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MAIS UMA COPA PARA O CONQUISTA

Carlos Albán González  – jornalista

Somente uma tragédia poderá tirar do Vitória da Conquista mais um título – o quinto em sete finais – da Copa Governador do Estado, promovida pela FBF. No próximo domingo (dia 20), a partir das 16 horas, no Estádio Lomanto Júnior, o representante do sudoeste baiano poderá perder até por uma diferença de dois gols, beneficiado pelos 2 a 0 aplicados contra o Jacobina no jogo de ida.

Na semana da partida diante da Jacuipense pelas semifinais da Copa aproveitei a cessão deste espaço para convocar a torcida alviverde, principalmente a organizada Criptonita, a ir ao estádio. Fui pessoalmente ao Lomantão. Sentei na arquibancada, porque o estádio não proporciona acomodação para a imprensa escrita.   Constatei que o público esteve aquém da importância do espetáculo, mas, pelo menos, o Conquista, pela primeira vez nesse torneio, não teve prejuízo financeiro.

De acordo com o borderô financeiro distribuído pela FBF, dos 1.490 ingressos colocados à disposição dos torcedores, foram vendidos 483, proporcionando uma renda de R$ 6.150,00. O famigerado “time” das despesas, incluindo R$ 300,00 de lanche para os policiais, ficou com R$ 5.456,85. O Conquista, que durante a Copa acumulou um prejuízo superior a 7 mil reais, recebeu pouco mais de mil reais.

Pude também observar a falta de entusiasmo dos torcedores presentes. Na parte central das arquibancadas, menos de 15 membros da Criptonita, ao som de um tambor, procuravam levar o Conquista à vitória. A maioria, contaminada pela repulsiva mania de valorizar os clubes do Rio e São Paulo, acompanhava atentamente uma partida do Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.

Se conquistar o título no domingo, o Vitória da Conquista vai poder optar entre disputar  a Copa do Brasil e o Brasileiro da série “D”. O presidente Ederlane Amorim declarou que vai consultar seus companheiros de diretoria, mas a tendência é participar da Copa do Brasil, que será jogada entre 8 de fevereiro e 12 de outubro, com 80 clubes,

Vale lembrar que este ano o time conquistense fez apenas um jogo pela Copa do Brasil, eliminado pelo Palmeiras (4 a 1), no Lomantão. Já o Brasileirão, existe a garantia de realizar, pelo menos, seis jogos, contra adversários de pouca expressão técnica.

Com um calendário apertado, por força do aumento do número de participantes da Copa Libertadores, a CBF finalmente divulgou parte do calendário do futebol brasileiro para 2017. Os estaduais vão ser disputados entre 29  de janeiro e 7 de maio.

 

 

O BRASIL TERÁ UM TRUMP NO PLANALTO?

Do amigo e companheiro jornalista, Carlos Gonzalez, recebi o seguinte comentário

sobre artigo da minha autoria intitulado “Trump e o Extermínio dos Índios”:

Muito oportuno seu artigo a respeito do descaso que o brasileiro dá aos primeiros moradores deste país. Os protestos dos afrodescendente (sou obrigado a usar este termo para não ser taxado de racista), ao longo das últimas décadas, foram ouvidos por todos os segmentos da sociedade, em contraposição ao indígena, qualificado de inerte e expulso para o meio do mato. Raramente, você encontra alguém nas cidades com características de um nativo. Na minha visita ao México notei que 90% da população conserva, com orgulho, os traços fisionômicos dos maias.   Outros grupos indígenas são maioria em países como Bolívia, Equador e Peru, e até mesmo em nações colonizadas por europeus, como Argentina (Maradona é um exemplo) e Uruguai.

Nos Estados Unidos, as grandes nações indígenas foram dizimadas pelos brancos descendentes de ingleses e irlandeses durante a ocupação do Oeste – o general Custer foi até visto como herói -, e pela Guerra de Secessão. Hoje, apaches e seus irmãos de sangue vivem em reservas. A doutrina da América para os brancos deve voltar com a ascensão de Donald Trump à Casa Branca. Os protestos nas ruas não se justificam, desde quando um estado como a Flórida, onde uma grande parte da população é de latinos, deu a vitória ao republicano

 

Daqui a dois anos, garantem os conservadores, o Brasil terá um trump na Presidência, que tanto pode ser o Crivella como o Bolsonaro, recebido no Recife por uma multidão de nordestinos,  os mesmos que são tratados com desdém pelo Sul maravilha, e que propõem, por ampla maioria, a separação do Brasil.

