:: ‘Notícias’
TAMBÉM TEMOS NOSSAS CARTAS!
Há muito tempo que não se fala em cartas, mas só em mensagens pelo twitter, facebook e outros meios mais avançados de redes sociais com o advento da internet, mas o vice-presidente Michael Temer ressuscitou a secular forma de comunicação no Brasil através dos Correios, para dar notícias e até desabafar das suas agruras.
Nós também temos nossas cartas, aliás, são 200 milhões de cartas, menos as dos congressistas e parlamentares, onde cada um deve se expressar com liberdade de que não aguenta mais tantos desmandos, tantas sujeiras, tantas corrupções, tanta incompetência, tanto egoísmo e tanta falta de patriotismo e muita ganância pelo poder a qualquer custo, mesmo que leve o país para o abismo total.
Remeto minha carta particular para dizer que o Congresso Nacional se transformou num templo de vendilhões que disputam mercadorias a tapas e a tiros e não me representam como povo. Meu desabafo é que me sinto menosprezado; nunca me levaram em consideração e sempre fui visto como objeto de decoração. Nunca me consultaram para nada e sempre fui utilizado como meio.
Também tenho o direito de mandar minha carta de repúdio a todos estes canalhas que estão no poder e dele só pensam em se locupletar e lotear os bens da nação como fizeram com a Petrobrás e outras estatais ao longo desses últimos anos. Minha carta não é só para a presidente.
Para o bem do Brasil, se eles tivessem honradez, neste momento tão caótico e confuso, deveriam renunciar aos seus cargos, tanto a presidente Dilma, seu vice e os presidentes da Câmara e do Senado, abrindo as portas para a esperança de um novo tempo. Com novas eleições, talvez este seja o maior tratamento de choque para salvar um doente em estado terminal.
Não sei o que pode vir depois do sangramento, se o garroteamento total, o coma ou a própria morte da nação. Minha carta é para dizer que, apesar de nunca ter sido detentor do poder como o sr, Michael Temer, que somente agora desabafa que foi menosprezado, estou sendo violentado todos os dias por vocês que exauriram nossas economias; imolaram nossa saúde; e sucatearam nossa educação.
Queria indagar ao sr. Temer, por que, mesmo tendo sido vice de Dilma durante quatro anos como simples decoração, como ele mesmo afirma na sua carta, se candidatou à reeleição? Somente agora, sr, Temer? Isso é burrice, falta de autoestima ou fome pelo poder? Trocar agora Dilma por Temer é o mesmo que trocar seis por meia dúzia.
Olho para os quatro cantos do país e não vejo um líder sincero, digno e competente a quem confiar. Nem vou aqui, em minha carta, citar nomes de antecessores do poder porque não cabem em meu espaço. Por ser cidadão cumpridor do dever, vivo num país que nem sabem que existo, a não ser na hora de votar e, mesmo assim, sou contado como um simples número.
Neste momento tão crítico e vergonhoso, todo brasileiro deveria enviar sua carta de indignação, revolta e protesto por tudo que está acontecendo e ainda pode acontecer de pior. Deveríamos encher os correios, os jornais, os blogs, os sites, as emissoras de rádio e televisão e todas as redes sociais de milhões de cartas dando um basta nesta corja.
PONTO DE VISTA “AESTRADA”
NEM EDITAL DE LICITAÇÃO
Há dois anos, quando ainda vigorava o racionamento de água em Vitória da Conquista, o Governo do Estado anunciava a construção da Barragem do Rio Catolé com previsão para ficar pronta em cinco anos. Neste período, não saiu nem o edital de licitação e, praticamente, não se fala mais no assunto porque as barragens de Água Fria I e II receberam um bom volume de água das chuvas. A obra está orçada em mais de 160 milhões e só faltam três anos para o cumprimento do prazo. Bota mais cinco anos aí quando vier outro racionamento. É isso aí, no Brasil, as chaves das barragens ficam com São Pedro.
