelado de fevereiro; os empresários comerciantes atrás do dinheiro; e os pobres morrendo aos montes. É este o quadro! Vamos torcer para que as coisas mudem, e o “Dia “D” e a Hora “H” sejam abreviados, sem guerra e mortes, mas com vida e liberdade para todos brasileiros!