TRUMP E O EXTERMÍNIO DOS ÍNDIOS

macariojeremias@yahoo.com.br

Não sou cientista político nem profeta das catástrofes e das lamentações, apesar do nome, mas previ no decorrer da sua campanha, através do seu discurso agressivo e conservador, que o Donald Trump seria eleito presidente dos Estados Unidos. Além de a adversária Hillary Clinton ser fraca, ele despertou a maioria raivosa, arrogante e prepotente saudosista dos fortes e infantarias de exterminadores de índios.

O voto secreto serve para revelar a índole do politicamente incorreto da voz daqueles que só expõem suas ideologias xenófobas, homofóbicas e racistas em quatro paredes. Depois do ocorrido aparece nas ruas o barulho dos silenciosos que preferiram não acreditar que o discurso extremista venceria. O fenômeno da ressaca do outro dia em forma de protesto se repetiu nulo mais uma vez como na Inglaterra quando o sim decidiu pela saída do país da União Europeia.

O Trump parece com uma das personagens saída de dentro do livro “Enterrem Meu Coração na Curva do Rio”, de Dee Brown, que dizimava os índios com  as baionetas e as patas dos seus cavalos, só que agora na figura dos latinos imigrantes e dos mulçumanos. Bem, o “general” já tem sua fortaleza, mas quero mesmo falar dos nossos extintos tupis-guaranis, dos tapuias, tupinambás, camacans, pataxós, aimorés, mongoiós, tapajós e outras tribos que foram escravizadas, massacradas e perderam suas terras.

A impressão que se tem hoje no Brasil, especialmente na Bahia, é de uma só nação afrodescendente sem vestígios indígenas, europeia, árabe moura, cigana e judia. Quando aqui desembarcou a nau Cabrália com seus degredados, malfeitores, renegados e cristãos novos judeus, há mais de 500 anos, os primeiros contatos foram com os negros africanos praticando o autêntico candomblé e seus rituais de magias, cercados de seus orixás.

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O PONTO DA QUESTÃO

UMA BOA EQUIPE

O governo de Hérzem Gusmão frente à Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista vai depender muito da equipe que ele escolher, especialmente para as áreas de saúde, educação e mobilidade urbana. Se não levar em conta o mérito e a capacidade dos indicados para ocupar secretarias e departamentos, vai fracassar, e ai não vai ter perdão. Com se diz no popular, muita calma nessa hora.

No momento, a maior prioridade é a água. Na cultura, esperamos que o novo secretário consiga implantar uma política municipal para o setor e que a educação seja revigorada. É chegada a hora da batalha por grandes projetos num momento de crise econômica.

MAIS DESIGUALDADE

Os movimentos contra a PEC 241 são muito tímidos se comparado com o estrago que ela vai provocar nas camadas mais carentes. Em médio prazo, os cortes de gastos vão aumentar as desigualdades sociais, retardar o crescimento da economia e piorar a distribuição de renda – conforme analisam economistas. Querem tributar o consumo e a produção, ao invés da renda e da riqueza dos mais ricos.

PARTIDO NÃO PAGA NADA

Vi na mídia que o PSB foi condenado pela Justiça a pagar indenização para a família do piloto do avião que caiu em Santos no início da eleição presidencial de 2014, com o candidato do partido Eduardo Campos. Como pagar, se partido não é empresa privada? É bom que seja dito que se isso for mesmo concretizado, quem vai pagar é o povo através do fundo partidário. Sempre sobra para nós.

SACRIFÍCIOS

Mais um escárnio e afronta com o povo. O governo agora já fala em reforma da Previdência Social e pede sacrifícios da população. Eles não tomam vergonha na cara! Essa corja, sim, que dilapidou os cofres públicos com gastos nababescos devem ser sacrificados, todos numa fogueira. Ainda tem gente, como presenciei num bar dia desses, que chama este governo de novo. Quem é mesmo novo, Temer (mordomo de Drácula), Padilha, Gedel, Meirelles e companhia? Esses caras não têm nada de novo. São velhos conhecidos desde a ditadura e fizeram parte dos governos Collor, Itamar Franco, FHC, Lula do PT e Dilma.

No Rio de Janeiro, o Governo Pezão está impondo pesados sacrifícios aos servidores e trabalhadores depois que o Governo Cabral estourou as contas públicas com despesas luxuosas e aparece envolvido em falcatruas com a Construtora Delta em obras do Estado, especialmente das Olimpíadas. Continua solto exibindo a sua cara de pau como se nada tivesse acontecido, enquanto aposentados choram as perdas. Só uma revolução resolve.