A CHAPADA ARDE
Por falar em dependência de São Pedro para cobrir a incompetência do Estado, só em novembro oito mil hectares do Parque Nacional da Chapada Diamantina foram destruídos por incêndios. No ano já são 15 mil hectares queimados, o que significa 10% da área. A prevenção e o combate ao fogo dependem dos brigadistas voluntários que denunciam que nem equipamentos recebem do governo estadual. Para onde vão os impostos? Tudo neste Brasil fica a mercê do voluntarismo e da boa vontade. A Chapada vai continuar a arder como a seca nas margens do Rio São Francisco.
USINA SOLAR
A Bahia será o primeiro Estado do país a receber um complexo híbrido de geração de energia eólica e solar, que será construído pela Renova Energia em Caetité, com investimentos de 130 milhões de reais. O projeto terá capacidade instalada de 26,4 megawatts, sendo 21,6 MW de eólica e 4,8 MW picos de energia solar. A usina deverá entrar em operação no início do próximo ano. A Bahia, com sua extensão e ventos fortes em muitas regiões, tem um potencial eólico enorme, mas o mercado ainda é tímido. Depois do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Ceará, a Bahia é o quarto maior na produção de energia eólica, contando com 46 parques e 164 em construção. Tem tudo para assumir a liderança nos próximos anos.
EXÉRCITO NO COMBATE AOS INSETOS
Daria uma boa charge no jornal a ilustração de um batalhão do exército brasileiro armado de metralhadoras, fuzis, bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta combatendo os insetos da dengue nas ruas, quintais e locais abandonados. Imaginou tiros de metralhadoras e bombas em vasilhames d´água! Com o surgimento da doença Zica Vírus que provoca a microcefalia, o governo prometeu agora mandar o exército para as ruas. Também, não fazem nada mesmo! A falta de educação tem muita coisa a ver com a proliferação dos insetos causadores da dengue e outras enfermidades.
PRONUNCIAMENTO DA PRESIDENTE DILMA
“Ainda hoje recebi com indignação a decisão do presidente da Câmara de processar pedido de impeachment contra mandato democraticamente conferido a mim pelo povo brasileiro. São inconsistentes e improcedentes as razões que fundamentam esse pedido.
Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim. Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior, nem ocultei do conhecimento público a existência de bens pessoais. Nunca coagi ou tentei coagir instituições ou pessoas na busca de satisfazer meus interesses.
Meu passado e meu presente atestam a minha idoneidade e meu inquestionável compromisso com as leis e a coisa pública.
Nos últimos tempos, e em especial nos últimos dias, a imprensa noticiou que haveria interesse na barganha dos votos de membros da base governista no Conselho de Ética da Câmara. Em troca, haveria arquivamento dos pedidos de impeachment.
Eu jamais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha, muito menos aquelas que atentam contra as instituições democráticas do meu país, bloqueiam a Justiça ou ofendam os princípios morais e éticos que devem governar a vida pública.
Tenho convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência desse pedido, bem como quanto ao seu justo arquivamento.
Não podemos deixar as conveniências e os interesses indefensáveis abalarem a democracia e a estabilidade de nosso país.
Devemos ter tranquilidade e confiar nas nossas instituições e no Estado democrático de direito. Obrigado a todos e boa noite.”
O ANO MAIS PERDIDO
Não tem muito do que se falar sobre o tema, pois todos já conhecem por demais os noticiários e os comentários do dia a dia que predominaram na mídia sobre o caos político, econômico e moral. Talvez se possa dizer que 2015 foi o ano mais perdido de toda história brasileira, embora tenha gente que diz que não foi tão ruim assim e ainda arranja “animo” para injetar otimismo.
É repetir demais os fatos conhecidos de todos para argumentar o título de 2015. Poder-se-ia também afirmar que foi o ano que não existiu, que não começou ou que não acabou só para citar o escritor Zuenir Ventura em seu livro a respeito do golpe civil-militar de 1964. O pior é que 2016 segue pelo mesmo caminho tortuoso onde muitas águas sujas ainda podem rolar por debaixo da sua ponte. Coitado do país que não sabe cuidar de si mesmo!
Como se não bastasse tudo de horrível e desastroso na economia e na política, para fechar o ano (se não ocorrer coisa ainda pior), nos últimos dias os brasileiros foram surpreendidos por tragédias ambientais que deixaram perdas incalculáveis e irreparáveis para a natureza. Lembra da Lei de Murphy! Quando a coisa está ruim, vem outro fato e piora.
