:: ‘De Olho nas Lentes’
O SÍMBOLO DO NORDESTE EM EXTINÇÃO
Primeiro ele foi sendo substituído pelos gafanhotos motorizados, ou os cavalos de fogo, que estão espalhados em toda parte rural e urbana,. logo o jegue que atravessou o deserto até o Egito transportando a família sagrada, e tanto serviu ao nordestino no seu sustento do dia a dia Agora está em extinção sendo cruelmente morto para virar carne e pele para os chineses. Cadê os ambientalistas e os ditos protetores dos animais que só falam das tartarugas, das baleias, dos cachorros e gatos. Raro encontrar, mas o nosso símbolo do Nordeste, o inocente jumento se tornou uma espécie em extinção ainda servindo ao homem, como neste flagrante em Juazeiro da Bahia, carregando papelões e outros objetos recicláveis. Ninguém importa mesmo para os jegues e estão sendo vendidos baratos para os matadouros. O homem é mesmo um animal predador da pior espécie. Foto do jornalista Jeremias Macário
COISAS DO SERTÃO
Os garranchos secos cinzentos num traçado com os cactos transmitem uma imagem poética da terra árida nordestina, numa paisagem singular e única do nosso bioma. São coisas do nosso sertão forte como o homem que nele habita com dureza, sempre esperando a chuva cair para plantar sua lavoura. É bonito e, ao mesmo tempo, triste, porque o nosso sertanejo sofre e ainda acredita nas promessas dos políticos e governantes, de que um dia as coisas vão melhorar. Reza a Deus sempre, numa reza penosa, e nunca perde a fé e a esperança. “Coisas do Sertão” foi captada pelas lentes do jornalista Jeremias Macário.
O CINZENTO DO AGRESTE
Como o próprio título já diz, a paisagem cinzenta do agreste, de galhos retorcidos pela sequidão do sertão nordestino, retrata o sofrimento do sertanejo que labuta o ano todo e sempre está à espreita de uma chuva para salvar sua lavoura. Fica na espera da graça com as mãos postas para o alto. Quando perde as esperanças se retira com a família para outras terras estranhas. Já ouvi dizer que é uma paisagem “bonita”, mas não é não. É triste. Bonito é quando tudo está verde. A imagem saiu das lentes do jornalista Jeremias Macário lá em Carnaíba, Juazeiro da Bahia.
LUZES DAS BORBOLETAS
As imagens já dizem tudo, mas a praça me deu a graça de flagrar com minhas lentes esta rede de poesia bordada pela natureza e os homens que ainda têm momento de sensatez e iluminação. São fotos das luzes das borboletas de variadas cores em Vitória da Conquista. É ó apreciar e curtir a sinfonia das luzes com o balançar das folhas das árvores. O mais é com você no refletir do espírito.
NO SARAU A ESTRADA
O Sarau A Estrada completou nove anos de encontros da música, da poesia e dos causos, e vamos entrar no décimo ano agora em 2020, precisamente em julho. Neste sábado (dia 07/12) vamos realizar o último do ano com o tema A História da Música Brasileira, com o músico e compositor Alex Baducha e demais convidados que podem falar sobre o assunto. Vai ser mais uma festa cultural comemorativa de final de ano, e todos estão convidados. Trata-se de um sarau colaborativo onde cada um traz sua bebida e comida e vamos curtir com alegria e confraternização. Será mais uma noite cultural que promete.
COISA DO PASSADO
Como a máquina de datilografia e outros objetos de comunicação em desuso, assim foram os orelhões que viraram coisa do passado. Hoje servem mais como decoração nas praças, ruas e jardins das cidades. Quem não se lembra das fichas e dos cartões tão cobiçados e até vendidos para troca de refeições e utilizados para outras trambicagens? Era um terror esperar na fila para fazer uma ligação quando uma pessoa individualista (isso nunca deixa de existir na humanidade) passava 20 minutos ou mais falando. Quando não existia internet, o telefone público servia até para transmitir reportagens jornalística. Sou da geração de repórteres que passei muitas matérias para o jornal através do orelhão. Era uma tranqueira. Com a nova tecnologia, tudo tornou bem mais fácil, e o jornalista ficou mais acomodado para investigar e questionar. A foto é do jornalista Jeremias Macário, em Vitória da Conquista.
COM AS FLORES DA FILIPINAS
Os tufos das flores na Avenida Filipinas, em Vitória da Conquista, parecem sair das lentes da máquina do jornalista Jeremias Macário. Dão ânimo a mais sabor em nossas vidas nestes tempos tão carrascos contra a natureza, que está sendo incendiada e destruída por um governo retrógrado e fascista. Ele está sendo o facínora do meio ambiente, que há anos já vem sofrendo a depredação gananciosa dos capitalistas da usura. Não se enganem, nossa humanidade está chegando ao fim. Dentro de mais anos só vamos ver esta beleza através da fotografia. Com o aquecimento global, ela vai secar. Hoje muitos passam e nem percebem sua exuberância e beleza.
PEDALANDO EM FAMÍLIA
Esta foto é do grande fotógrafo José Silva, companheiro de muitas lidas na Sucursal do Jornal A Tarde, em Vitória da Conquista. Andamos muito por este sertão da Bahia e registramos muitos flagrantes. Este, como outros, na Avenida Juracy Magalhães me chamou a atenção, e é uma foto que deveria ser premiada nacionalmente. Bem, falei um pouco do autor, mas, e a foto? Como o próprio título já diz tudo, será que eles estão indo para algum aniversário? Para a igreja rezar? Fazer alguma visita aos parentes? Para a feira é que não vão. A foto é linda, mas a mãe está colocando os filhos e, ela mesma, em risco. Na verdade, todos são equilibristas da bicicleta e mereciam ser fotografados, mas só José Silva conseguiu esta façanha.
OS MORTOS E OS VIVOS
Existem os vivos mortos que passam a vida sem ser vivida e nem sabem que já morreram. Existem também os mortos vivos que nunca são esquecidos pelos seus feitos e que deixaram exemplos para serem seguidos pelos passageiros dessa chuva. Os caminhos podem ser diferentes, mas todos se encontram lá, em algum lugar que cada religião tem sua explicação. Acreditar nas versões diferentes não é importante. O que mais importa é definir o seu existir e continuar vivo, mesmo depois de morto. Foi tudo isso que as lentes do jornalista Jeremias Macário flagrou no Dia de Finados, no Cemitério da Saudade, que o próprio nome já diz tudo.
CULTURA NO ESPAÇO
O maluco quer reeditar o tenebroso AI-5 dos anos de chumbo, com o fechamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e criar o belzebu da censura contra as artes e à nossa combalida cultura, que divulgamos e aprendemos nos encontros do nosso Sarau Espaço Cultura. Quem vai reeditar o abominável AI-5 do dia 13 de dezembro de 1968? Querem tocar fogo nos livros e proibir reuniões. São os inimigos da cultura, que devemo estar vigilantes e combatê-los com todas as nossas forças. Não podemos deixar a volta desses malignos nazifascistas. Não vão mais tirar a nossa liberdade de expressão. Esses psicopatas têm que passar pelos nossos cadáveres. Reage Brasil!






