FIGURAS FOLCLÓRICAS

Assim como na vida de uma cidade do interior que sempre tem aquelas personagens folclóricas, o Congresso Nacional está cheio delas, como o Jucá Romero que sempre está em todas como penetra de festas. As figuras das cidades fazem as pessoas rirem e encarnam a alegria, se tornando patrimônio histórico e cultural do local. As do Congresso, como os Calheiros, Cunhas, Malufes, Sarneys e outros do mesmo naipe, debocham de nós e nos faz chorar todos os dias. A maior característica é que todos eles são cínicos e caras de pau, como o Jucá, o líder de todos os governos. Deveria ser inaugurada a galeria dos safados na entrada do Congresso.

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GOVERNADOR ENTREGA ADUTORA DO ALGODÃO

Na manhã deste sábado (05/11), o governador da Bahia, Rui Costa, esteve no município de Caetité para a entrega de importantes obras que asseguram o desenvolvimento da cidade.

Um dos serviços mais aguardados, a 2ª etapa da adutora do algodão chega a Caetité para garantir o abastecimento hídrico da sede do município, que beneficiará ainda os povoados de Morrinhos, Maniaçu, Lagoa de Dentro e Lagoa de Fora. Os investimentos nessa etapa são da ordem de R$ 31.915.507,04, oriundos da Codevasf e da Embasa, empresa vinculada a Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs) responsável pela intervenção. Ao todo, mais de 33 mil habitantes serão contemplados.

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O prefeito Zé Barreira, declarou que essa é uma das maiores obras entregues em sua gestão. “Não tenho dúvidas que este é um dos momentos mais importantes para Caetité e da minha gestão. Há anos sofremos com a escassez de água e todos nós esperávamos ansiosos pela entrega dessa grande obra. Água é vida, é desenvolvimento. Água é progresso! Muito obrigado a todos que contribuíram para que esse dia se tornasse realidade”, comemorou o Prefeito.
Além da adutora, Rui Costa entregou ainda a Academia de Saúde Praça Nossa Senhora da Paz, com investimentos da ordem de R$274.194,13; o Armazém Territorial da Agricultura Familiar, no qual foram investidos R$368.000,000; e 8 tratores agrícolas para comunidades rurais de toda região, conseguidos através de emendas de deputados.
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PREFEITURA ENTREGA BOLETOS DO SEGURO SAFRA

A Prefeitura de Caetité, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, começou a entrega dos boletos de quitação do Seguro Safra para produtores rurais inscritos no Programa Garantia Safra, no último sábado (05/11). A expectativa é que mais de 3.100 produtores sejam beneficiados com o programa.

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Essa ação, articulada entre os governos Federal, Estadual e Municipal, injetará na economia local cerca de R$ 2.672.400,00 (dois milhões seiscentos e setenta e dois mil novecentos e quatrocentos reais).

O Município de Caetité aderiu ao programa em 2009, quando havia somente 270 agricultores cadastrados no Garantia Safra, quantidade que vem aumentando a cada ano. Na edição 2013-2014 tivemos 2.797 agricultores cadastrados, na safra 2014/2015, foram 3.027, e nessa de 2015/2016 são 3.144 agricultores cadastrados.

Para o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Rosival Almeida, esse aumento no número de agricultores cadastrados deve-se, primeiramente, à seca que vem afetando muito o nosso município e ao esforço da Prefeitura que aderiu a este programa em parceria com o Governo do Estado e o Governo Federal.

Programa

O Seguro Safra é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para agricultores familiares da área de atuação da Sudene, majoritariamente semiárida, que sofrem perda de safra por seca ou excesso de chuvas.

Os agricultores do município que fazem parte do programa, como é o caso de Caetité, e que forem detectadas perdas de, pelo menos, 50% da produção de algodão, arroz, feijão, mandioca ou milho, recebem uma indenização em até seis parcelas mensais, por meio de cartões eletrônicos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal. Estão envolvidos neste programa, o Ministério do Desenvolvimento Agrário, Secretaria Estadual de Agricultura e Prefeitura Municipal. (Diretoria de Comunicação Social)

 

ATRAVESSANDO A CHAPADA DIAMANTINA

Em viagens que sempre estou fazendo a Senhor do Bonfim e Juazeiro, na Bahia, para visitar parentes (minhas irmãs) minha filha Cintia Regina e amigos, atravesso a Chapada Diamantina pelas cidades de Ituaçu, Barra da Estiva, Mucugê, Andaraí, Rui Barbosa e nunca me canso de apreciar as belezas desta região que foi formada há bilhões de anos. Sempre levo minha companheira para clicar algumas imagens, umas lindas e outras nem tantas, como a buraqueira entre Mucugê e Andaraí que o Governo do Estado não se dispõe a consertar.  Em Juazeiro, tenho o Velho Chico como cartão postal, se bem que desgastado pelo o homem predador.