O Rio Doce (Minas Gerais e Espírito Santo) foi morto por um mar de lama que desceu de uma barragem da mineradora Samarco e milhares de hectares de vegetação da Chapada Diamantina foram torrados pelo fogo acabando com a fauna e a flora. As labaredas destruíram o encantamento. É a ira dos deuses!
Com tanta corrupção, omissão, negligência, cinismo, incompetência e tantos impostos escorchantes, os governantes não têm nenhuma moral para apelar à sociedade por ajuda e colaboração, embora apareçam os voluntários por sentimento de solidariedade. Basta de tantos abusos! A nação está refém deles, políticos e governo.
Na Chapada Diamantina, por exemplo, a ação para debelar o incêndio dependeu dos voluntários e de São Pedro mandar a chuva. Os próprios brigadistas disseram que não recebem nada do Governo do Estado para vigiar e monitorar a área. Só aparecem na desgraça para fazer demagogia.
Do mar de lama que escorreu de Mariana (MG), o governo federal chama a Samarco de irresponsável. Mas, cadê o poder pública que sempre faz de conta que fiscaliza, mesmo com tantas leis em mãos? Quem é mais negligente, incompetente e irresponsável, sem contar as ridículas multas que a empresa enrola na Justiça para não pagar? O Brasil é a vergonha do planeta.
Vamos recepcionar 2016 com um “presente de grego” que ninguém queria levar debaixo do braço. É um pacote explosivo de desemprego, inflação e juros altos, câmbio desvalorizado, déficit público, dívida interna e externa astronômica, endividamento e obras paralisadas, sem contar as desigualdades sociais que ampliaram seus espaços entre ricos e pobres.
Vamos levar para 2016 uma educação e uma saúde sucateadas e ainda um Lava-Jato com um monte de ladrões e chefes mafiosos de quadrilhas de criminosos. Vamos empurrar para 2016 um impeachment congelado da presidente que se engasgou nos acordos incestuosos do Congresso, um presidente da Câmara Nacional cara de pau, um aloprado senador preso e a maldição do “ouro negro” onde cada um roubou sua parte que lhe cabe no lote da Petrobrás.
Poderia resumir 2015 neste verso:
Veio a Lava Jato da corrupção
Gafanhotos devastaram a economia
Incêndio na Chapada do Capão
E mais lama, insetos e microcefalia.
LEÃO DA RECEITA ASSUSTA NEYMAR (PAI E FILHO)
Carlos González – jornalista
“Intranquilidade tributária”, palavras encontradas por Neymar da Silva Santos numa entrevista a um jornal catalão, para justificar uma possível saída do seu filho, Neymar Jr., do Barcelona, no momento em que os dois lados vão começar a negociar uma renovação de contrato, que colocará o brasileiro entre os três mais bem pagos jogadores de futebol do mundo. Sua queixa é direcionada à Receita espanhola, que está cobrando de ambos o que é justo. Imaginava, provavelmente, Neymar pai que poderia driblar o fisco daquele país, como vem fazendo há anos com o do Brasil, onde as mordidas do leão só ferem, na maioria dos casos, assalariados e aposentados.
“Estamos conversando sobre a renovação, mas existem coisas pendentes para resolver que nos deixam um pouco inquietos. Devemos saber se a Espanha aceita nossa situação. É duro para nós, pois estamos recebendo muitos ataques, no Brasil e na Espanha, por conta dos assuntos de tributação fiscal. Essa falta de compreensão nos deixa muito inseguros e nervosos. Devemos fazer as coisas bem e saber que na Espanha, ou nos deixam trabalhar, ou saímos. Nunca tivemos problemas fiscais tão grandes”, desabafou Neymar pai.
A resposta ao brasileiro foi dada pelo jornalista Jesús Mota, em editorial publicado pelo diário madrilenho“El Pais”, sugerindo que pai e filho vão embora da Espanha, transferindo-se para um paraíso fiscal, as Ilhas Cayman, por exemplo, cujo futebol principiante abrigaria o jovem de 23 anos, que, repentinamente, foi transformado numa mina de ouro. Para o mais lido jornal espanhol, o protesto do brasileiro significa um “retrocesso cívico. Os impostos não foram concebidos, nem na Espanha nem em nenhum outro país, como fatores de comodidade. O contribuinte tem que aceitar os desconfortos fiscais e pronto”.
