:: 4/abr/2018 . 10:06
AS QUARESMEIRAS NOS CONSOLAM
Em meio a tantas mazelas, egoísmos e cercados de ódio e intolerância, as quaresmeiras nas ruas e avenidas de Vitória da Conquista ainda nos consolam e aliviam nossas aflitas almas. Lá estão elas imponentes e exuberantes com suas flores coloridas aveludadas para confortar as dores das perdas, do ente que partiu ou da decepção que nos ronda.
Nesses momentos tão difíceis, elas nos falam, com seu olhar sereno, para prosseguirmos a jornada, e abrandam o coração de quem chora e derrama suas lágrimas por dentro. Não estão lá apenas nas épocas de quaresma, mas todos os dias do ano algumas se atrevem a florir como se estivessem de plantão para distribuir bondade e paz.
Apesar de tão maltratada pelas mãos do carrasco homem egoísta que só pensa em si, e tirar proveito como se a existência fosse eterna, a natureza continua nos abençoando como a mãe que, mesmo rejeitada, nunca abandona seu filho que se desviou do caminho. Ela não é só poesia, é essência e bálsamo até onde não existe sentido de viver.
OS TERRENOS DOS LIXÕES MEDIEVAIS
Eles estão por todas as partes da cidade de Vitória da Conquista, principalmente nos bairros próximos do centro e nas periferias. Tem donos especulando ganhar dinheiro, mas estão lá abandonados acumulando matos, lixos, restos de materiais de construção, camas velhas, sofás, plásticos, armários, materiais eletrônicos e até medicamentos vencidos.
Transformaram-se em verdadeiras lixeiras que acoitam ratos, cobras, mosquitos diversos e todo tipo de insetos que provocam doenças e até a peste dos tempos medievais. Lá estão eles emporcalhando as ruas, ao lado e na frente das casas em plenos tempos que a besta humanidade diz ser civilizada e moderna.
Dizem que existem um poder público e uma lei para ordenar o uso do solo e obrigar que os donos cuidem e cerquem seus terrenos para que eles não virem lixões medievais das doenças, mas cadê a vigilância da fiscalização? Que nada, meu amigo! Até o poder público é proprietário desses terrenos sujos que incomodam e enfeiam a cidade.
Se Vitória da Conquista tem um Plano Diretor Urbano, de ordenamento do solo (cada um dá nome à sua rua e escolhe seu número), ele está caduco e precisa ser atualizado através de um projeto do executivo a ser debatido em audiências públicas na Câmara de Vereadores com toda a comunidade.
Enquanto os lixões proliferam nos terrenos abandonados, o legislativo bate-boca; cada um só se preocupa com suas indicações domésticas; em apresentar moções de aplausos, proteger seus lotes eleitorais para que o “inimigo” não invada o terreno; e tramar para continuar no poder. Precisamos de uma Câmara mais firme e séria que discuta mais o coletivo em benefício de toda cidade. Conquista não merece!
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