Um trecho da pista entre Mucugê e Andaraí está intransitável

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Carga perigosa de alimentos atravessando a Chapada rumo a outras cidades da região e até para o norte e nordeste.

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A Catedral de Juazeiro nos convida a um momento de reflexão sobre nossas vidas e o que o homem tem feito contra o meio ambiente, como a lenta destruição do Velho Chico que pede socorro, agora com sua vazão reduzida.

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A crise e o barco. Assim como vive o Velho Chico na espera de recursos para sua revitalização.

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Com suas frondosas árvores, a paisagem e a estrada são imagens bonitas, mas o risco é constante por causa da queda de galhos que estão inclinados e sem proteção. Não existe acostamento e muitas árvores precisam ser podadas na extensão entre a cidade de Mucugê até o acesso à BR-242, passando por Andaraí.

 

DAS BRASAS DA INQUISIÇÃO AO LEITO DA PEDOFILIA

Pesquisador e conhecedor dos meandros da Inquisição da Igreja Católica Apostólica Romana, que durou seiscentos anos, o advogado Evandro Gomes Brito, ativista estudantil na época do golpe civil-militar de 1964, faz mais uma reflexão sobre o tema em “Das Brasas da Inquisição ao Leito da Pedofilia”.

Trata-se de mais uma produção independente e esclarecedora sobre um capítulo tenebroso da Idade Média quando a Igreja Católica criou o Tribunal do Santo Ofício para punir os chamados infiéis, hereges e todos aqueles que contrariavam ou não concordavam com os ensinamentos e dogmas da instituição religiosa.

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Para elucidar os fatos, Evandro Gomes cita Anita Novinsky, autora de “Inquerindo a Inquisição,” especialista no assunto e fundadora do Centro de Estudos Inquisitoriais. Segundo ele, a censura escolar não permitiu que a história verdadeira fosse debatida nos estabelecimentos de ensino.

Conforme descreve Gomes, o Tribunal foi instalado no final do século XII, para investigar e combater as heresias, doutrinas contrárias aos ensinamentos da hierarquia romana. Sua origem seu deu no Concílio de Verona, em 1184, pelo papa Lúcio III (1182-1185) como inquisição episcopal.

Do final do século XII ao início do XIII, o destaque foi o papa Inocêncio III (1198 – 1216), que mandou Domingos de Gusmão, depois canonizado São Domingos, dizimar os albigenses no sul da França. O feito histórico foi enaltecido no Concílio de Latrão, em Roma (1215).

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Mais tarde, em 1229, no Concílio de Toulouse (França), o papa Gregório IX (1227 -1241) oficializou a “empresa macabra” ao fundar a “Inquisição Delegada”, através da qual a Santa Sé enviava representantes aos lugares “infectos” na luta contra os dissidentes da Igreja Católica. O papa Inocêncio IV (1243 – 1254), com a bula Ad Extirpanda, permitiu o uso da tortura, em 1252.

O padre Girolamo Savonarola foi garroteado e em seguida queimado na fogueira por ordem do papa Alexandre VI (Rodrigo Bórgia 1492 – 1503), por ter combatido a devassidão do pontífice romano que oficialmente ostentava duas amantes Vannozza Catanei e Giulia Farnese, tendo com a mesma, seis filhos, destacando César Bórgia e Lucrécia Bórgia. Alexandre VI foi o segundo filho do cardeal Rodrigo Bórgia com Vannozza e seguiu os passos do pai. O papa Inocêncio VIII (1484 – 1492) teve oito filhos.

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TODOS AO “LOMANTÃO NO DOMINGO

Carlos Albán González – jornalista 

O regulamento da Copa Governador do Estado, promovida pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), garante a presença do campeão e vice, no próximo ano, na série “D” do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Os finalistas terão que optar por um dos torneios nacionais. O Vitória da Conquista poderá conseguir uma dessas vagas, dependendo somente de um empate contra a Jacuipense, no próximo domingo, às 16 horas, no Estádio Lomanto Júnior.

Os ingressos para esse confronto pelas semifinais da Copa – o time conquistense venceu a partida de ida, por 2 a 1, atuando em Riachão do Jacuípe – já estão à venda. Chegou a hora dos amantes do futebol desta cidade e dos municípios vizinhos demonstrarem que o Vitória da Conquista é sua segunda paixão. A primeira é perceptível nas cores das camisas de clubes do Rio e São Paulo, exibidas, com orgulho, pelos conquistenses. Há até torcidas organizadas, cujos membros assistem aos jogos dos seus times nos canais Premiere, em encontros animados nos bares da cidade, regados com muita cerveja e espocar de fogos.