IMPACTOS NA PÁTRIA GRANDE
Blog Refletor TAL-Televisión América Latina
De: Orlando Senna
Idicação de Itamar Aguiar
A derrota do kirchnerismo na Argentina muda o cenário político da América do Sul e estimula dúvidas sobre como será o futuro do Mercosul. O bloco conformado em março de 1991 ganhou contornos nitidamente esquerdistas a partir de 2000 com a ascensão das lideranças de Lula no Brasil, Chávez na Venezuela, Néstor Kirchner na Argentina, José Mujica no Uruguai, Fernando Lugo no Paraguai, Rafael Correa no Equador, Michelle Bachelet no Chile, Evo Morales na Bolívia. Foram implementadas saudáveis políticas de inclusão social em todos esses países e a economia brasileira, eixo mais importante da região, alcançou um crescimento surpreendente. Até os analistas mais conservadores perceberam a força política, base dos projetos de inclusão social, do que denominaram “uma aliança entre governos progressistas e bolivaristas”, com o Brasil puxando os primeiros e a Venezuela os segundos. A partir de 2011 esse cenário começou a se deteriorar, as economias nacionais começaram a se desequilibrar, o mercado comum previsto pelo Mercosul não avançou, a inflação voltou a ser um problema e a corrupção grassou em vários países.
Seguiram-se outros acontecimentos como em uma onda de choque: em 2012 a deposição de Lugo; no mesmo ano um plano de desestabilização, que prossegue até o momento, do governo de Evo Morales com uma campanha da direita para dividir a Bolívia em duas; em 2013 a morte de Chávez, criador e comandante da proposta bolivarista (emancipar os países latino-americanos dos interesses econômicos, políticos e culturais da Europa e dos EUA), dita “socialismo do século XXI”; em 2014 a estressante campanha para a reeleição de Dilma Rousseff, que venceu por uma diferença de apenas 3,3%, ficando clara a grande cisão na população brasileira. E, claro, as manifestações de insatisfação popular na maior parte dos países da região, combustível da instabilidade psicossocial, emocional, que se manifesta agora, nas últimas luzes (ou sombras) de 2015.
Oposições :: LEIA MAIS »
A LEI DE MURPHY
Você já recebeu um telefonema importante no momento exato (ou pior, meio minuto depois) em que sentou no vaso? O ônibus que você esperava há mais de meia hora chegou no instante exato em que você acendeu o cigarro? Não começa a chover “sempre” que você lava o carro, e para de chover logo que você compra um guarda-chuva?
Já ouviu falar da Lei de Murphy, do Princípio de Peter ou da Lei da Democracia Relativa? O que está acontecendo com nosso país, especialmente na política e na economia, não parece coincidir com essa tal Lei de Murphy?
Para entender tudo isso, por curiosidade, leia a “Lei de Murphy e outros motivos por que tudo dá odarre”, do autor Arthur Bloch, traduzido por Millor Fernandes e ilustrado por Jaguar. No prefácio, Millor fala sobre a Lei de Murphy e as antileis risofísicas.
Dentre tantas outras, o jornalista e escritor brasileiro cita a Antilei de Lowry: “O momento exato em que você se torna excelente em determinada coisa coincide com o momento em que você não precisa mais dela”.
Antilei de Fretter: “Se o conserto ficou perfeito é porque se usou a ferramenta errada”.
Antilei de Milton: “o parente mais próximo e mais violento do jogador de futebol que você xinga está sempre sentado exatamente à sua frente, na arquibancada do Maracanã”.
Antilei de Pondiczery: “A vida é a causa da morte”. Tem as leis da sabedoria: Quando em dúvida, rosne. Quando em dificuldade, delegue. Quando no poder, aceite o nosso apoio irrestrito. Regra de Procedimento Parlamentar: Moção para adiar os debates nunca é debatida.
