:: ‘De Olho nas Lentes’
A FEIRA TAMBÉM É CULTURA
Foto do jornalista Jeremias Macário em suas andanças
A imagem já diz tudo, mas a feira não é só ponto de encontro e de negócios entre quem vende e compra. É também cultura popular milenar desde quando as pessoas marcavam um lugar para fazer suas trocas quando não existia a moeda chamada dinheiro. É assim em todo lugar ,como na Feirinha de domingo em Vitória da Conquista. É também poesia nesse mundo avançado da tecnologia das lojas presenciais e virtuais. As pessoas são mais simples, calorosas e espontâneas, bem diferente dos shoppings abafados que mais parecem com gaiolas. É um ato de prazer e bem mais humano. (Jeremias Macário – macariojeremias@yahoo.com.br)
SAUDADES DO TREM
Foto do jornalista Jeremias Macário
Que bom os tempos do trem de passageiros!Esperar na estação e ouvir o toc-toc do telegrafista e o sino a tocar avisando sua chegada! Que desastre a opção dos nossos governantes atrasados pelas rodovias que impactam o meio ambiente e deixaram os brasileiros dependentes das cargas pesadas nas estradas esburacadas e mal traçadas! Lembro ainda menino quando usava o trem de Iaçú (pontilhão enferrujado), passando por Itaberaba, Rui Barbosa, Piritiba (minha terra querida), Jacobina até Senhor do Bonfim onde desembarcava levando saudades. Era o chamado “Trem Groteiro”, cortando as lindas paisagens do sertão, florido ou seco, transportando gente e mercadorias, de cidade em cidade. Que saudades do trem!
O JEGUE DO SERTÃO
Foto do jornalista Jeremias Macário

No sertão do asfalto, não há mais espaço para o jegue que sempre esteve na lida com o homem do campo. Agora é a moto, o cavalo de aço, que corta a paisagem, mesmo oferecendo perigo, como na foto onde os dois transportam uma parabólica, outro instrumento do nosso progresso que acabou com a tradição.
GESTOS E DIÁLOGOS
Parece uma cena de filme captada pelas lentes do fotógrafo José Carlos D´Almeida. Gestos e diálogos numa noite festiva de um aniversário de 70 anos. A foto não fala, mas mostra expressões de alegria numa troca cordial de ideias e pensamentos, sem ódio e intolerância. As mãos fazem o ritual e abençoam a criação.
A CARRANCA E O TEMPO
Foto do jornalista Jeremias Macário
Em pleno agreste do sertão, Juazeiro nos recebe com esta arte secular da carranca, símbolo da terra dos vapores e barcos que sobem e descem o Velho Chico, transportando passageiros e mercadorias. O pássaro contempla a paisagem seca da caatinga que, com a água do rio e a mão do homem, produz frutas para o Brasil e o exterior. A seguidão é triste para o homem forte do sertão na luta pela sua sobrevivência, mas dá esperança quando cai a chuva e faz brotar o verde. O triste é também belo, como o mandacaru que resiste ao tempo das estiagens.
POR DO SOL NO JEQUITINHONHA
Foto do jornalista Jeremias Macário
Depois de um dia remando, o pescador solitário retorna do seu trabalho e é agraciado com o lindo por do sol na foz do Rio Jequitinhonha, numa paisagem que descansa o corpo e conforta a alma. É o momento de refletir e se irmanar com a natureza e se tornar mais humano. Infelizmente, o homem ainda maltrata este paraíso divino.
A JANGADA E O MANGUE
Foto do jornalista Jeremias Macário
Num pedaço da natureza ainda exuberante do mangue, lá vão os pescadores solitários aventureiros em sua jangada, procurando o melhor lugar para fisgar o peixe e os mariscos para o sustento de suas famílias. O trabalho não é nada fácil nestas serenas águas, mas eles têm o privilégio de curtir esta poética paisagem que nos remete ao passado.