Vamos, portanto, substituir o rubro-negro do Flamengo ou o alvinegro do Corinthians pelo verde e branco do Conquista. Os quatro jogos (três vitórias e um empate) disputados pela Copa, segundo o presidente Ederlane Amorim, deram um prejuízo superior a R$ 7 mil, que pode ser coberto pela arrecadação de domingo, mesmo com as taxas abusivas cobradas pela FBF.  Fundado em dezembro de 1979, o Serrano cansou de esperar pelo apoio do torcedor e do empresariado. Em 2013, “arrumou as malas” e se mudou para Teixeira de Freitas, e, no ano seguinte, para Porto Seguro.

Correr atrás de patrocinadores é uma das cansativas atividades dos dirigentes dos clubes de futebol no Brasil. A Caixa Econômica Federal  (CEF) tem sido a grandes fonte de custeio de dezenas de times, inclusive de Bahia e Vitória. Cervejarias e bancos privados preferem investir em festas populares. Recentemente, um grande conglomerado financeiro patrocinou um torneio internacional de tênis em Nova Iorque. O Corinthians trocou a marca de uma cerveja nacional por uma espanhola, a mesma que patrocina Celta de Vigo e Deportivo La Coruña, clubes da Galicia. :: LEIA MAIS »

O GRITO DOS INDIGNADOS

Tanto no primeiro turno quanto no segundo, os insatisfeitos indignados que se abstiveram e os que votaram nulos e brancos, foram os vencedores em várias capitais do Brasil nas eleições municipais, marcadas pela onda conservadora da extrema direita.

No Rio de Janeiro, por exemplo, do pastor da Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella, eleito com um milhão e 700 mil de votos, os insatisfeitos somaram quase dois milhões. Quase metade dos eleitores (47%) deu um não à política. No Brasil os insatisfeitos somaram mais de 30% e os que se abstiveram 21,5%. Não dá mais para aturar tantos desmandos!

Em Porto Alegre e Belo Horizonte esse grupo também saiu vitorioso das urnas e bateu os candidatos do retrocesso. Aqui mesmo em Vitória da Conquista, mais de 20%, o equivalente a pouco mais de 52 mil pessoas preferiram ficar em suas casas ou foram fazer outras atividades, deixando de fora os políticos. Agora é chegada a hora de também virar as costas para eles.

Mesmo aqueles que foram votar, inclusive militantes do próprio PT e de outras correntes de esquerda, também estão insatisfeitos com o atual quadro. Gostaria de saber quem vai ouvir o clamor dos insatisfeitos que começaram a dar os primeiros sinais de fadiga contra os políticos nas manifestações de 2013?

Naquela época, a então presidente Dilma disse que havia entendido o recado das urnas, só que nada fez de concreto para mudar a situação. Prometeu plebiscito e Constituinte. Não adianta dizer apenas que entendeu o recado. Se a crise moral, ética e política persistir, se nada for feito de novo, os insatisfeitos vão ser os candidatos mais votados nas próximas eleições de 2018, e em maior número.

Os políticos de Brasília que criaram seu próprio território particular dentro do Brasil, com suas regras e normas protetoras deles mesmos, optaram por não ouvir o recado das urnas e permanecem legislando de costas para a opinião pública. Na concepção deles, o povo e a plebe que se lasquem.

Empurram-nos goela abaixo uma PEC para cortar recursos em setores essenciais da vida social, os quais já estão exauridos e em estado de calamidade pública. Mais uma vez, em reunião a portas fechadas, tramam aprovar um projeto de anistia aos criminosos que praticaram o caixa 2 em campanhas eleitorais passadas.

Outro engodo é a propalada reforma política, mais um remendo para blindar suas mordomias e privilégios com o dinheiro extraído do povo.   Como disse o historiador e cientista político baiano, Luiz Alberto Moniz Bandeira, o Brasil está se derretendo.

A coisa está ficando de mal a pior, agora mais ainda com a onda conservadora dos evangélicos na linha de frente, e ainda metem Deus no meio dessa guerra suja de hipocrisias e moralismos bestiais.  Pelo que estou vendo, a salvação está no crescimento dos insatisfeitos e indignados porque Catilina, alvo do tribuno romano Cícero, já abusou demais da nossa paciência. Até quando?





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