Não precisa acreditar nessas baboseiras, mas é bom ler a Lei de Murphy para relaxar desses acontecimentos de tantas lamas escorrendo pelos rios e prisões de políticos que só fazem nos aborrecer Saia do estresse e curta um bom final de semana.
PONTO DE VISTA “AESTRADA”
ALOPRADO
Falastrão com ar de ser bom estrategista, o senador Delcídio do Amaral, do PT, é um aloprado mesmo, típico daqueles que ainda acham que tudo pode. O líder do governo no Senado afrontou o Supremo Tribunal Federal com o papo de bonachão e chefe mafioso que controla a situação. Uma mesada para Cerveró, um esquema ali e um avião para ele fugir do país. A direção do PT lavou as mãos. Gostaria de saber se agora como preso ele vai continuar sendo senador, ou vai ser cassado e desfiliado do partido? Coisas do Brasil!
Literalmente, a lama que se rompeu da mineradora Samarco, em Mariana (Minas Gerais), escorre por todo leito do rio Doce até sua foz e já invadiu uma área do mar. Escorre também pelo nosso país um mar de lama rompido lá das montanhas da política e da economia. Nós brasileiros somos o rio Doce contaminado pela lama que vem de suas barreiras imundas e cheias de detritos de deboches, safadezas e ladroagens. “Os acontecimentos me aborrecem” – já dizia o poeta.
PROCEDIMENTO
Fiquei espantado e perplexo com o que falava do outro lado da linha telefônica uma assessora de imprensa da minerado Samarco para um repórter do CQC da rede Bandeirantes que queria saber sobre os procedimentos para conter o mar de lama e se havia risco de rompimento de outras barragens! O repórter estava ao lado do diretor da empresa responsável pelo desastre ambiental, em Governador Valadares, que foi impedido de falar, e ela insistia, com veemência, o termo “é nosso procedimento” para explicar que ele tinha que enviar as perguntas por escrito (via e-mail) para obter as respostas. Com aquela calamidade toda e na presença do diretor, a assessora só sabia dizer “é nosso procedimento”. Que assessora de imprensa é essa? Saiu da ditadura militar?
COISA FEIA
Até pouco tempo eram as barracas da Praça da Bandeira, ao lado do Teatro Carlos Jeovah, que mais enfeavam Vitória da Conquista, mais parecendo com uma favela. Felizmente as barracas foram retiradas limpando o espaço. Agora, a imagem mais feia de Conquista é o Terminal de Ônibus da Lauro de Freitas, todo apertadinho, calorento, sujo, poluído e que está sendo palco de tiroteios e atropelamentos. O poder público tem falado em reforma, mas reformar mais o quê, se não existe mais espaço para ampliação? Desde quando vim para aqui, há mais de 20 anos, já foram feitos vários serviços ali, mas a situação só faz piorar. Conquista precisa de um novo terminal mais amplo para que o da Lauro seja urbanizado para embelezar a cidade.
BOTECOS INFERNAIS
Não acontece somente nos grandes centros das nossas capitais brasileiras. O consumo e a venda de drogas ilícitas rolam soltos nos botecos infernais localizados nas imediações dos restaurantes Costinha e Boca de Forno, rua paralela à Avenida Olívia Flores. Final de semana o local vira um inferno de sons altos incomodando os moradores da vizinhança que não conseguem dormir. Marginais se misturam com garotos e garotas e a muvuca barulhenta rola solta até altas horas da madrugada. Cadê as autoridades de Conquista que não tomam uma providência, já que foram feitas inúmeras queixas ao Ministério Público e à Prefeitura Municipal?
SOMOS MESMO RIDÍCULOS
Black Friday (sexta negra), ou Black Fraude no Brasil, Stand-up Comedy, Stand up Paddel (comédia improvisada e pranchão a remo), Lay-off (demissão), Self sto (aluguel mensal de boxes para pessoa ou empresa que precisa guardar seus bens), Food Park, Food Trucks (lanchonetes móveis- comida de rua e tem até Food Truck Bikes, termos criados pela linguagem norte-americana do mundo consumista, imitados pelos brasileiros que mal falam o português. Com tantos modismos que atraem multidões que desconhecem seus significados, somos mesmo ridículos e provincianos alimentados pelas culturas alienígenas e alienantes. Continuamos uma colônia, ora dos Estados Unidos, ora da Europa.
LEIA “UMA CONQUISTA CASSADA”
Quer saber como aconteceu o cerco da ditadura militar em Vitória da Conquista, em maio de 1964? É só ler “Uma Conquista Cassada – Cerco e Fuzil na Cidade do Frio”, do autor Jeremias Macário de Oliveira, cuja obra foi lançada em julho do ano passado e se encontra nas principais bancas de revistas e nas livrarias Nobel da cidade.
Jornalista e escritor, Jeremias Macário, após cinco anos de pesquisas e entrevistas, narra no livro como os militares chegaram a Conquista e prenderam mais de 100 pessoas consideradas pelo regime como subversivas comunistas. Na época, o prefeito José Pedral Sampaio foi preso e depois teve seu mandato cassado num processo truculento contra os vereadores da Câmara Municipal.
O livro já foi lançado em Vitória da Conquista, várias cidades da região e em Salvador. Dentre os episódios que deixaram os moradores em pânico, destaque para o suposto suicídio do vereador Péricles Gusmão encontrado morto numa das celas da Companhia Militar. Além de Conquista, o autor também faz relatos sobre a ditadura no Brasil, inclusive foca o período da guerrilha do Araguaia, mortes e desaparecimentos de presos políticos.
A obra pode ser também adquirida através do e-mail macariojeremias@yahoo.com.br ou pelo telefone 77 988182902. Numa linguagem simples, o trabalho é de suma importância para estudiosos no assunto, professores e estudantes, principalmente jovens com interesse em compreender o que foi a ditadura civil-militar em nosso país.
DOS CORONÉIS AO “SENADINHO”
Vitória da Conquista é hoje uma cidade de economia pujante postada numa encruzilha entre o Sul e o Nordeste, carente de grandes projetos de infraestrutura, que tem muitas histórias, estórias e causos pra contar desde a vila dos coronéis até os tempos atuais do “Senadinho” que funciona em tempo integral de dois turnos ali na praça Barão do Rio Branco, diferente do nosso Congresso Nacional que só abre três dias por semana para infernizar a vida dos mortais.
No outro quarteirão temos a Câmara Municipal de Vereadores, na rua Coronel Gugé, que faz duas sessões por semana e dá muitas moções de aplausos; realiza inúmeras indicações e sessões especiais; delimita o lote eleitoral de cada um; e vez por outra tasca pauladas na nossa língua portuguesa entre suas 21 excelências. Logo mais vão dizer que precisamos de mais alcaides para melhor representar nossa querida terrinha.
Luxo mesmo é o “Senadinho” que tem duas bancadas, uma ao lado da Loja Insinuante pela manhã e outra ao lado do Banco do Nordeste pela tarde e já teve personalidades importantes que lá iam para avaliar seu peso político e trocar algumas ideias de mudanças para a cidade. Sempre na sombra, não gasta energia elétrica, água, equipamentos e materiais, nem tem funcionários marajás. O “Senadinho” é nosso e poderia ser tombado como patrimônio imaterial.
No embalo das fofocas da vida alheia de quem tem dinheiro e os que vivem só de aparência, quem se separou e corneou quem, numa conversa e outra sobre política local, baiana e brasileira, rola uma agiotagezinha dentro daquelas bolsas que ninguém é besta e de ferro pra ficar parado. Ora, os bancos também ao lado são agiotas! Só acho que o “Senadinho” está precisando de uma renovação de sangue novo como se diz por aí. Temos um Senadinho também no “Beco da Tesoura”, mas a bancada é bem menor.
Depois desse “blábláblá”, queria dizer que a terra não é só rica no café, no comércio e na educação. Somos imbatíveis também na boataria, no arquivo de processos de crimes insolúveis e temos um patrimônio folclórico sem igual, com personalidades pra lá de inusitadas. Semana passada mataram meu amigo e companheiro fotógrafo José Silva. Quem me deu a primeira notícia, com ar de riso, foi meu xará técnico das máquinas das lentes.










